Kim foi autodidata, seus pais adotivos holandeses não lhe deram a mesma educação que foi dispensada à irmã (Esther-Clair Sasabone) e ela não chegou a concluir a faculdade.[1]
Em 2011, afastada dos Vengaboys, abriu uma franquia do campo de ginástica The Bootcamp Club, em Zevenbergen, ao mesmo tempo em que mais tarde voltou a se juntar ao grupo Vengaboys, do qual havia se afastado, pois durante alguns anos encerraram as apresentações.[1]
Em 29 de outubro de 2013, teve sua primeira filha, Joveyn, com o namorado Nick Kazemian.[3]
Com a Copa do Mundo de 2014, o grupo Vengaboys realizou um remake da música "To Brazil" (que passou a ter o título de "2 Brazil"), divulgando um clipe com imagens de uma viagem anterior de Kim ao país.[4] Neste mesmo ano, ela deixou o Bootcamp, para dedicar-se ao retorno do grupo; em 2016, o grupo realizava cento e vinte apresentações em todo o mundo.[5]
Kim Sasabone
Kim Sasabone (Salvador, 1 de abril de 1974) é uma cantora e personalidade luso-brasileira, reconhecida internacionalmente como uma das integrantes do famoso grupo de música eletrônica Vengaboys, que fez grande sucesso nos anos 1990 e continua em atividade até hoje.
Biografia
Nascida na capital baiana, Kim foi adotada ainda criança por uma família holandesa e cresceu na Holanda. Ela teve uma formação acadêmica diferente da de sua irmã, Esther-Clair Sasabone: sendo autodidata, não chegou a concluir o ensino superior, ao contrário da irmã, que recebeu uma educação formal mais completa.[1]
Sua trajetória profissional está profundamente ligada à carreira artística, mas ela também se dedicou a outros projetos. Em 2011, durante um período em que os Vengaboys estavam afastados dos palcos, Kim investiu no ramo de bem-estar e atividade física, abrindo uma franquia da academia e centro de treinamento The Bootcamp Club, na cidade de Zevenbergen. Mais tarde, com a reativação das atividades do grupo, ela retomou suas funções como vocalista, dividindo o tempo entre os dois projetos até 2014, quando deixou o negócio de ginástica para se dedicar exclusivamente à turnê e às gravações.[1]
Na vida pessoal, em 29 de outubro de 2013, deu à luz sua primeira filha, chamada Joveyn, fruto do relacionamento com o namorado Nick Kazemian.[3]
Com a aproximação da Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil, o grupo preparou uma homenagem especial ao país: um remake da canção To Brazil, renomeada para 2 Brazil. O videoclipe da faixa contou com imagens de viagens anteriores que Kim havia feito ao Brasil, conectando diretamente suas raízes brasileiras com o trabalho da banda.[4] A retomada da agenda foi intensa: em 2016, os Vengaboys chegaram a realizar cerca de 120 apresentações por ano em diversas partes do mundo, mantendo seu legado na cena da música eletrônica de dança.
Notas
Informação contida no Facebook oficial da cantora. Outras fontes, entretanto, dão como o ano de nascimento 1976.[1] Numa entrevista ela também dá a entender ser nativa da Indonésia.[2]
Prolífica no teatro desde o final da década de 1960, Zezé fez sua estreia profissional na peça Roda Viva de Chico Buarque. Logo foi reconhecida por seu talento e por sua potência vocal, seguindo também uma carreira profissional como cantora. Em 1968 estreou na televisão com um papel coadjuvante na novela da TV TupiBeto Rockfeller.[5] Depois passou a integrar o elenco de diversas produções na TV.
