terça-feira, 14 de abril de 2026

BEBEL GILBERTO: A VOZ QUE LEVOU A BOSSA NOVA PARA O MUNDO SEM PERDER A ALMA BRASILEIRA

 

Bebel Gilberto
Gilberto se apresentando em Budapeste (2012)
Informações gerais
Nome completoIsabel Gilberto de Oliveira
Também conhecido(a) comoBebel Bel
Nascimento12 de maio de 1966 (59 anos)
Nova IorqueEstados Unidos
Nacionalidadenorte-americana
brasileira
Gênero(s)
Ocupação
  • Cantora
  • compositora
ProgenitoresMãe: Miúcha
Pai: João Gilberto
CônjugeDidi Scalco e Cunha (2010-2014)
Instrumento(s)vocais
Período em atividade1977-presente
Gravadora(s)Verve Records
Página oficialbebelgilberto.com

Isabel Gilberto de Oliveiramais conhecida como Bebel Gilberto (Nova Iorque12 de maio de 1966), é uma cantora, compositora e musicista brasilo-estadunidense. É filha do compositor João Gilberto e da cantora Miúcha, sendo sobrinha materna do músico e escritor Chico Buarque.[1]

Biografia

Bebel teve sua estreia na música precocemente. Aos 9 anos já havia se apresentado no Carnegie Hall com sua mãe e Stan Getz, e já tinha participado nos musicais Pirlimpimpim e Saltimbancos com sua mãe e seu tio, Chico Buarque.[2]

Sua estreia como solo profissional veio em 1986 com um EP autointitulado lançado pela WEA, que incluiu "Preciso Dizer Que Te Amo", com parceria com Cazuza e , quando ambos estavam na Banda Barão Vermelho. Em 1991, a filha de Gilberto e Miúcha trocou Ipanema, onde cresceu, por Manhattan, onde ela nasceu. Bebel continua vivendo em Nova Iorque, mas compartilha seu tempo entre os EUA e o Brasil.

Bebel foi uma grande amiga de Cazuza e compôs várias músicas com ele, além de "Eu Preciso Dizer Que Te Amo", incluindo "Amigos de Bar", "Mais Feliz" e "Mulher Sem Razão".

Participou do projeto Red Hot + Rio, juntando-se grandes estrelas da música como Everything But the GirlMaxwellGeorge Michael e outros para a gravação do CD beneficiário. Ela também colaborou no CD do produtor japonês Towa Tei Future Listening, cantando os hits "Technova" e "Batucada" e também participou no projeto Peeping Tom de Mike Patton (vocalista do Faith No MoreMr. Bungle, entre outras), cantando "Caipirinha".

Com o lançamento de 'Tanto Tempo' em 2000, Bebel inventou a bossa eletrônica, que assumiu os clubes de todo o mundo e Bebel se posicionou como uma das artistas mais vendidas do Brasil nos EUA desde os anos 60. Com seu segundo álbum, "Bebel Gilberto" (2004), ela refinou seu som para criar um estilo lounge acústico que apresentou seus pontos fortes como uma compositora brasileira.

Com o Lançamento do CD Momento (2007), seu terceiro álbum em sete anos, ela quis fazer uma fusão de ambos. Misturando um pouco do Rio 'Orchestra Imperial' junto com a banda de Nova Iorque Brazilian Girls, e seguindo a direção do produtor Inglês Guy Sigsworth (o parceiro de Madonna em "What It Feels Like for a Girl"), esse momento reafirma o caráter internacional da cantora Bebel.

All in One, foi lançado mundialmente em 29 de setembro de 2009 na famosa gravadora de jazz americana Verve, e lançado no Brasil pela Universal Music. Para forjar uma serenidade madura em "All in One", Bebel tinha uma super equipe de produtores, incluindo Mark Ronson (Amy Winehouse, Lily Allen), D. João (Dust Brothers, Beck), Daniel Jobim, Carlinhos Brown, Didi Gutman (Brazilian Girls) e Mario Caldato Jr. (Beastie Boys, Björk, Jack Johnson).

Desde o lançamento de "Tanto Tempo", em 2000, já vendeu mais de 2,5 milhões de CDs e tem sido destaque em sete trilhas de filmes (incluindo "Next Stop Wonderland", "Bubble", "Closer" e, mais recentemente em 2010 "Eat Pray Love") e sete séries de TV (Sex and the CitySix Feet UnderNip/Tuck ...) Em 2000 a canção So Nice (Summer Samba) esteve incluída na trilha sonora da novela Laços de Família da Rede Globo, exibida entre 2000/2001, como tema dos personagens Camila e Edu, interpretados respectivamente por Carolina Dieckman e Reynaldo Gianechini.[3]

Bebel foi convidada pela rede de TV NBC a se apresentar no Miss Universo 2011, que foi realizado em São Paulo e foi transmitido para mais de 1 bilhão e meio de pessoas em mais de 190 países. Cantou o seu hit 'Close Your Eyes' durante a competição das finalistas do TOP 10, em trajes de gala (vestidos de noite).

