terça-feira, 1 de outubro de 2019

Flávio Migliaccio


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Flávio Migliaccio
Flávio Migliaccio
Nascimento26 de agosto de 1934 (85 anos)
São PauloSP
Nacionalidadebrasileira
Ocupaçãoatorprodutordiretor e roteirista
Flavio Migliaccio (São Paulo26 de agosto de 1934) é um atorprodutor e diretor brasileiroFlávio Migliaccio nasceu na cidade de São Paulo, no bairro do Brás. É um dos filhos de uma família de dezessete irmãos, entre eles a atriz e comediante Dirce Migliaccio, já falecida.[3]
Casado com Ivone Miglliaccio, e pai do jornalista Marcelo Miglliaccio, Flávio Migliaccio iniciou atuando em peças de teatro na periferia de São Paulo, onde logo descobriu a sua veia cômica. Participou de um grupo de teatro da igreja de Tucuruvi onde ficou três anos, até chegar a ator principal e diretor. Como precisava ganhar dinheiro, no entanto, teve que arrumar outras ocupações, trabalhando como balconista e mecânico. Em 1954, depois de fazer o curso de teatro do diretor italiano Ruggero Jacobbi, Flávio começou sua carreira de ator profissional no Teatro de Arena. O seu primeiro papel foi o de um cadáver, na peça Julgue você.[1]
Flávio é muito conhecido pelo seu papel de Xerife na série de TV brasileira Shazan, Xerife e Cia., e pelo papel de Tio Maneco, na série exibida pela TVE. Na Rede Globo pôde ser visto com grande destaque nas novelas Rainha da SucataPerigosas PeruasA Próxima VítimaVila MadalenaSenhora do Destino e Passione, entre muitas outras.

Teatro[editar | editar código-fonte]

Principais peças:[1]
  • A Revolução na América do Sul, de Augusto Boal
  • Eles não usam black-tie, de Gianfrancesco Guarnieri
  • Chapetuba Futebol Clube, de Oduvaldo Vianna Filho
  • 1999 - Os Ratos do Ano 2030
  • Pintando de Alegre, autoria própria
  • 2011/2012 - O Criador de Monstros, com João Gabriel Balbi

Carreira[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

AnoTítuloPersonagemEmissora
1958-1959Grande Teatro TupiRede Tupi
1972O Primeiro AmorXerifeRede Globo
Shazan, Xerife e Cia.
1974Corrida do OuroSérgio
1975O GritoOsvaldo
1976Duas VidasTúlio
O CasarãoCoringa
1977O AstroNestor da Silva (Neco)
1978As Aventuras com Tio ManecoManuel (Tio Maneco)
1979Pai HeróiGenésio Camargo
1980Chega MaisTaxista, Amigo de seu Souza
1981Viva o Gordo
1982Chico Anysio Show
1983Parabéns pra VocêValdir
1989O Salvador da PátriaNilo Assunção
1990Rainha da SucataOsvaldo Moreiras (Seu Moreiras)
1991O Sorriso do LagartoCornélio
1992Perigosas PeruasVenâncio Falcão
1992Você Decide5 Episódios (1992-1999)
1994Incidente em AntaresGerônico Albuquerque (Padre Gerônico)
1995A Próxima VítimaVitório Giovanni (Vitinho)
Engraçadinha: Seus Amores e Seus PecadosPiragibe Sandini (Comissário Piragibe)
1996Quem É Você?Seu Jacinto
1996Caça TalentosJazão
1997O Amor Está no ArPeninha
Sai de BaixoPestana (Eps: "Quem Não Tem Cão Casa com Gato")
1998Era uma Vez...Xerife
1998-1999Torre de BabelCaju
1999Chiquinha GonzagaVaga-Lume
Vila MadalenaÂngelo Xavier
2001As Filhas da MãeBarnabé
2001Brava GenteAnquilostom
2002Pastores da NoiteAlonso
2004Sítio do Picapau AmareloIaú
Clara e o Chuveiro do TempoVô Teodoro
Senhora do DestinoJacques Pedreira (Seu Jacques)
2005AméricaVelmiro
2006Clara e o Chuveiro do Tempo
2006Sítio do Picapau AmareloEremita
2007Sete PecadosNino de Souza
Duas CarasJacques Pedreira (Seu Jacques)
2008Casos e AcasosOlavo
2009Caminho das ÍndiasKaran Ananda
Chico e AmigosAntônio
2010PassioneFortunato da Silva
2011Tapas & BeijosSeu Chalita Al Aragón (2011-2015)
2016Êta Mundo Bom!Josias da Conceição (Dr. Josias)[4]
2018Malhação: Vidas BrasileirasRoberto Santos[5]
2019Órfãos da TerraMamede [6]
2020HebeMaestro Fego[7]

