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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Theodoro De Bona


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Theodoro de Bona (Morretes11 de junho de 1904 - Curitiba20 de setembro de 1990) foi pintorescritor e professor brasileiro

Biografia[editar | editar código-fonte]

Iniciou seus estudos de desenho no Colégio Bom Jesus de Curitiba em 1912. No período de 1922 a 1927, teve aulas de pintura com Alfredo Andersen, época em que conviveu com Estanislau Traple e Waldemar Curt Freyesleben. Em 1927, ganhou a bolsa de estudos do Estado do Paraná e foi para a Itália estudar na Real Academia de Belas Artes de Veneza. Retornou a Curitiba em 1936. Entre 1960 e 1970, deu aulas de desenho e pintura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná, onde também foi diretor. Recebeu o título de Cidadão Honorário de Curitiba, em 1981, e a Comenda Honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana, em 1983. Faleceu em Curitiba em 1990

sexta-feira, 8 de junho de 2018

Theodoro de Bona

ARTISTA PLÁSTICO

1904- 11 de junho: Theodoro De Bona nasce em Morretes, filho de Antonio De Bona e Cezira Bertazzoni De Bona.
De Bona, foi aceito como aluno de Andersen em 1922, partindo posteriormente, em 1927, para Itália, a fim de aperfeiçoar sua pesquisa plástica e teórica.
Participou de um grupo de vanguarda italiano alcunhado de “Cà Pesaro”, dos Salões dos Artistas Venezianos de 1928 a 1935 e também da disputada Bienal de Veneza, no ano de 1930. Considera-se que a fase mais criativa do artista se deu na alvorada dos anos 40, quando demonstra, na liberdade do traço e velocidade do gesto, numa despreocupação com o resultado. De Bona, nessa fase, alcança a linguagem expressionista. Destacam-se nessa época os quadros “Cá Foscari” e “Navio Negreiro”. De Bona foi diretor e professor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná, lecionando na cadeira de "pintura de nu acadêmico".
Sua estadia em Veneza foi fundamental para o amadurecimento da sua arte.
Retornou ao Brasil em 1937. Até sua morte, em 1990, alcançou, uma linguagem pessoal, fluente e realista, com nostálgicas cadências impressionistas. Versátil, deixou um vasto conjunto de obras, dentre as quais cintilam cenas de gênero, retratos, alegorias, nus, composições de temática histórica e murais religiosos, além de um considerável complexo de paisagens.
Atualmente suas obras são objeto das mais altas cotações na bolsa de Arte. No íntimo, De Bona tinha receio que esse tipo de comércio, estritamente relacionado ao gosto do grande público consumidor, pudesse desvalorizar seu labor colocando em risco a respeitável imagem profissional da qual então já gozava.
Theodoro De Bona se impõe à memória cultural paranaense pela sólida devoção à Arte, como um meio irreversível de devolver ao ser humano sua dimensão de humanidade e de poesia. Sua obra está presente - compondo, junto com outros fragmentos, essa complicada discussão sobre a existência de uma identidade regional paranaense.
A obra “Via Sacra”, doada a Igreja Matriz de Morretes pode ser considerada como sua obra prima.

Pesquisa realizada pelo historiador: Éric Joubert Hunzicker – E-mail: eric.hunzicker@hotmail.com

Éric Joubert Hunzicker é nascido em Fernandes Pinheiro-Paraná, mas, morretense de coração e por decreto, pois é Cidadão Honorário de Morretes.
  • Theodoro de Bona – Nascido em Morretes em 11 de junho de 1904.

quinta-feira, 7 de junho de 2018

THEODORO DE BONA



De Bona, Theodoro (1904 - 1990)   
HISTÓRIA
Nascimento/Morte
1904-Morretes PR, 11 de junho.
1990-Curitiba PR, 20 de setembro.
Faleceu no dia 20 de setembro de 1990, no Hospital Santa Casa. Foi sepultado no túmulo da Família Turim, em Curitiba.
Formação
1912 - Curitiba PR - Inicia seus estudos de desenho no Colégio Bom Jesus sob a orientação de um frade franciscano alemão;
1919/1922 - Curitiba PR - Estuda pintura com Gina Bianchi e desenho com Ercília Cecchi; 1922/1927 - Curitiba PR - Estuda com Alfred Andersen (1860-1935), pintor norueguês. Convive com Estanislau Traple (1898-1958), Freyesleben (1899-1970), Talorda Júnior, Augusto Perneta e outros artistas locais;
1927/1932 - Veneza (Itália) - Freqüenta as aulas de Ettore Tito (1859-1941), Virgilio Guidi (1891-1984) e Vicenzo di Stefani na Real Academia de Belas Artes de Veneza. Recebe bolsa de estudos do estado do Paraná (1927/1929).