Em 2013, Bebel lançou o seu primeiro DVD "Bebel Gilberto in Rio" que foi produzido pelo seu selo "Bebelucha" e distribuído no Brasil pela Biscoito Fino. O DVD concorreu ao prêmio de melhor DVD no "2° Prêmio Contigo - MPB Fm".

Em 2018, a cantora foi uma das juradas no episódio voltado à culinária brasileira do reality show The Final Table, da Netflix. Junto a ela, participaram o jornalista Josimar Melo e a modelo Alessandra Ambrósio.

Em 2023, Bebel Gilberto lançou o álbum João, uma homenagem ao repertório de seu pai, com produção de Thomas Bartlett e gravação realizada no Reservoir Studios, em Nova York. O projeto contou com a participação de músicos renomados, como Clark Gayton e Alex Sopp. Em 2024, após se apresentar com a turnê do álbum em mais de 30 países, Bebel trouxe o espetáculo ao Brasil, realizando shows no Teatro Paulo Autran, no Sesc Pinheiros, em São Paulo.[4]

Discografia

Álbuns de estúdio

  • 1983: Um Certo Geraldo Pereira, Funarte (com Pedrinho Rodrigues) - Atração
  • 1991: De Tarde, Vendo o Mar (com Luizão Maia & Banzai)
  • 2000: Tanto Tempo - Ziriguiboom
  • 2004: Bebel Gilberto - Ziriguiboom
  • 2007: Momento - Ziriguiboom
  • 2009: All in One - Verve Records
  • 2014: Tudo - Sony
  • 2020: Agora - PIAS
  • 2023: João - PIAS

Álbuns ao vivo

  • Bebel Gilberto in Rio (2013) Biscoito Fino

Álbuns remix

  • Tanto Tempo Remixes (2001) Ziriguiboom
  • Tanto Tempo (Edição Especial Remix) (2003) Records EastWest
  • Bebel Gilberto Remixed (2005) Ziriguiboom

DVDs

  • Bebel Gilberto in Rio (2013) Biscoito Fino

Dublagem

EPs

  • Bebel Gilberto (EP) (1986) Jazz Warner
  • Bring Back The Love - Remixes EP 1 (2007) [somente digital]
  • Bring Back The Love - Remixes EP 2 (2007) [somente digital]
  • Live Session (exclusividade iTunes) - PE (2008) [somente digital]

Referências

  1. «Bebel Gilberto - Biografia» (em inglês). allmusic.com
  2. «Onda 21 – 12 de maio na música». Consultado em 12 de maio de 2022
  3. Xavier, Nilson. «Laços de Família»Teledramaturgia. Consultado em 12 de fevereiro de 2021
  4. «Bebel Gilberto»Dicionário Cravo Albin. Consultado em 29 de outubro de 2024