Cinema[editar | editar código-fonte]

Anna Paula Burlamaqui Soares

Paula Burlamaquy
Paula Burlamaquy no lançamento do filme Reis e Ratos, em 2012
Nome completoAnna Paula Burlamaqui Soares
Nascimento2 de fevereiro de 1967 (52 anos)
NiteróiRJ
Nacionalidadebrasileira
Ocupaçãoatriz
Atividade1987–presente
Anna Paula Burlamaqui Soares, mais conhecida como Paula Burlamaquy (Niterói2 de fevereiro de 1967) é uma atriz brasileira com atuação em televisãocinema e teatro. Conhecida nacionalmente por interpretar a batalhadora Islene em América, a lésbica Stela em A Favorita, e a ex-atriz pôrno Dolores/Soninha Catatau em Avenida Brasil.Anna Paula Burlamaqui Soares nasceu em 2 de fevereiro de 1967, é natural de Niterói, no estado do Rio de Janeiro. Filha do ex-goleiro Mauro Matta Soares, que atuou no Vasco e no Flamengo, tornou-se conhecida na mídia após vencer o concurso Garota do Fantástico, da Rede Globo, no ano de 1987, concurso esse que lhe rendeu uma participação especial na novela do horário nobre da época, O Outro de Aguinaldo Silva, como Zulmira. Foi o primeiro contato da atriz com a teledramaturgia.
Sua estreia em novelas se concretizou de fato dois anos mais tarde, em 1989, com O Sexo dos Anjos de Ivani Ribeiro, na mesma emissora, onde deu vida a lutadora de tai chi chuan Beatriz, fazendo par romântico com Marcos Frota.[1] No ano seguinte, 1990, integrou o elenco do grande sucesso Barriga de Aluguel de Glória Perez, interpretando Paula. Em 1991 realiza uma participação especial na telenovela O Dono do Mundo.
Em 1992 volta ao horário nobre trabalhando em uma telenovela de Aguinaldo Silva: Pedra sobre Pedra. Na trama, ela formava junto com Lília Cabral e Tânia Alves, o trio de moças do Grêmio Recreativo da fictícia cidade de Resplendor, dando a vida à sensual Nair. [2] Despontou no ano seguinte na telenovela O Mapa da Mina, conhecida por ser a última telenovela escrita pelo grande autor Cassiano Gabus Mendes, onde deu vida a Neide Gonzaga, uma operadora de caixa que chamava atenção dos rapazes da trama.[3] Em 1995 repertiu a parceria com Glória Perez em Explode Coração interpretando a divertida garçonete Roseneide.
Em maio de 1996 posou nua para a Playboy, em Aspen (Estados Unidos). Após o período em que foi contrada da Rede Globo, se transferiu para a Band em 1996 onde atuou em duas produções: Perdidos de Amor, em 1996, e Serras Azuis, em 1998.
De volta à Globo, realizou uma pequena participação na telenovela Uga Uga em 2000 e integrou o elenco do programa humorístico Zorra Total. Em 2002 deu vida a vilã Tânia na comédia romântica Sabor da Paixão, telenovela da Rede Globo.
Seu maior papel na televisão foi na telenovela América, novamente trabalhando com Glória Perez, em 2005, com a personagem Islene. Depois de sua atuação na trama de Glória Perez, com uma personagem dramática e batalhadora, tornou requisitada somente para papéis complexos em tramas globais, deixando de lado sua marca com as personagens sensuais.
Em 2006 teve um importante personagem no remake O Profeta, como a sofrida Teresa. Em 2008 chamou atenção com uma personagem polêmica no horário nobre, com A Favorita de João Emanuel Carneiro, interpretando a homossexual Stela, que se envolve com a sofrida Catarina, personagem de Lília Cabral.[4]
Em Cama de Gato de 2009, como Sofia, uma professora rigorosa com a educação de seus filhos, Pedro (Ronny Kriwat)[5] e Eurídice (Bianca Salgueiro). Como gosta de impor limites às crianças, ela vive em pé de guerra com a mãe, a esnobe Adalgisa (Yoná Magalhães).[6] Em 2011, foi a vez de brilhar em Cordel Encantado, um grande sucesso do horário das seis, onde interpretou a jornalista Penélope.
Em 2012 despontou de enorme sucesso na novela das nove Avenida Brasil com a evangélica Dolores Neiva, que tinha o passado como atriz pornô com o nome Soninha Catatau. Em 2013 interpreta a lavadeira fofoqueira Volpina em Joia Rara[7]
Em 2015, faz uma breve participação na novela A Regra do Jogo, sendo a terceira novela do horário nobre que trabalha com João Emanuel Carneiro. Sua personagem, a vilã Sueli, é assassinada no terceiro mês da trama.
Em 2019 interpreta a médica Letícia em Órfãos da Terra, repetindo pela quinta vez a parceria com as autoras Duca Rachid e Thelma Guedes (tendo trabalhado anteriormente em O ProfetaCama de GatoCordel Encantado e Joia Rara). Sua personagem trabalha como médica voluntária do Centro Boas-Vindas, que se trata de um instituto responsável pelo acolhimento dos refugiados em São Paulo, tema principal da novela.

