Sai de mim
Que eu não quero mais saber de você
Esse eu te quero já não me convence mais
E agora já nem me incomoda
Sai de mim, não gosto de ser rejeitado
E agora não tem volta
Eu pego o bonde andando
Você pegou o bonde errado
Sua curiosidade é má
E a ignorância é vizinha da maldade
E só porque eu tenho não pense que é de mim
Que você vai ter e conseguir o que não tem
Só estou aberto a quem sempre foi do bem
E agora estou fechado pra você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não me procura não
Você não vai me achar
Você não consegue entender
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não, não, não venha pra cá, que eu não quero mais saber de você
Não me procura não
Você não vai me achar
Você não consegue entender
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sábado, 19 de maio de 2018
Legião Urbana - Dezesseis
João Roberto era o maioral
O nosso Johnny era um cara legal
Ele tinha um Opala metálico azul
Era o rei dos pegas na Asa Sul
E em todo lugar
Quando ele pegava no violão
Conquistava as meninas
E quem mais quisesse ter
Sabia tudo da Janis
Do Led Zeppelin, dos Beatles e dos Rolling Stones
Mas de uns tempos pra cá
Meio que sem querer
Alguma coisa aconteceu
Johnny andava meio quieto demais
Só que quase ninguém percebeu
Johnny estava com um sorriso estranho
Quando marcou um super pega no fim de semana
Não vai ser no CASEB
Nem no Lago Norte, nem na UnB
As máquinas prontas
Um ronco de motor
A cidade inteira se movimentou
E Johnny disse:
"- Eu vou pra curva do Diabo, em Sobradinho, e vocês?"
E os motores saíram ligados a mil
Pra estrada da morte o maior pega que existiu
Só deu para ouvir, foi aquela explosão
E os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão
No dia seguinte, falou o diretor:
" O aluno John Roberto não está mais entre nós
Ele só tinha dezesseis
Que isso sirva de aviso pra vocês"
E na saída da aula, foi estranho e bonito
Todo o mundo cantando baixinho:
Strawberry Fields Forever
Strawberry Fields Forever
E até hoje, quem se lembra
Diz que não foi o caminhão
Nem a curva fatal
E nem a explosão
Johnny era fera demais
Pra vacilar assim
E o que dizem que foi tudo
Por causa de um coração partido
Um coração
Bye, bye bye Johnny
Johnny, bye, bye
Bye, bye Johnny
O nosso Johnny era um cara legal
Ele tinha um Opala metálico azul
Era o rei dos pegas na Asa Sul
E em todo lugar
Quando ele pegava no violão
Conquistava as meninas
E quem mais quisesse ter
Sabia tudo da Janis
Do Led Zeppelin, dos Beatles e dos Rolling Stones
Mas de uns tempos pra cá
Meio que sem querer
Alguma coisa aconteceu
Johnny andava meio quieto demais
Só que quase ninguém percebeu
Johnny estava com um sorriso estranho
Quando marcou um super pega no fim de semana
Não vai ser no CASEB
Nem no Lago Norte, nem na UnB
As máquinas prontas
Um ronco de motor
A cidade inteira se movimentou
E Johnny disse:
"- Eu vou pra curva do Diabo, em Sobradinho, e vocês?"
E os motores saíram ligados a mil
Pra estrada da morte o maior pega que existiu
Só deu para ouvir, foi aquela explosão
E os pedaços do Opala azul de Johnny pelo chão
No dia seguinte, falou o diretor:
" O aluno John Roberto não está mais entre nós
Ele só tinha dezesseis
Que isso sirva de aviso pra vocês"
E na saída da aula, foi estranho e bonito
Todo o mundo cantando baixinho:
Strawberry Fields Forever
Strawberry Fields Forever
E até hoje, quem se lembra
Diz que não foi o caminhão
Nem a curva fatal
E nem a explosão
Johnny era fera demais
Pra vacilar assim
E o que dizem que foi tudo
Por causa de um coração partido
Um coração
Bye, bye bye Johnny
Johnny, bye, bye
Bye, bye Johnny
Legião Urbana - Desemprego
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Só esse desespero
Esqueço quando bebo
E é mais um aumento
Não tenho mais dinheiro
Atraso o aluguel
Mau compro alimento
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Trabalho o tempo inteiro
To procurando emprego
Quem vai ser despedido?