BEBEL GILBERTO: A VOZ QUE LEVOU A BOSSA NOVA PARA O MUNDO SEM PERDER A ALMA BRASILEIRA
Ela nasceu em Nova Iorque, mas carrega o Rio de Janeiro no sotaque, no swing e no coração. Filha de dois gigantes — João Gilberto e Miúcha — e sobrinha de Chico Buarque, Bebel Gilberto não herdou apenas sobrenomes ilustres. Herdou uma missão: renovar a bossa nova sem trair sua essência, conectar o Brasil ao mundo sem perder sua raiz, e fazer da música uma ponte entre gerações, culturas e sentimentos.
🌟 INFÂNCIA DE PALCO: QUANDO O TALENTO NASCE ANTES DO TEMPO Bebel não esperou a vida adulta para brilhar. Aos 9 anos, já se apresentava no lendário Carnegie Hall, ao lado da mãe e do saxofonista Stan Getz. Participou de musicais como Pirlimpimpim e Saltimbancos, dividindo o palco com Miúcha e Chico Buarque. Era como se a música corresse em suas veias — porque, de fato, corria.
Mas Bebel não queria ser apenas "a filha de". Queria ser ela mesma. E foi essa busca por identidade que moldou sua trajetória.
🎤 ESTREIA SOLO E A PARCERIA COM CAZUZA Em 1986, lançou seu primeiro EP autointitulado, com a marcante "Preciso Dizer Que Te Amo", composta ao lado de Cazuza e Dé, quando ambos ainda estavam no Barão Vermelho. Foi o início de uma amizade profunda e de uma parceria criativa que renderia clássicos como "Amigos de Bar", "Mais Feliz" e "Mulher Sem Razão".
Cazuza via em Bebel não apenas uma voz, mas uma alma afim. E ela, nele, encontrou um irmão de arte e de vida. Essa conexão humana e musical marcaria para sempre sua forma de criar: com verdade, com urgência, com coração.
🗽 NOVA IORQUE: O PALCO DO MUNDO Em 1991, Bebel trocou Ipanema por Manhattan — o bairro onde nasceu, mas onde nunca havia vivido de fato. Foi uma mudança estratégica e simbólica: levar a bossa nova para o epicentro da cultura global, sem diluí-la, mas expandindo suas fronteiras.
E funcionou. Participou de projetos internacionais como Red Hot + Rio, ao lado de nomes como George Michael e Maxwell. Colaborou com o produtor japonês Towa Tei nos hits "Technova" e "Batucada". Cantou com Mike Patton no projeto Peeping Tom. Bebel não estava apenas "no mundo". Ela estava dialogando com ele.
🌀 TANTO TEMPO: A REVOLUÇÃO DA BOSSA ELETRÔNICA Em 2000, Bebel lançou Tanto Tempo — e o mundo parou para ouvir. Com produção inovadora, batidas eletrônicas sutis e sua voz aveludada, ela criou um novo gênero: a bossa eletrônica. O álbum conquistou clubes de Berlim a Tóquio, de Londres a Los Angeles, e posicionou Bebel como uma das artistas brasileiras mais vendidas nos EUA desde os anos 60.
Não foi apenas um sucesso comercial. Foi uma declaração artística: a bossa nova podia ser contemporânea, dançante e sofisticada ao mesmo tempo. E Bebel foi a arquiteta dessa reinvenção.
🎧 EVOLUÇÃO SONORA: DO LOUNGE AO INTERNACIONAL Com Bebel Gilberto (2004), ela refinou seu som, abraçando um lounge acústico que destacou sua maturidade como compositora. Em Momento (2007), misturou a energia da Orquestra Imperial do Rio com a vibração da banda nova-iorquina Brazilian Girls, sob a produção de Guy Sigsworth (parceiro de Madonna).
Em All in One (2009), lançado pela lendária Verve Records, reuniu um time de peso: Mark Ronson, Mario Caldato Jr., Carlinhos Brown, Daniel Jobim. O resultado? Um álbum sereno, maduro e universal — como o próprio nome sugere: tudo em um só lugar.
🎬 TRILHAS, TV E PALCOS GLOBAIS Desde Tanto Tempo, Bebel já vendeu mais de 2,5 milhões de cópias e teve suas músicas em sete filmes — como Eat Pray Love, Closer e Bubble — e em sete séries de TV, incluindo Sex and the City, Six Feet Under e Nip/Tuck. "So Nice (Summer Samba)", por exemplo, embalou os personagens Camila e Edu na novela Laços de Família, da Globo.
Em 2011, foi convidada pela NBC para se apresentar no Miss Universo, em São Paulo, cantando "Close Your Eyes" para mais de 1,5 bilhão de espectadores em 190 países. Em 2013, lançou seu primeiro DVD, Bebel Gilberto in Rio, indicado ao Prêmio Contigo de MPB.
🍽️ ALÉM DA MÚSICA: CULINÁRIA, JURADOS E HOMENAGENS Em 2018, Bebel surpreendeu ao ser jurada no episódio de culinária brasileira do reality The Final Table, da Netflix, ao lado de Josimar Melo e Alessandra Ambrósio. Mostrou que sua curiosidade e influência vão muito além do palco.
Em 2023, lançou João, um álbum emocionante em homenagem ao repertório de seu pai, João Gilberto. Produzido por Thomas Bartlett e gravado em Nova York, o projeto contou com músicos renomados e reafirmou o laço eterno entre pai e filha através da música.
Em 2024, após levar a turnê de João a mais de 30 países, Bebel trouxe o espetáculo de volta ao Brasil, com apresentações memoráveis no Sesc Pinheiros, em São Paulo — um reencontro com seu público de origem, agora ainda mais madura, ainda mais plena.
💡 POR QUE BEBEL GILBERTO É ETERNA? Porque ela nunca escolheu entre o Brasil e o mundo. Escolheu os dois. Porque nunca abriu mão de sua essência para agradar o mercado. Porque transformou herança em inovação, tradição em contemporaneidade, saudade em canção.
Bebel Gilberto não é apenas uma cantora. É uma embaixadora cultural, uma ponte sonora entre gerações, uma artista que prova que é possível ser global sem deixar de ser brasileira. Sua voz é suave, mas sua presença é poderosa. Sua música é delicada, mas sua trajetória é forte.
👇 Você cresceu ouvindo Bebel Gilberto? Qual música dela toca seu coração? Já viu ela ao vivo ou acompanha sua jornada internacional? Comente, compartilhe este post e celebre com a gente uma das vozes mais elegantes e inovadoras que o Brasil já deu ao mundo! 🎶💚
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BABY DO BRASIL: DA REBELDIA AO PALCO, DA MPB AO ALTAR – A HISTÓRIA DA MENINA QUE EMBALOU GERAÇÕES