Vida Pessoal[editar | editar código-fonte]

Em 2014, passa a assinar Paula Burlamaquy, por causa da numerologia. [8]
Em 2016, vence um processo de indenização de R$ 20 mil contra o Google, por causa de um vídeo com uma montagem do filme Procuradas, de 2004, em que sua personagem é descontrolada emocionalmente, e, segundo os publicadores do vídeo, era realmente a atriz, que diz que teve dificuldades em conseguir trabalhos com marketing por causa disso. [9]

Filmografia[editar | editar código-fonte]

Televisão[editar | editar código-fonte]

AnoTítuloPersonagemNota
1987Garota do FantásticoReality show do Fantástico/ vencedora
O OutroZulmiraParticipação especial
1989O Sexo dos AnjosBia
1990– 91Barriga de AluguelPaula (Paulinha)[10]
1991O Dono do MundoCléo
1992Pedra sobre PedraNair[11]
A História de OJeanne
1993O Mapa da MinaNeide Gonzaga[12]
1995Explode CoraçãoRoseneide (Rose)
1996Sai de BaixoAnitaEpisódio: "A Festa de Babete"
Você DecideEpisódio: "Sinatra do Méier"
1997Perdidos de AmorVivian Lemos
1998Serras AzuisTonieta
1999Zorra TotalMaria de Fátima
Você DecideSamiraEpisódio: "Bruxaria"
2000Uga UgaKate
2002Sabor da PaixãoTânia Freitas
2003Os NormaisLauraEpisódio: "As Taras Que o Tarado Tara"
2004Da Cor do PecadoCliente de Pai HelinhoParticipação especial
2005AméricaIslene dos Santos
2006– 07O ProfetaTeresa Ribeiro Guimarães
2007Faça Sua HistóriaMarcileneEpisódio: "Piloto"
2008– 09A FavoritaStela Ribas
2009– 10Cama de GatoSofia de Britto Brandão
2011Cordel EncantadoPenélope Bastos
2012Dercy de VerdadeIsabel de Oliveira[13]
Avenida BrasilDolores Neiva (Soninha Catatau)
2013– 14Joia RaraVolpina Soytena
2014Eu Que Amo TantoCristianeEpisódio: "Angélica"
2015A Regra do JogoSueli Marcondes de SouzaEpisódios: "11 de setembro – 24 de outubro"
2017OsTrapalhõesBranca de NeveEpisódio: "19 de julho"
2018DesnudeVitóriaEpisódio: "O Jantar Exterminador"
2019Órfãos da TerraDra. Letícia Monteiro[14][15][16]

Cinema[editar | editar código-fonte]

AnoTítuloPersonagem
2000O Circo das Qualidades HumanasHelena
2001A Breve Estória de Cândido SampaioRosana
2002Viva Sapato!Trini
2004ProcuradasIsa
2006Gatão de Meia IdadeEx-namorada de Cláudio
2007MeteoroEva
2012Reis e RatosEleonora Novaes
2016Por Trás do CéuValquíria

Teatro[editar | editar código-fonte]

AnoTítulo
2002O Príncipe de Copacabana" [17]
2011O Amante [18]
2016O Misantropo [19][20]
2018Vou deixar de ser feliz por medo de ficar triste? [21]

Prêmios e Indicações[editar | editar código-fonte]

AnoPremiaçãoCategoriaNomeaçãoResultadoRef
2005Prêmio Arte Qualidade BrasilMelhor atriz coadjuvante
América
Indicada
2006Prêmio Contigo! de TVMelhor par romântico (com Ailton Graça)Indicada[22]
201620ª CinePE - Festival AudiovisualMelhor Atriz Coadjuvante
Por Trás do Céu
Venceu

segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Francisca da Silva - Iyá Nassô

ialorixá Francisca da Silva - Iyá Nassô ou Iá Nassô[1][2] é uma das três fundadoras do Candomblé da Barroquinha, juntamente com outras duas Yás. São elas Iá Acalá (Iyá Akala) e Iá Adetá (Iyá Adeta).
Muitos tem sido os interessados em desvendar o mistério que paira sobre a origem do Candomblé de Ketu. Além de Pierre VergerVivaldo da Costa LimaNina RodriguesEdison Carneiro, entre outros, temos alguns contemporâneos como Renato da Silveira e Lisa Earl Castilho que trazem a tona muitos documentos que apontam para desmitificação desta história.