Quem vai dançar primeiro?
E o pouco que eu recebo
É uma metade pelo meio
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Só esse desespero
Esqueço quando bebo
Quem vai ser despedido?
Quem vai dançar primeiro?
E o pouco que eu recebo
É uma metade pelo meio
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo...
Não sei se tenho medo
Só esse desespero
Esqueço quando bebo
E é mais um aumento
Não tenho mais dinheiro
Atraso o aluguel
Mau compro alimento
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Trabalho o tempo inteiro
To procurando emprego
Quem vai ser despedido?
Quem vai dançar primeiro?
E o pouco que eu recebo
É uma metade pelo meio
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo
Só esse desespero
Esqueço quando bebo
Quem vai ser despedido?
Quem vai dançar primeiro?
E o pouco que eu recebo
É uma metade pelo meio
Não sei se tenho medo
Não sei se tenho medo...
Legião Urbana - Depois do Começo
Vamos deixar as janelas abertas
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto
Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou
Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarros nas paredes
Abrir a geladeira e deixar o vento sair
Cuspir um dia qualquer no futuro
De quem já desapareceu
Deus, Deus, somos todos ateus
Vamos cortar os cabelos do príncipe
E entregá-los a um deus plebeu
E depois do começo
O que vier vai começar a ser o fim [3x]
E depois do começo
O que vier vai começar a ser
E deixar o equilíbrio ir embora
Cair como um saxofone na calçada
Amarrar um fio de cobre no pescoço
Acender o intervalo pelo filtro
Usar um extintor como lençol
Jogar pólo-aquático na cama
Ficar deslizando pelo teto
Da nossa casa cega e medieval
Cantar canções em línguas estranhas
Retalhar as cortinas desarmadas
Com a faca surda que a fé sujou
Desarmar os brinquedos indecentes
E a indecência pura dos retratos no salão
Vamos beber livros e mastigar tapetes
Catar pontas de cigarros nas paredes
Abrir a geladeira e deixar o vento sair
Cuspir um dia qualquer no futuro
De quem já desapareceu
Deus, Deus, somos todos ateus
Vamos cortar os cabelos do príncipe
E entregá-los a um deus plebeu
E depois do começo
O que vier vai começar a ser o fim [3x]
E depois do começo
O que vier vai começar a ser
Legião Urbana - Daniel na Cova dos Leões
Aquele gosto amargo do teu corpo
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão.
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos.
Ficou na minha boca por mais tempo.
De amargo, então salgado ficou doce,
Assim que o teu cheiro forte e lento
Fez casa nos meus braços e ainda leve,
Forte, cego e tenso, fez saber
Que ainda era muito e muito pouco.
Faço nosso o meu segredo mais sincero
E desafio o instinto dissonante.
A insegurança não me ataca quando erro
E o teu momento passa a ser o meu instante.
E o teu medo de ter medo de ter medo
Não faz da minha força confusão.
Teu corpo é meu espelho e em ti navego
E eu sei que a tua correnteza não tem direção.
Mas, tão certo quanto o erro de ser barco
A motor e insistir em usar os remos,
É o mal que a água faz quando se afoga
E o salva-vidas não está lá porque não vemos.
Legião Urbana - Dado Viciado
Você não tem heroína, então usa Algafan
Viciou os seus primos, talvez sua irmã
Mas aqui não tem Village, rua 42
Me diz pra onde é que é que você vai depois
Por que você deixou suas veias fecharem?
Não tem mais lugar pras agulhas entrarem
Você não conversa, não quer mais falar
Só tem as agulhas pra lhe ajudar
Cadê o bronze no corpo, os olhos azuis?
O seu corpo tem marca de sangue e pus
Você nem sabe se é março ou fevereiro
Trancado o dia inteiro dentro do banheiro
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Cadê os seus planos, cadê as meninas?
Você agora enche a cara e cai pelas esquinas
Eu quero você, mas não vou lhe ajudar
Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar
Cadê a criança? Meu primo e irmão
Se perdeu por aí, com seringas na mão
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Viciou os seus primos, talvez sua irmã
Mas aqui não tem Village, rua 42
Me diz pra onde é que é que você vai depois
Por que você deixou suas veias fecharem?