 

Baby do Brasil
Baby em 2014, no 25º Premio da Musica Brasileira
Nome completoBernadete Dinorah de Carvalho Cidade
Outros nomesBaby do Brasil, Baby Consuelo
Nascimento
18 de julho de 1952 (73 anos)

CônjugePepeu Gomes (c. 1969; div. 1988)
Filho(a)(s)6, incluindo Sarah Sheeva
Ocupação
  • cantora
  • compositora
  • pastora
Carreira musical
Período musical1970–presente
Gênero(s)
Instrumento(s)
Gravadora(s)Warner
Afiliações
Lista
ReligiãoCristã evangélica

Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade (Niterói18 de julho de 1952), mais conhecida como Baby do Brasil e também como Baby Consuelo ([ˈbejbi]), é uma cantora, compositora e pastora brasileira.[1][2][3][4][5]

Biografia e Carreira

Novos Baianos, 1972.

Início e formação dos Novos Baianos

Nascida em uma família de classe média alta de Niterói[1][6], é filha do jurista Luís Carlos Cidade e da jornalista Carmem Menna Barreto de Carvalho Cidade. Ainda na infância mudou-se para o Rio de Janeiro, onde foi criada. A artista sempre teve interesse por música, escrevia canções e queria fazer aulas de canto e violão. Os pais se opuseram, queriam que seguisse uma carreira tradicional. Por intermédio de parentes, aprendeu a tocar violão ainda na infância, chegando a vencer um festival de música de Niterói aos 14 anos[3], no qual interpretou uma música do maestro Eduardo Lages. Os conflitos com os pais se intensificaram no final da adolescência, pois eram controladores e não aceitavam a escolha profissional da filha. Aos 17 anos, deixou uma carta aos pais e fugiu de casa.[1] Decidiu ir para Salvador[3], onde estava se expandindo o movimento rock no Brasil. Chegando lá, passou muitas necessidades, chegando a dormir nas ruas. Começou a pedir para cantar em bares em troca de comida, e isso agradou os comerciantes, pois cantava muito bem e viram seu estabelecimento lotar. Por uma grande sorte, conheceu Luiz GalvãoPaulinho Boca de Cantor e Moraes Moreira, uma banda musical em início de carreira.[1] Juntos, formaram a icônica banda Novos Baianos, nesses mesmo ano de 1969, então, a jovem iniciou sua carreira como cantora no grupo. Bernadete Dinorah precisava escolher um nome artístico bem revolucionário para combinar com a banda, e optou por Baby Consuelo, em referência ao filme Meteorango Kid.[1] Só em 1994, ela trocou de nome artístico e escolheu Baby do Brasil, mas até hoje é conhecida pelos dois nomes.

Através da banda, em 1969, Baby conheceu o guitarrista Pepeu Gomes, que se tornou seu primeiro namorado.[1] Com poucos meses de namoro, foram morar juntos na casa dele, e no ano seguinte, em 1970, casaram-se oficialmente em Salvador.[1] Com um ano de formação, a banda Novos Baianos lançou em 1970 seu primeiro disco, É Ferro na Boneca, pela gravadora RGE Fermata. O trabalho musical colocou a banda na mídia nacional. Pouco tempo depois, a banda se mudou para o Rio de Janeiro, e se estabeleceram em um sítio do bairro carioca de Vargem Pequena[7], laboratório para criação daquele que viria a ser seu LP de maior sucesso, Acabou Chorare, eleito pela revista Rolling Stone Brasil como "o maior álbum de música brasileira de todos os tempos". Baby e Pepeu permaneceram no grupo até 1978, quando foi decidido que cada um iniciaria sua carreira solo.