Com sua personagem Sônia Rangel na novela do horário nobre da TV GloboCorpo a Corpo em 1984, ela ganhou seu primeiro grande destaque na televisão. Na trama, ela vivia par romântico com um homem branco, fato esse que não foi aceito pelo público à época e a atriz sofreu ataques racistas e ameaças durante a exibição.[8] Em 2007 foi agraciada com o Troféu Oscarito pelo Festival de Gramado, prêmio destinado aos maiores contribuintes do cinema nacional.[9]
Biografia
Nascida em uma família humilde em Campos, no interior fluminense, mudou-se com seus pais e irmão para o Rio de Janeiro, aos 2 anos de idade, em busca de uma vida melhor. Sua mãe era costureira, trabalhando aos finais de semana em casa e durante a semana em uma confecção, e seu pai, motorista, que também escrevia músicas e cantava eventualmente na noite quando estava de folga do trabalho. A família mudou-se para o Morro do Cantagalo, em Copacabana. Como era muito pequena e não poderia ficar sozinha em casa, ela ficava sob os cuidados de sua tia, no quartinho dos empregados, no Leblon, visto que seu tio paterno era porteiro e zelador do prédio. Ainda na infância ficou amiga de Marieta Severo, que era moradora desse prédio.[10]
Devido a dificuldades financeiras, seu irmão foi viver com a avó em Campos, e Zezé foi matriculada em um colégio interno, o Asylo Espírita João Evangelista, onde permaneceu dos 6 aos 12 anos. Em entrevistas revelou que se sentiu rejeitada e até pensou ser filha adotiva, pois não entendia essa momentânea separação familiar, mas revelou que se adaptou rapidamente ao colégio, onde dividia espaço com sessenta meninas, e aprendeu a fazer limpeza, crochê, tricô, aprendeu a bordar e também a cozinhar. Em entrevistas contou que era para sair de lá aos 16 anos, mas saiu antes porque a situação financeira da família melhorou, pois sua mãe montou um ateliê de moda, na residência da família, e a atriz mudou-se com os pais e o irmão para um apartamento no Leblon.[10]
Carreira
Seu pai a incentivava a ser cantora. Compunham canções juntos, e seu pai a levava para cantar na noite com ele. Já sua mãe não gostava da carreira artística, querendo que a filha fosse costureira como ela, mas com o tempo acabou aceitando a vocação artística da filha. Na adolescência, antes de ter conseguido oportunidades como artista, Zezé trabalhou como operária em uma indústria farmacêutica para ajudar nas despesas do lar, e a noite estudava o curso normal de formação de professoras. Ela era da mesma sala de aula que sua cunhada, que a incentivou a voltar a estudar.[10]
Aos finais de semana, passou a frequentar um curso de teatro: O Teatro Tablado onde formou-se como atriz. Ela começou participando de diversas peças populares de teatro, e iniciou profissionalmente sua carreira de atriz em 1967, estrelando a peça Roda-viva, de Chico Buarque. Em 1969, atuou em Fígaro, fígaro, Arena canta Zumbi e A vida escrachada de Joana Martini e Baby Stompanato. Em 1974, atuou em Godspell, e em 1999, participou de Orfeu.[10]
Militante do Movimento Negro Unificado (MNU), denunciou racismos e atuou ativamente para combatê-lo, organizando por exemplo um arquivo de atores negros para que não haja o silenciamento destes artistas.[11] A autora Lélia Gonzalez em sua "Homenagem a Zezé Mota - História de vida e louvor" exprime que "sua arte também está a serviço das crianças pobres e órfãs, numa atuação marcada pela discrição e pela solidariedade".[11]
Carreira na televisão
Abertura da II Conferência Nacional de Cultura (2010)
Iniciou sua trajetória em 1968 na telenovela Beto Rockfeller, da Rede Tupi, atuando como Zezé.[12] Quatro anos mais tarde, foi para Rede Globo viver Zezinha em A Patota.[13] Em 1974, foi Doralice em Supermanoela e, dois anos depois, esteve na pele de Jandira em Duas Vidas; concluindo a década participando da série Ciranda Cirandinha nos episódios "O Jardim Suspenso da Babilônia" e "O Momento da Decisão".[14][15][16]
No início da década de 1990, protagonizou Ialorixá na minissérie Mãe de Santo, além de participar do episódio "Em Nome do Pai" no programa Você Decide como Zenaide.[23][24] Em 1994, interpretou Rubina em Memorial de Maria Moura e, no ano seguinte, participou da telenovela A Próxima Vítima no papel de Fátima.[25][26] Em 1996, esteve no elenco de Xica da Silva como a Maria da Silva (mãe da protagonista).[27] Três anos mais tarde, concluiu o decênio atuando como Conceição em Chiquinha Gonzaga, além de participar novamente do Você Decide, porém, no episódio "E o Circo Chegou".[24][28]