Não tem mais lugar pras agulhas entrarem
Você não conversa, não quer mais falar
Só tem as agulhas pra lhe ajudar
Cadê o bronze no corpo, os olhos azuis?
O seu corpo tem marca de sangue e pus
Você nem sabe se é março ou fevereiro
Trancado o dia inteiro dentro do banheiro
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Cadê os seus planos, cadê as meninas?
Você agora enche a cara e cai pelas esquinas
Eu quero você, mas não vou lhe ajudar
Não me peça dinheiro, não vou lhe entregar
Cadê a criança? Meu primo e irmão
Se perdeu por aí, com seringas na mão
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Dado, Dado, Dado
O que fizeram com você?
Legião Urbana - Conexão Amazônica
Estou cansado de ouvir falar
Em Freud, Jung, Engels, Marx
Intrigas intelectuais
Rodando em mesa de bar
Yeah, yeah, yeah,
O que eu quero eu não tenho
O que eu não tenho eu quero ter
Não posso ter o que eu quero
E acho que isso não tem nada a ver
Yeah, yeah, yeah,
Os tambores da selva já começaram a rufar
A cocaína não vai chegar
Conexão amazônica está interrompida
Yeah, yeah, yeah,
E você quer ficar maluco sem dinheiro e acha que está tudo bem
Mas alimento pra cabeça nunca vai matar a fome de ninguém
Uma peregrinação involuntária talvez fosse a solução
Auto-exílio nada mais é do que ter seu coração na solidão
Yeah, yeah, yeah!
Em Freud, Jung, Engels, Marx
Intrigas intelectuais
Rodando em mesa de bar
Yeah, yeah, yeah,
O que eu quero eu não tenho
O que eu não tenho eu quero ter
Não posso ter o que eu quero
E acho que isso não tem nada a ver
Yeah, yeah, yeah,
Os tambores da selva já começaram a rufar
A cocaína não vai chegar
Conexão amazônica está interrompida
Yeah, yeah, yeah,
E você quer ficar maluco sem dinheiro e acha que está tudo bem
Mas alimento pra cabeça nunca vai matar a fome de ninguém
Uma peregrinação involuntária talvez fosse a solução
Auto-exílio nada mais é do que ter seu coração na solidão
Yeah, yeah, yeah!
Legião Urbana - Comédia Romântica
Acho que só agora eu começo a perceber
Tudo o que você me disse
Pelo menos o que lembro que aprendi com você
Está realmente certo.
Bem mais certo do que eu queria acreditar
Você gosta mesmo de mim
Se arriscando a me perder assim
Ao me explicar o que eu não quero ouvir.
Ainda não estou pronto pra saber a verdade
Ou não estava até uma estação atrás.
Acho que só agora eu começo a ver
Que tudo que você me disse
É o que você gostaria que tivessem dito pra você
Se o tempo pudesse voltar dessa vez.
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E não há nada de errado comigo, não
Não, não, não
Não preciso de modelos, Não preciso de heróis
Eu tenho meus amigos, E quando a vida dói
Eu tento me concentrar, N'um caminho fácil
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez
Tudo o que você me disse
Pelo menos o que lembro que aprendi com você
Está realmente certo.
Bem mais certo do que eu queria acreditar
Você gosta mesmo de mim
Se arriscando a me perder assim
Ao me explicar o que eu não quero ouvir.
Ainda não estou pronto pra saber a verdade
Ou não estava até uma estação atrás.
Acho que só agora eu começo a ver
Que tudo que você me disse
É o que você gostaria que tivessem dito pra você
Se o tempo pudesse voltar dessa vez.