Carreira Solo

O primeiro álbum solo de Baby, O Que Vier Eu Traço lançado em 1978[3][8], atinge grande sucesso de mídia[1] e de vendagem pela gravadora Warner Music. Conta com as canções "Ele Mexe Comigo" (composição de Pepeu, Galvão e Baby); e com a faixa título (de Alvaiade e Zé Maria); além da clássica "Eu Sou Baby Consuelo" (de Pepeu, Galvão e Moraes).[1] Seu primeiro grande sucesso solo foi a canção "Menino do Rio", de Caetano Veloso[1], composta exclusivamente para Baby[9] e tema da novela Água Viva da Rede Globo.[3] A música fez parte de seu segundo disco solo, Pra Enlouquecer, de 1979[10][8], novo campeão de vendas. Na capa, Baby aparece ao lado de quatro de seus (futuros) seis filhos[1]: 'Riroca (que viria a trocar seu nome para Sarah Sheeva), Zabelê, Nana Shara e Pedro Baby. Os quatro tornaram-se músicos, e as três garotas viriam a formar a girl band SNZ. Baby ainda daria à luz outros dois meninos: Krishna Baby (que aparece na contracapa do disco que leva o nome da criança, de 1984) e Kriptus Baby (presente na capa do álbum Sem Pecado e Sem Juízo, do ano seguinte).

Em 1980, Baby lançou o disco gravado ao vivo em sua apresentação no 14th Festival de Jazz de Montreux[8], que conta com as canções "Minha Oração" (de Baby, Pepeu e Oswaldinho do Acordeon) e "Toda Donzela" (de Baby, Pepeu e Jorginho Gomes).[1] Em 1981, a cantora lançou o icônico álbum Canceriana Telúrica, que conta com o clássico que virou mais hit em sua voz: "Todo Dia Era Dia de Índio", de Jorge Ben Jor; além dos sucessos "Um Auê Com Você" (composição de Baby); e "Telúrica" (de Baby e Jorginho).[1] Em 1982, sai o disco Cósmica[8], que além da faixa título, conta com o sucesso "Emília, A Boneca Gente" – composto por Baby, em parceria com Pepeu Gomes – para a personagem do Sítio do Pica-pau Amarelo, de Monteiro Lobato.[1][11]

Em 1984, Baby apareceu grávida na capa do disco batizado Kryshna Baby, que é o nome do seu quinto filho com Pepeu Gomes, em álbum que trouxe dez faixas de autoria de Baby com diversos parceiros.[1] Em 1985, a cantora lançou o álbum Sem Pecado e Sem Juízo, em que aparece amamentando o seu sexto filho Kriptus Baby na capa[12], e que conta com o sucesso da faixa título (parceria de Baby e Pepeu), além da faixa "Rock das Crianças", também da dupla, que conta com a participação das suas três filhas.[1] No mesmo ano, Baby e Pepeu se apresentaram na primeira edição do Rock In Rio, em shows solo.[1][3] Em 1987, Baby, Pepeu e Paulinho se reuniram em uma apresentação única no Teatro Castro Alves, em Salvador.[1]

Em 1990, Baby se apresentou em uma reunião inédita com os Novos Baianos, em cima do trio elétrico, no carnaval de Salvador.[1] Em 1991, lançou o álbum Ora Pro Nobis, que conta com uma regravação de "Ave Maria" (de Sebastian Bach), além de parcerias da cantora com Nando Chagas.[1] Em 1997, sai o álbum Acústico – Baby do Brasil, com sucessos de sua carreira e regravações de outros grandes clássicos da MPB.[1] No mesmo ano, lançou o álbum Um, que conta com dez faixas de sua autoria com parceiros diversos.[1] Ainda em 1997, reuniu-se mais uma vez com os Novos Baianos, para gravar o disco Infinito Circular – dessa vez com participação de Moraes Moreira – com diversos sucessos do grupo.[1]

No fim da década de 1990, Baby batizou-se, tornando-se evangélica[13], mantendo sua carreira de cantora ao mesmo tempo em que se tornou pastora do Ministério do Espírito Santo de Deus, em Nome do Senhor Jesus Cristo[3][6][14][15], fundado por ela em 5 de abril de 2000. Seu primeiro disco depois de tornar-se evangélica foi Exclusivo para Deus, de 2000, com canções dedicadas à música gospel.[1][3] Em 2009, durante o carnaval de Salvador, se reuniu novamente com Paulinho Boca de Cantor e Pepeu Gomes para duas apresentações no trio elétrico batizado "Os Novos Baianos".[1][3] No mesmo ano, o grupo se apresentou na Virada Cultural, em São Paulo, em um show visto por um milhão de pessoas.[1] Em 2010, começa a ser produzido o documentário "Apopcalipse segundo Baby"[16], com direção de Rafael Saar, uma cinebiografia da artista.[17] Em 2011, sai outro trabalho na linha gospel, o disco Geração Guerreiros do Apocalipse.[1][3]

Baby durante o Carnaval de Salvador (2012).

