Mostrando postagens com marcador Nicolau Copérnico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Nicolau Copérnico. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Nicolau Copérnico


COPERNICO, NicolauNicolau Copérnico, considerado o pai da Astronomia, nasceu em Thorn, Polônia, em 19 de fevereiro de 1473. Filho de um próspero negociante também chamado Nicolau, e de Bárbara, irmã do cônego e depois bispo polonês Lucas Wacsenrode, ele ficou órfão de pai quanto tinha apenas dez anos de idade, e por isso foi educado pelo tio religioso.
Em 1491, ao completar 18 anos de idade, ingressou nos cursos de letras e matemática da Universidade de Cracóvia, em seu país, mas poucos anos depois (1497), após ter recusado a nomeação como cônego de Frauemburg, decidiu aprimorar seus conhecimentos e por isso viajou inicialmente para a cidade de Bolonha, e depois Ferrara e Pádua, todas na Itália, onde se dedicou ao aprendizado de astronomia e medicina.
Em 1504 Nicolau finalmente assumiu o posto de cônego em Frauenburg, no seu país de origem, mesmo sem ter vocação sacerdotal, tornando-se muito estimado porque exercia a medicina gratuitamente para os pobres da região. Em 1512 publicou o Pequeno Comentário, onde mostrava alguma coisa das suas teorias futuras, recebendo por isso muitas críticas.
Convidado em 1514 para opinar sobre uma reforma do calendário, recusou a tarefa alegando que a astronomia ainda não evoluíra o bastante para a elaboração de um calendário adequado. Livre do encargo religioso (1521), dedicou-se à astronomia. Até essa época as idéias defendidas por Ptolomeu, de que a Terra era o centro do Universo, não eram contestadas, mas valendo-se do seu conhecimento de grego, Copérnico passou a estudar as teorias dos precursores daquele astrônomo, verificando não só que suas hipóteses podiam ser comprovadas pela observação, mas concluindo que ao se ter o Sol como centro do sistema planetário, o movimento relativo dos planetas deixaria de apresentar grande irregularidade.
Nicolau Copérnico observava o céu a olho nu (a luneta astronômica só seria inventada um século mais tarde), e foi baseado nas conclusões a que chegara nessas longas e solitárias sessões de estudo e análise do que a abóbada celeste lhe mostrava, que ele elaborou sua grande obra – De Revolutionibus orbium coelestium (Sobre as revoluções das esferas celestes), idéia fantástica para uma época em que não só os papas e imperadores, como também o povo em geral, acreditavam piamente em que a Terra permanecia parada no centro do universo, e que os demais corpos celestes circulavam ao seu redor. Antes de divulgá-la ele publicou Commentariolus (1530), expondo timidamente a teoria heliocêntrica, mas esse trabalho passou despercebido.
Dez anos depois publicou em Roma a sua teoria completa, enquanto em Nuremberg os luteranos impediram que isso acontecesse. Nova tentativa foi feita em Leipzig, e lá os editores escreveram um prefácio cuidadoso apresentando o De Revolutionibus Orbium Coelestium como uma hipótese cujo objetivo único era o de simplificar os cálculos astronômicos. Copérnico afirmara ser o Sol o centro do Universo, em torno do qual giravam, em órbita circular, Mercúrio, Vênus, Terra Marte, Júpiter e Saturno.
Para o misticismo medieval o homem era o centro da criação, e por isso o seu habitat, a Terra, deveria ser forçosamente o centro do Universo. Ao elaborar a teoria heliocêntrica, Copérnico estava afirmando a superioridade da razão, da lógica e da matéria sobre preconceitos e dogmas baseados nos textos bíblicos, e por ter sido um dos primeiros a fazê-lo, solapando um dos principais mitos medievais, é considerado como um dos fundadores da ciência moderna.
Ele próprio não chegou a sofrer as conseqüências da reação eclesiástica, pois morreu em 1543, pouco depois da impressão do seu livro. Quase um século depois Galileu seria levado à Inquisição, e quase condenado à fogueira por defender uma das idéias mais simples de Copérnico: a de que a Terra se movia.
O sistema de Copérnico encontrou forte oposição por parte não só dos doutores da Igreja Católica, mas também vinda de ardorosos reformadores protestantes, como Lutero e Calvino. A divulgação desse trabalho causou um duro golpe no orgulho humano, tanto que mesmo depois de decorridos muitos anos após a morte do pesquisador, quando em 1616 o cientista Galileu Galileu foi processado pela Inquisição, a Igreja Católica colocou a obra do astrônomo na lista dos escritos proibidos, condição na qual permaneceu até o ano de 1835, apesar de ter sido reconhecida como verdadeira cerca de 150 anos antes dessa liberação.
De revolutionibus orbium coelestium foi publicada somente 30 anos após ser escrita, no ano da morte do próprio Copérnico, que nunca tomou conhecimento da grande controvérsia que havia ajudado a criar. Segundo registros históricos, ele faleceu uma hora depois de por as mãos no primeiro exemplar de seu livro, em 24 de maio de 1543. Essa obra foi o alicerce no qual se apoiaram outros grandes pensadores da humanidade, como Galileu, Kepler, Newton e mais recentemente Albert Einstein.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Nicolau Copérnico