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E não há nada de errado comigo, não
Não, não, não
Não preciso de modelos, Não preciso de heróis
Eu tenho meus amigos, E quando a vida dói
Eu tento me concentrar, N'um caminho fácil
Sou eu mesmo e serei eu mesmo então
E eu queria que o tempo
Pudesse voltar dessa vez
Legião Urbana - Coisas da Vida
O tempo parou quando eu fui te encontrar
E logo passou eu não pude esperar
Às vezes eu sinto que estou sem alguém
Amando a pessoa, que nunca amei
Eu tenho um segredo e não vou te contar
Nem vou ser a vitima do teu olhar
Às vezes mi pego sem ter a razão
Mais isto são cosias do meu coração
Si falo baixinho é pra não me escutar
Si estou tão sozinho, porque não ligar
Ainda a pouco eu disse a você
São coisas da vida, não dá pra entender
Então não me abraça, não de mais razão
Não quero você mais no meu coração
Eu tenho motivos pra lhe esquecer
Amar não si explica não da pra saber
Quando será que vou me apaixonar por alguém
Si falo baixinho é pra não me escutar
Si estou tão sozinho, porque não ligar
Ainda a pouco eu disse a você
São coisas da vida, não dá pra entender
Então não mi abraça, não de mais razão
Não quero você mais no meu coração
Eu tenho motivos pra lhe esquecer
Amar não si explica não dá pra saber
Quando será que vou me apaixonar por alguém
E logo passou eu não pude esperar
Às vezes eu sinto que estou sem alguém
Amando a pessoa, que nunca amei
Eu tenho um segredo e não vou te contar
Nem vou ser a vitima do teu olhar
Às vezes mi pego sem ter a razão
Mais isto são cosias do meu coração
Si falo baixinho é pra não me escutar
Si estou tão sozinho, porque não ligar
Ainda a pouco eu disse a você
São coisas da vida, não dá pra entender
Então não me abraça, não de mais razão
Não quero você mais no meu coração
Eu tenho motivos pra lhe esquecer
Amar não si explica não da pra saber
Quando será que vou me apaixonar por alguém
Si falo baixinho é pra não me escutar
Si estou tão sozinho, porque não ligar
Ainda a pouco eu disse a você
São coisas da vida, não dá pra entender
Então não mi abraça, não de mais razão
Não quero você mais no meu coração
Eu tenho motivos pra lhe esquecer
Amar não si explica não dá pra saber
Quando será que vou me apaixonar por alguém
Legião Urbana - Clarisse
Estou cansado de ser vilipendiado, incompreendido e descartado
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos
Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquele menino foi internado numa clínica
Dizem que por falta de atenção dos amigos, das lembranças
Dos sonhos que se configuram tristes e inertes
Como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha
E Clarisse está trancada no banheiro
E faz marcas no seu corpo com seu pequeno canivete
Deitada no canto, seus tornozelos sangram
E a dor é menor do que parece
Quando ela se corta ela se esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Uma de suas amigas já se foi
Quando mais uma ocorrência policial
Ninguém entende, não me olhe assim
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever, como se eu fosse doente
Como se toda essa dor fosse diferente, ou inexistente
Nada existe pra mim, não tente
Você não sabe e não entende
E quando os antidepressivos e os calmantes não fazem mais efeito
Clarisse sabe que a loucura está presente
E sente a essência estranha do que é a morte
Mas esse vazio ela conhece muito bem
De quando em quando é um novo tratamento
Mas o mundo continua sempre o mesmo
O medo de voltar pra casa à noite
Os homens que se esfregam nojentos
No caminho de ida e volta da escola
A falta de esperança e o tormento
De saber que nada é justo e pouco é certo
E que estamos destruindo o futuro
E que a maldade anda sempre aqui por perto
A violência e a injustiça que existe
Contra todas as meninas e mulheres
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria já não tem mais endereço
Clarisse está trancada no seu quarto
Com seus discos e seus livros, seu cansaço
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito
Clarisse só tem 14 anos
Legião Urbana - Canção Retorno Para Um Amigo À Morte
Alisa a testa suada do rapaz
Toca o talo nu ali escondido
Protegido nesse ninho farpado sombrio da semente
Então seus olhos castanhos ficam vivos
Antes afago pensava ele era domínio
Essas aí não são suas mãos são as minhas
E seguras, minhas mãos buscam se impor
Todo conhecimento do jorro viril do meu senhor
O gosto perfumado que retém minha língua
É engano instalado e não desfeito
Seus olhos chispantes podem retalhar minha pele bárbara
Forçar toda gravidade a ir embora.
Ele vadeia em águas fechadas
Sono profundo altera seus sentidos.
A meu único rival eu devo obedecer
Vai comandar nosso duplo renascer.
O mesmo
Insano
Sustenta
Outra vez.
(Os dois juntos junto de nossos próprios corações.)
Calei e escrevi
Isto em reverência
Pela coincidência.