CRONOLOGIA
Pintor, escritor e professor.
1912/1927 - Vive em Curitiba;
1927/1936 - Muda-se para Veneza (Itália);
1930 - Participa do grupo Ca' Pesaro, em Venza, constituído por artistas renovadores, como Fioravante Seibezzi (1906-1974), Giuseppe Santomaso (1907-1990), Neno Mori (1899-1968), Armando Tonello (1897-2001);
1934 - Classifica-se no Concurso da Rainha da Itália, promovido pelo governo italiano para obras inspiradas na I Guerra Mundial (1914/1918);
1935 - Executa o painel do altar de Santa Terezinha na Igreja de Maslianico, próxima de Como, na Lombardia;
1936/1940 - Volta a residir em Curitiba;
1940/1959 - Muda-se para o Rio de Janeiro;
1947 - Executa o painel Fundação da Cidade de Curitiba, que hoje decora o Salão Nobre do Colégio Estadual do Paraná;
1951/1953 - Executa o painel Instalação da Província do Paraná, no Palácio Iguaçu, feito para as comemorações do centenário da emancipação política do estado;
1952/1953 - Integra a comissão julgadora do Salão Curitibano de Belas Artes;
1959 - Volta a morar em Curitiba; 
1959 - Participa do júri do Salão Nacional de Belas Artes;
1960/1970 - Professor de desenho artístico e pintura da Escola de Música e Belas Artes do Paraná - Embap;
1968 - Erasmo Piloto publica monografia a respeito do artista;
1970/1974 - Diretor da Escola de Música e Belas Artes do Paraná - Embap;
1976/1978 - Doa 14 telas sobre a Via Sacra à Igreja de Morretes, no Paraná;
1981 - Recebe o título de Cidadão Honorário de Curitiba outorgado pela Câmara Municipal;
1982 - Autor do livro Curitiba, Pequena Montparnasse;
1983 - Recebe Comenda Honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana, no grau de Cavalieri Officiale;
1985 - Pinta sua última tela Volta da Pesca, obra inacabada e sem assinatura.

Atualizado em 08/08/2012.
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BIOGRAFIA

Theodoro de Bona (Morretes PR 1904 - Curitiba PR 1990). 
Pintor, escritor e professor. 
Inicia o contato com as artes por volta de 1912, no Colégio Bom 
Jesus, Curitiba, onde seu professor de desenho o incentiva a 
tomar aulas de pintura. Entre os anos de 1919 e 1927, dedica-se à 
sua formação, estudando com Gina Bianchi, Ercília Cecchi, Alfredo 
Andersen (1860 - 1935) e convivendo com Estanislau Traple 
(1898 - 1958) e Waldemar Freyesleben (1899 - 1970). Em 1925, 
integra pela primeira vez uma exposição coletiva de pintura, 
organizada pela Associação Comercial do Paraná. Em 1927, realiza 
sua primeira individual, com a intenção de ajudar nos custos da 
viagem à Itália que iniciaria nesse mesmo ano. 
Ganha bolsa de estudos do Estado do Paraná e vai para a 
Itália cursar a Academia de Belas Artes de Veneza. Permanece 
nesse país quase uma década, e envolve-se ativamente no 
movimento artístico italiano: em 1927, ingressa no grupo Cà 
Pesaro; em 1930, participa pela primeira vez da Bienal Internacional 
de Veneza; em 1935, executa o painel do altar de Santa Terezinha 
na igreja de Maslianico, na região da Lombardia. De volta ao Brasil, 
em 1936, realiza diversos trabalhos, destacando-se o painel 
Fundação da Cidade de Curitiba, atualmente no Salão Nobre 
do Colégio Estadual do Paraná, e o painel Instalação da Província 
do Paraná, no Palácio Iguaçu. Realiza, em 1944, mostra individual 
no Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. 
Uma segunda individual neste museu é realizada em 1983. 
Em 1960, inaugura seu curso de desenho e pintura na Escola de 
Música e Belas Artes do Paraná, onde também chega a ocupar o 
cargo de diretor. Recebe o título de Cidadão Honorário de 
Curitiba, outorgado pela Câmara Municipal, em 1981, e a Comenda 
Honorífica da Ordem do Mérito da República Italiana, no grau 
de Cavalieri Officiale, em 1983.