Após uma temporada dedicada à música gospel, em 2012 apresentou-se no Vivo Open Air, no Jockey Club Brasileiro carioca, interpretando clássicos de sua carreira com arranjos do seu filho, o músico Pedro Baby.[3][18] O show, intitulado "Baby Sucessos", contou com a participação de Caetano Veloso, com quem cantou “Menino do Rio”, de autoria dele.[3] Em janeiro de 2014, Baby do Brasil e o filho Pedro Baby registraram em formato audiovisual o show que marca o retorno da cantora aos palcos seculares, realizado no Imperator Centro Cultural João Nogueira, no Rio de Janeiro. O DVD foi lançado em abril de 2015 nas plataformas digitais e vários sites na Internet, e um mês depois, a versão física do CD e DVD foram lançadas.[19] Em maio de 2014, se apresenta na Virada Cultural, em São Paulo.[20][21]

Em setembro de 2015, após quase três décadas sem dividir o palco, se apresenta com Pepeu Gomes no Palco Sunset do Festival Rock in Rio.[22][23] Em dezembro, o grupo Novos Baianos anunciou um retorno com a formação original.[24] A turnê "Acabou Chorare – Novos Baianos Se Encontram" teve sucesso absoluto e durou até 2018.[1]

Em 2016, junto de Rogério Flausino e Sergio Mendes, lança o single “Se Ligaê”, lançado como uma espécie de hino otimista para celebrar o Brasil e a chegada dos Jogos Olímpicos ao país.[25] Em 22 de julho de 2022, sai o disco Baby & Pepeu ao vivo no Noites Cariocas, gravado no Morro da Urca no Rio de Janeiro.[26][27] No mesmo mês, estreiam turnê inédita chamada "140 Graus"[28], na Concha Acústica, em Salvador.[29]

Vida pessoal

Foi casada com o guitarrista Pepeu Gomes por dezenove anos, de 1969 a 1988, quando se divorciaram. Após a separação manteve outros relacionamentos, mas não quis casar-se novamente. Juntos, Baby e Pepeu tiveram seis filhos, todos nascidos de parto normal no Rio de Janeiro: Sarah Sheeva (nascida Riroca, em 1973), Zabelê (1975), Nãna Shara (1976), Pedro Baby (1978), Krishna Baby (apelido: Xaxá, em 1984) e Kriptus Gomes em (1985). Em 1991, nasceu sua primeira neta, Rannah Sheeva, filha de Sarah.[30]

No início de 2017, durante o Fantástico da Rede Globo Baby assumiu o namoro com o ex-jogador de futebol Casagrande. O namoro durou poucos meses, mas a amizade entre eles continua.[31] Um dos motivos da separação seria a decisão da cantora de não ter relações sexuais antes de casar.[32][33]

Discografia

Com os Novos Baianos

  • É Ferro na Boneca (1970)
  • Novos Bahianos + Baby Consuelo ‎– No Final Do Juízo (1971)
  • Acabou Chorare (1972)
  • Novos Baianos F.C. (1973)
  • Novos Baianos (1974)
  • Vamos Pro Mundo (1974)
  • Caia na Estrada e Perigas Ver (1976)
  • Praga de Baiano (1977)
  • Farol da Barra (1978)
  • Infinito Circular (1997, ao vivo)
  • Acabou Chorare - Os Novos Baianos se encontram (2017)

Solo

AnoÁlbumVendas
1978O Que Vier Eu Traço400 000
1979Pra Enlouquecer1 000 000
1980Ao vivo em Montreux450 000
1981Canceriana Telúrica1 400 000
1982Cósmica950 000
1984Kryshna Baby700 000
1985Sem Pecado e sem Juízo1 100 000
1991Ora pro Nobis250 000
1997Um100 000
1998Acústico Baby do Brasil150 000
2000Exclusivo para Deus35 000
2011Geração Guerreiros do Apocalipse-
2015Baby Sucessos - A menina ainda dança25 000