Toca o talo nu ali escondido
Protegido nesse ninho farpado sombrio da semente
Então seus olhos castanhos ficam vivos
Antes afago pensava ele era domínio
Essas aí não são suas mãos são as minhas
E seguras, minhas mãos buscam se impor
Todo conhecimento do jorro viril do meu senhor
O gosto perfumado que retém minha língua
É engano instalado e não desfeito
Seus olhos chispantes podem retalhar minha pele bárbara
Forçar toda gravidade a ir embora.
Ele vadeia em águas fechadas
Sono profundo altera seus sentidos.
A meu único rival eu devo obedecer
Vai comandar nosso duplo renascer.
O mesmo
Insano
Sustenta
Outra vez.
(Os dois juntos junto de nossos próprios corações.)
Calei e escrevi
Isto em reverência
Pela coincidência.
Legião Urbana - Boomerang Blues
Tudo O Que Você Faz
Um Dia Volta Pra Você
Tudo O Que Você Faz
Um Dia Volta Pra Você
E Se Você Fizer O Mal
Com O Mal Mais Tarde Você Vai Ter De Viver
Não Me Entregue O Seu ódio
Sua Crise Existencial
Preliminares Não Me Atingem
O Que Interessa é O Final
E Não Me Venha Com Problemas
Sinta Sozinho O Seu Mal
Por Que Tentar Sentir Demais?
E Você Só Me Usou
Eu Tentava Ajudar
E Você Só Me Queimou
Mas é Errando Que Se Aprende
Minha Boa Vontade Se Esgotou
Os Aborígenes Na Austrália
Com O Boomerang Vão Caçar
O Boomerang Vai E Volta
E Só Fica Quando Consegue Acertar
E Eu Sou Como Um Boomerang
Quando Eu Acerto é Pra Matar
Como Um Boomerang Tudo Vai Voltar
E A Ferida Que Você Me Fez é Em Você Que Vai Sangrar
Eu Tenho Cicatrizes
Mas Eu Não Me Importo Não
Melhor Do Que A Sua Ferida Aberta
E O Sangue Ruim Do Seu Coração
Eu Só Não Entendo Como Fui Cair
Dentro Da Sua Teia E Não Tentei Fugir
Me Sinto Mal Lembrando O Que Aconteceu
Você Tentou Roubar
Mas O Boomerang Agora é Meu.
Só Não Entendo Como Eu Fui Cair
Dentro Da Sua Teia E Não Tentei Fugir
Me Sinto Mal Lembrando O Que Aconteceu
Você Tentou Roubar, Mas O Boomerang
Agora é Meu
Um Dia Volta Pra Você
Tudo O Que Você Faz
Um Dia Volta Pra Você
E Se Você Fizer O Mal
Com O Mal Mais Tarde Você Vai Ter De Viver
Não Me Entregue O Seu ódio
Sua Crise Existencial
Preliminares Não Me Atingem
O Que Interessa é O Final
E Não Me Venha Com Problemas
Sinta Sozinho O Seu Mal
Por Que Tentar Sentir Demais?
E Você Só Me Usou
Eu Tentava Ajudar
E Você Só Me Queimou
Mas é Errando Que Se Aprende
Minha Boa Vontade Se Esgotou
Os Aborígenes Na Austrália
Com O Boomerang Vão Caçar
O Boomerang Vai E Volta
E Só Fica Quando Consegue Acertar
E Eu Sou Como Um Boomerang
Quando Eu Acerto é Pra Matar
Como Um Boomerang Tudo Vai Voltar
E A Ferida Que Você Me Fez é Em Você Que Vai Sangrar
Eu Tenho Cicatrizes
Mas Eu Não Me Importo Não
Melhor Do Que A Sua Ferida Aberta
E O Sangue Ruim Do Seu Coração
Eu Só Não Entendo Como Fui Cair
Dentro Da Sua Teia E Não Tentei Fugir
Me Sinto Mal Lembrando O Que Aconteceu
Você Tentou Roubar
Mas O Boomerang Agora é Meu.
Só Não Entendo Como Eu Fui Cair
Dentro Da Sua Teia E Não Tentei Fugir
Me Sinto Mal Lembrando O Que Aconteceu
Você Tentou Roubar, Mas O Boomerang
Agora é Meu
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