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terça-feira, 27 de dezembro de 2022

Pedro Celestino Joseph Negrete y Falla (Carranza, 14 de maio de 1777 – Bordéus, 11 de abril de 1846)

 Pedro Celestino Joseph Negrete y Falla (Carranza, 14 de maio de 1777 – Bordéus, 11 de abril de 1846)


Pedro Celestino Negrete
Pedro Celestino Negrete
Membro do  Supremo Poder Executivo
Período1 de abril de 1823
a 10 de outubro de 1824
Junto aGuadalupe Victoria, José Mariano Michelena, Miguel Domínguez, Nicolás Bravo e Vicente Guerrero
Antecessor(a)Monarquia constitucional
Agustín I
Sucessor(a)República federal
Guadalupe Victoria
Dados pessoais
Nome completoPedro Celestino Joseph Negrete y Falla
Nascimento14 de maio de 1777
Carranza, País Basco, Espanha
Morte11 de abril de 1846 (68 anos)
Bordéus, França
Nacionalidadeespanhol, mexicano
ProgenitoresMãe: Margarita Falla y Bollain
Pai: Joseph Negrete y Lama
EsposaMaría Josefa Olavarrieta
PartidoPartido Liberal
Profissãopolítico e militar
AssinaturaAssinatura de Pedro Celestino Negrete
Serviço militar
LealdadeExército realista
GraduaçãoGeneral

Pedro Celestino Joseph Negrete y Falla (Carranza, 14 de maio de 1777 – Bordéus, 11 de abril de 1846) foi um político e militar espanhol naturalizado mexicano que serviu como membro do governo provisório do México após a abolição do Primeiro Império Mexicano, devido à rebelião dos apoiadores do Plano de Casa Mata.[1][2][3]

Combateu ao lado de Agustín de Iturbide no exército realista, durante a Guerra da Independência do México.[4] Foi colaborador próximo de Iturbide, a quem pressionou para que abdicasse da coroa do Império Mexicano.[4]

Início de vida e serviço militar

Pedro Celestino Joseph Negrete y Falla nasceu em 19 de maio de 1777 em San Esteban, no Valle de Carranza, província de Vizcaya. Negrete serviu no exército de seu país natal, foi seminarista em Vergara e guarda-marinha em Ferrol.

Em 1802, partiu para Nova Espanha, onde, como tenente da fragata, perseguiu os corsários. Em 1808, iniciou-se uma rebelião de mercadores, o que obrigou Negrete a deixar o país, voltando em 1810 para fazer parte do exército realista e lutar contra os insurgentes. Em 1811, se tornou coronel nos exércitos de Puebla, Toluca, Querétaro e os dragões da Espanha. Posteriormente, foi promovido a brigadeiro.

Supremo Poder Executivo

Em 1821, Negrete aderiu ao Plano de Iguala.[4] Depois que Agustín de Iturbide se coroou imperador do México, decidiu apoiar o Plano de Casa Mata e, usando sua amizade com Iturbide, pressionou-o a abdicar. Após a abdicação de Iturbide, o poder executivo ficou sem representação e assim o congresso criou um governo provisório composto pelos generais Pedro Celestino Negrete, Nicolás Bravo e Guadalupe Victoria; no entanto, por ausência destes dois últimos,[4] José Mariano Michelena, Miguel Domínguez e o general Vicente Guerrero foram designados em seu lugar. Negrete presidiu duas vezes o Poder Executivo Supremo.[4][5] Em 4 de outubro de 1824, promulgou-se a Constituição dos Estados Unidos Mexicanos, adotando o sistema de governo federal republicano, representativo e popular.[4]

O país foi dividido em 19 estados, 4 territórios dependentes do centro e do Distrito Federal. Além disso, o governo foi dividido em poderes legislativo, executivo e judiciário. Esta constituição foi amplamente inspirada na separação de poderes das constituições francesa, estadunidense, e de Cádiz. Esteve em vigor de 4 de outubro de 1824 a 30 de abril de 1836, sendo substituída pela reescrita centralista de Santa Anna.

Últimos anos e morte

Em 10 de outubro de 1824, o general Guadalupe Victoria assume o cargo de primeiro presidente do México. Embora o forte de San Juan de Ulúa — último reduto do poder espanhol no México, no porto de Veracruz — tivesse sido abandonado em 1825, alguns peninsulares ainda alimentavam noções de restauração da monarquia, aproveitando o descontentamento geral contra o governo independente. Então, os frades Joaquín Arenas e Francisco Martínez, junto a alguns oficiais militares mexicanos e espanhóis, incluindo Negrete e Echávarri, se rebelaram contra o governo de Guadalupe Victoria. Em 9 de janeiro de 1827, essa conspiração foi descoberta. Os líderes foram julgados, os frades foram condenados à morte e Negrete e Echávarri foram exilados.[4][5] Pedro Celestino partiu para Bordéus, na França, onde acabou morrendo em 1846, aos 68 anos.

Referências

  1. ↑ Mas, Magdalena. «El triunvirato de Guadalupe Victoria, Nicolás Bravo y Celestino Negrete». INEHRM Secretaría de Gobernación (em espanhol). Consultado em 22 de dezembro de 2021. Arquivado do original em 22 de julho de 2011
  2. ↑ «Manifesto del Supremo Poder Ejecutivo». 500 años de México en documentos (em espanhol). Consultado em 22 de dezembro de 2021
  3. ↑ «31 de marzo de 1831». Gobierno Federal (em espanhol). Consultado em 22 de dezembro de 2021. Arquivado do original em 6 de outubro de 2010
  4. ↑ Ir para:a b c d e f g Gómez, Juana Vázquez (1997). Dictionary of Mexican Rulers, 1325-1997 (em inglês). Westport: Greenwood Publishing Group. p. 62
  5. ↑ Ir para:a b Anna, Timothy E. (2001). Forging Mexico, 1821-1835 (em inglês). Lincoln: University of Nebraska Press. p. 201