Ao propor a teoria segundo a qual a Terra dá uma volta diária completa em torno de seu eixo e uma volta anual em torno do Sol, Copérnico desencadeou uma revolução na ciência, na filosofia e na religião.
Nicolau Copérnico (em polonês Mikolaj Kopernik), nasceu em Torun, Polônia, em 19 de fevereiro de 1473, numa família de ricos negociantes. Aos 18 anos entrou para a Universidade de Cracóvia, famosa na época por empreender o estudo da matemática como fundamento da astronomia. Ao completar 24 anos de idade, mudou-se para Bolonha e mais tarde para Pádua, onde aprofundou seus conhecimentos matemáticos e estudou a língua e a cultura da Grécia clássica.
Em 1497, Copérnico regressou à Polônia para assumir o cargo de cônego da catedral de Frauenburg, que lhe garantia emprego vitalício. O desejo de aprender o levou de volta à Itália, onde integrou-se à agitação cultural da época. Estudou medicina e leis em Pádua e iniciou as pesquisas astronômicas que o levaram a duvidar da teoria geocêntrica, então de aceitação geral, segundo a qual a Terra é o centro do universo.
O novo sistema planetário imaginado por Copérnico contradizia as idéias geocêntricas de Ptolomeu, astrônomo alexandrino do século II, adotadas pelos teólogos medievais que rejeitavam qualquer teoria que não conferisse à Terra o lugar central do universo. A teoria geocêntrica atribuía aos planetas órbitas perfeitamente circulares em torno da Terra, descritas dentro de um complicado sistema de percursos denominados epiciclos.
Copérnico relutou antes de tornar públicas suas idéias sobre o sistema solar e tratou de fazê-lo da maneira mais respeitosa possível em relação à ordem estabelecida. Na verdade, seu raciocínio básico firmava-se também em critérios teológicos: perguntava em que lugar, melhor do que o centro do sistema solar, poderia o Criador ter situado a lâmpada que ilumina o mundo. Assim, suas relações com a igreja nunca chegaram ao declarado antagonismo que caracterizaria a posição dos teólogos frente a Galileu. Em todas suas obras e anotações sobre a estrutura do universo, Copérnico considerava sua própria hipótese como um mero exercício geométrico, talvez pela necessidade de evitar acusações de heresia.
As teorias de Copérnico se complicaram desnecessariamente com a tentativa de explicar as irregularidades dos epiciclos ptolomaicos. Por esse motivo, o sistema copernicano só ganhou coerência irrefutável depois que Kepler demonstrou a forma elíptica das órbitas e Galileu comprovou esse fato com observações telescópicas.
O compêndio que guarda as teorias de Copérnico é o De revolutionibus orbium caelestium (Sobre as revoluções dos orbes celestes), obra concluída em 1530 mas cuja publicação só se iniciou em 1540, após a aprovação do autor. Conta-se que o primeiro exemplar impresso do trabalho chegou às mãos de Copérnico no último dia de vidado astrônomo, que morreu em 24 de maio de 1543 em Frauenburg.

Origem: Infoescola