Participação em Outros Projetos

  • 2019 - Musical "70? Década do Divino Maravilhoso"
  • 2017 - Espetáculo "Jazz e Divas - Uma Homenagem a Elza Soares" - Músicas: "Brasileirinho" e "Malandro".
  • 2016 - Sambabook Jorge Aragão - Música: "Malandro".
  • 2016 - Single "Se Ligaê" - com Sérgio Mendes e Rogério Flausino[25]
  • 1999 - DVD Tributo a Cazuza - Música: "Codinome Beija-flor"
  • 1987 - LP Mara Maravilha - Música: "Bola de Cristal"
  • 1985 - A Era dos Haley - Trilha do Especial da Rede Globo - Música: Que Delícia.
  • 1985 - LP - A Turma do Balão Mágico vol. 4 - Música: Um raio de Sol
  • 1984 - LP - A Turma do Balão Mágico vol. 3 - Música: Mãe me dá um dinheirinho - Participação Especial de Pepeu Gomes
  • 1984 - Pirlimpimpim II - Trilha do Especial da Rede Globo - Músicas: Circo Pirado e Frevo Palhaço - Participação Especial Hebert Richers Jr
  • 1983 - LP - A Turma do Balão Mágico vol. 2 - Música: Juntos
  • 1983 - A Casa de Brinquedos - Trilha do Especial da Rede Globo - Música: A espingarda de Rolha
  • 1982 - Pirlimpimpim - Trilha do Especial da Rede Globo - Músicas: Emilia, a boneca gente, Lindo Balão Azul e Real Ilusão