História[editar | editar código-fonte]

O nome religioso Iyá Nasso, que como já esclarecido por diversos estudiosos do assunto, é o nome de um título da corte do Alafin de Oyo, que é o responsável pelo culto a Sango (Xangô) e às divindades secundárias ligadas a este no palácio de Oyo, importante cidade-estado da Nigéria.
Através do testamento deixado por Marcelina da Silva (Obatossi) em que ela descreve seu desejo de que seja celebrada in memorian missa a seus antigos senhores Jose Pedro Autran e Francisca Silva casados, moradores da Ladeira do Passo, na Freguesia do Passo, em Salvador e seu filho Domingos, a pesquisadora Lisa Earl Castilho da início a uma série de desenrolares na história acerca dessa figura lendária.
Através de outros documentos, ela identifica que este senhores a que Marcelina (Obatossi) cita em seu testamento eram negros da Costa, forros libertos, e também proprietários de escravos, já que naquela época a posse de escravos era considerado um investimento seguro e lucrativo, mesmo por parte de ex escravos, que apesar do preconceito existente ascenderam economicamente na Bahia daqueles tempos. Esta senhora e seu marido Jose Pedro Autran constam em muitos documentos principalmente em concessão de alforrias, em especial em fevereiro de 1837, quando concederam mais de 15 alforrias a seus escravos, inclusive a Marcelina (Obatossi) e sua filha a crioula, Magdalena, constando mais tarde, em outubro, na alfândega registros de vistos para seus escravos alforriados para viagem a África, mais especificamente a Costa, como era conhecida aquela região da África naqueles tempos. Isso comprova o que diz a tradição oral a respeito da viagem a África por Iya Nasso e Obatossi relatada por Mãe Senhora a Pierre Verger e Costa Lima.
Mas o fato motivador da viagem desta de volta a África pode ter sido por outras razões que não o de aperfeiçoar seu conhecimento a respeito do culto aos Orixás. Considerando a hipótese apontada pela pesquisadora de que Francisca Silva seria a lendária Iya Nassô, "comprovada" por toda documentação pesquisada, esta teria saído do Brasil por conta da perseguição estabelecida pelas autoridades após a Revolta dos Malês na Bahia, tendo seu filho como um dos suspeitos da insurreição. Ela em defesa de seu filho, Domingos, citado por Obatossi em seu testamento, opta por deixar o país em troca de seu filho ser deportado. Segundo a pesquisadora, após Outubro de 1837, nada mais indicava um retorno de Francisca Silva (Iya Nassô) a Bahia, tendo possivelmente falecido por lá. No entanto em meados nos anos de 1840 documentos voltam a apontar Marcelina da Silva (Obatossi) tais como registros de batismo, escrituras de imóveis apontando que esta voltou da viagem a África e se estabeleceu novamente na Bahia, possivelmente assumindo o culto deixado por Iyá Nassô, e mais tarde fundando o Terreiro da Casa Branca o Ilê Axé Iyá Nassô Oká.
Na pesquisa, um outro descrito interessante refere-se a prisão de seus filhos suspeitos de participantes da Revolta dos Malês, ns ocorrências policiais testemunhos de pessoas próximas da casa de Francisca Silva descreve festas com a presença de um grande número de nagôs, vestidos de branco e vermelho com colares no pescoço, cânticos em língua iorubá, possivelmente um culto a Xangô já que seu outro filho Thomé possuía registro de origem, ele vinha de Oyo.
Todos estes fatos documentados apontam para uma hipótese bastante concreta de que Francisca Silva tenha sido Iyá Nassô e que esta tenha de fato trazido consigo o culto a Xangô e talvez outras divindades secundárias daquela região de Oyo, e tenha voltado a África sem retorno a Bahia, porem deixado para sempre seu nome registrado na história do Candomblé de Ketu, sucedida anos depois por Marcelina Silva (Obatossi) que mais tarde o lado de Iya Adeta e Akala fundam a Casa Branca.
Concluindo todos estes fatos constatados a hipótese é de que Iya Nassô tenha sido mesmo a Sra. Francisca Silva e tenha cultuado Xangô em sua própria casa até sua partida para África, permanecendo no Brasil ainda Iyá Adeta e Akala que promoviam também em suas casas cultos a Odé (Oxossi) e Aira. A outra hipótese que conclui-se é que o Candomblé da Barroquinha a que todos se referiam eram os festejos realizados no salão de festa anexo a Igreja da Barroquinha, sede da Irmandade dos Martírios, aonde realizam a sombra do sincretismo festas a seus Orixás, o Candomblé como conhecemos hoje só teria passado a existir a partir da fundação da Casa Branca.