Referências

  1.  F.Content (18 de julho de 2023). «Aniversário Baby do Brasil»Novabrasil. Consultado em 6 de junho de 2024
  2. novabrasilfm (18 de julho de 2021). «Feliz aniversário, Baby do Brasil!»Novabrasil. Consultado em 6 de junho de 2024
  3.  «Baby do Brasil»Cultura Niterói. Consultado em 6 de junho de 2024
  4. Weway. «Baby do Brasil»Cidade das Artes. Consultado em 6 de junho de 2024
  5. Paraíba, Jornal da (14 de fevereiro de 2024). «Baby do Brasil, dos Novos Baianos ao fundamentalismo religioso | Jornal da Paraíba»Jornal da Paraíba • O Portal de Notícias da Paraíba. Consultado em 6 de junho de 2024
  6.  perfilbrasil. «Baby do Brasil: quem é a cantora que anunciou o apocalipse? Saiba mais»Terra. Consultado em 6 de junho de 2024
  7. «Sítio dos Novos Baianos está disponível para festas»Edmundo Leite. Consultado em 25 de novembro de 2021
  8.  «Caixa com bons CDs de Baby do Brasil oferece ganhos no som e arte gráfica | G1 Música Blog do Mauro Ferreira»Mauro Ferreira. 15 de julho de 2017. Consultado em 6 de junho de 2024
  9. Novabrasil (6 de setembro de 2022). «A história da música 'Menino do Rio', interpretada por Baby do Brasil»Novabrasil. Consultado em 6 de junho de 2024
  10. estadaoconteudo. «Por que '1979' foi o ano que mudou a música brasileira? Novo livro explica»Terra. Consultado em 6 de junho de 2024
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BABY DO BRASIL: DA REBELDIA AO PALCO, DA MPB AO ALTAR – A HISTÓRIA DA MENINA QUE EMBALOU GERAÇÕES
Ela fugiu de casa aos 17 anos, dormiu nas ruas de Salvador, cantou em bares por um prato de comida e se tornou uma das vozes mais icônicas da música brasileira. Baby do Brasil (ou Baby Consuelo, como muitos ainda a conhecem) não é apenas uma cantora. É uma força da natureza, uma mãe de seis músicos, uma pastora que nunca abandonou a arte e um símbolo vivo da rebeldia que virou fé. Prepare-se para uma viagem emocionante pela trajetória de quem ajudou a criar o “maior álbum da música brasileira de todos os tempos” e nunca parou de reinventar a si mesma.
🏡 A MENINA QUE ESCOLHEU A LIBERDADE Nascida em Niterói, em 18 de julho de 1952, em uma família de classe média alta, Bernadete Dinorah de Carvalho Cidade sempre soube que seu caminho não seria o convencional. Enquanto os pais sonhavam com uma carreira “tradicional”, ela escrevia músicas, sonhava com o palco e, aos 14 anos, já vencia um festival de canto interpretando obras de Eduardo Lages. Aos 17, cansada do controle familiar, deixou uma carta e partiu para Salvador. Lá, a realidade foi dura: dormiu nas ruas, cantou em troca de comida e, por destino, encontrou Luiz Galvão, Paulinho Boca de Cantor e Moraes Moreira. Juntos, deram origem ao que seria uma revolução sonora: os Novos Baianos. O nome artístico? Baby Consuelo, inspirado no filme Meteorango Kid. Só em 1994 ela adotaria definitivamente Baby do Brasil, mas os dois nomes continuam vivos na memória do país.
🎸 O SONHO QUE VIROU ACABOU CHORARE Em 1969, nasceu a banda. Em 1970, o primeiro disco: É Ferro na Boneca. Mas foi em 1972, no sítio de Vargem Pequena (RJ), que a mágica aconteceu: Acabou Chorare. Eleito pela Rolling Stone Brasil como o melhor álbum da música brasileira de todos os tempos, o trabalho é um manifesto de liberdade, misturando rock, samba, baião, MPB e a voz inconfundível de Baby. Nesse mesmo período, ela conheceu e se apaixonou pelo guitarrista Pepeu Gomes. Casaram-se em 1970 e, juntos, construíram não só uma parceria musical lendária, mas uma família que daria seis filhos à cena artística brasileira. Em 1978, a dupla decidiu seguir caminhos solo, encerrando um capítulo histórico para abrir espaço para vozes individuais igualmente poderosas.
🌟 SOLO, SUCESSOS E UMA FAMÍLIA MUSICAL O primeiro álbum solo, O Que Vier Eu Traço (1978), já mostrou a força de sua autoria e a maturidade de sua voz. Mas foi em 1979 que o Brasil inteiro parou para ouvir “Menino do Rio”, de Caetano Veloso, composta especialmente para ela e tema da novela Água Viva. O hit virou hino eterno do verão brasileiro e projetou Baby para o estrelato nacional. Os álbuns seguintes – Pra Enlouquecer, Canceriana Telúrica, Cósmica – consolidaram-na como uma das maiores intérpretes do país. Capas ousadas, com ela grávida ou amamentando seus filhos, quebraram tabus e celebraram a maternidade com naturalidade e arte. Sarah Sheeva, Zabelê, Nãna Shara, Pedro Baby, Krishna e Kriptus não são apenas seus filhos: são músicos que herdaram o talento, a sensibilidade e a paixão pela arte.
🙏 DA MPB AO ALTAR: O CHAMADO QUE MUDOU TUDO No final dos anos 1990, uma transformação profunda tomou conta de sua vida. Baby converteu-se à fé evangélica, tornou-se pastora e fundou o Ministério do Espírito Santo de Deus, em Nome do Senhor Jesus Cristo, em abril de 2000. Muitos acharam que isso significaria o fim da carreira secular. Ela provou o contrário. Continuou cantando, lançou álbuns gospel como Exclusivo para Deus (2000) e Geração Guerreiros do Apocalipse (2011), mas nunca abandonou suas raízes. Para Baby, música e fé sempre foram a mesma coisa: uma forma de servir, conectar e elevar. Ela nunca separou o palco do altar, porque ambos eram, e sempre foram, lugares de entrega.
🔥 REENCONTROS, ROCK IN RIO E O LEGADO QUE NUNCA ENVELHECE A história de Baby é feita de voltas gloriosas. Em 1990, 1997, 2009 e 2015, os Novos Baianos se reuniram para shows que pararam o Brasil. No Rock in Rio de 2015, ao lado de Pepeu, emocionou uma geração inteira no Palco Sunset. Em 2016, lançou “Se Ligaê” com Sérgio Mendes e Rogério Flausino, um hino otimista para os Jogos Olímpicos. Em 2022, o ao vivo Baby & Pepeu e a turnê “140 Graus” provaram que a energia dela continua intacta, mesmo após décadas de estrada. Mesmo com o divórcio de Pepeu em 1988, a parceria musical, o respeito mútuo e a admiração artística permanecem firmes. Sua passagem pelo namoro com o ex-jogador Casagrande, em 2017, e a escolha de manter seus valores íntimos só reforçam uma mulher que nunca se dobrou a convenções ou a pressões externas.
💡 POR QUE BABY DO BRASIL É ETERNA? Porque ela é a prova viva de que a autenticidade não tem prazo de validade. De que é possível ser rebelde e devota, mãe e artista, secular e espiritual, tudo ao mesmo tempo. Baby do Brasil não seguiu regras. Ela as reescreveu. Com uma voz que atravessa décadas, com uma história de superação que inspira, e com um legado que continua a ecoar em cada acorde de “Menino do Rio”, em cada refrão de “Acabou Chorare” e em cada palco que ela ainda ilumina com sua presença.
👇 Você cresceu ouvindo Baby do Brasil? Qual música dela marcou sua vida? Já viu um show dos Novos Baianos ou acompanha sua jornada espiritual e artística? Comente, compartilhe este post e celebre com a gente uma das maiores artistas que o Brasil já teve! 🌟🎶
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