Desde a década de 1960, quando surgiram os especiais do Festival de Música Popular Brasileira (TV Record), até o fim da década de 1980, a televisão brasileira foi marcada pelo sucesso dos espetáculos transmitidos que apresentavam os novos talentos, registrando índices recordes de audiência. O especial Mulher 80 (Rede Globo), foi um destes marcantes momentos da televisão; o programa exibiu uma série de entrevistas e musicais cujo tema era a mulher e a discussão do papel feminino na sociedade de então abordando esta temática no contexto da música nacional e a inegável preponderância das vozes femininas, com Elis Regina, Maria Bethânia, Fafá de Belém, Marina Lima, Simone, Rita Lee, Joanna, Zezé Motta, Gal Costa e as participações especiais das atrizes Regina Duarte e Narjara Turetta, que protagonizaram o seriado Malu Mulher. Também fez parte do elenco do Telecurso 2000, programa educativo da Rede Globo. Além disso, participa esporadicamente de discussões sobre o papel dos negros na teledramaturgia. Interpretou na versão em português Circle of life Ciclo da vida do Rei Leão de 1994. Dublou a bruxa Úrsula no filme A Pequena Sereia, clássico da Disney de 1989.[76] Zezé Motta fez dueto com Taiguara em seu último álbum de estúdio, Brasil Afri, de 1994, na faixa "África Mãe". Em 2017, integra o elenco do longa 'Alemão 2', que dá sequência do sucesso de 2014, no papel da enfermeira Ivone. Em 2022, Zezé Motta celebra a boa fase de garota-propaganda e agenda lotada de trabalho: “viram que represento, né?” Zezé tem sido convidada para uma série de publicidades - "os convites não param", diz -, ela pode ser vista linda linda e empoderada na segunda temporada de 'Arcanjo Renegado', que estreia esse ano de 2022
, e também atua em 'Fim', que reinicia as gravações em breve, na TV Globo. Além disso, se prepara para entrar em estúdio e gravar um disco com as canções do show 'Coração Vagabundo', no qual canta músicas de Caetano Veloso. E ainda revela: "Penso em me dedicar à direção!"
A atriz foi casada por cinco vezes, com homens de fora do meio artístico. Em entrevistas revelou que sofreu três abortos espontâneos, frutos de três relacionamentos diferentes, e que estes abortos aconteceram sem causas aparentes, não houve nenhum exame clínico que detectasse problemas ginecológicos, pois sempre teve boa saúde. Segundo as avaliações dos médicos, que não descobriram a razão dos repetidos abortos, foi recomendado que a atriz fizesse repouso absoluto para levar uma gestação até o final, o que ela não conseguiu fazer, devido aos intensos compromissos profissionais de sua carreira artística, sempre viajando pelo Brasil e pelo mundo em peças de teatro. Desistindo do desejo de ser mãe, ela pegou para criar cinco crianças, mas nunca as adotou legalmente, pois elas mantinham contato com as famílias, muito pobres, que a atriz ajudava. Zezé tem seis filhos, cinco meninas e um menino: Luciana, Cilene, Nadine, Cíntia , Carla e Robson . Ela se tornou avó de quatro netos: Luíz Antônio, filho de Nadine, de Heron e Loma, filhos de Carla, e de Isadora, filha de Luciana.[79]
Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado Federal (2019)
Em entrevistas informou que mesmo solteira, nunca esteve sozinha, e que até hoje mantém relacionamentos casuais com homens famosos e anônimos, e que dentre os homens do meio artístico que namorou, está Antonio Pitanga, que foi seu primeiro namorado, com quem se relacionou dos 21 aos 23 anos.[79]
Zezé declara como religião o candomblé, e que é filha de Oxum Opará com Oxóssi. Sua mãe era Testemunha de Jeová, e seu pai era espírita, o que causava brigas em casa. Zezé frequentou a religião Testemunha de Jeová dos cinco aos doze anos de idade, mas só se desligou definitivamente da religião de sua mãe quando posou nua pela primeira vez, em 1976. Após diversas capas de revistas de sucesso, seu último ensaio nua foi aos 75 anos. Revelou que por muito tempo teve desentendimentos com a mãe por causa da religião, e que ter posado nua foi o estopim para decidirem parar com as brigas e a mãe entender que Zezé seguiria outra religião. Zezé também comentou em entrevistas que já foi espírita, católica, evangélica, umbandista, mas só encontrou-se no candomblé.[79]
Sua mãe, Maria Elazir, morreu aos 95 anos em 3 de maio de 2020. Ela era diabética e hipertensa, e ficou internada por dez dias no Hospital da Aeronáutica, no Rio de Janeiro, para tratar de uma pneumonia. Houve suspeita de que ela tivesse contraído COVID-19, mas depois os testes realizados não confirmaram.[83][84]
Maria José "Zezé" Motta de Oliveira (Campos dos Goytacazes, 27 de junho de 1944) é uma atriz, cantora e ativista brasileira, considerada uma das maiores expoentes da cultura afro-brasileira no país.
🏆 Reconhecimento e Prêmios
Carreira marcada por premiações importantes, incluindo: Troféu Candango (Festival de Brasília), Prêmio Air France, Prêmio Coruja de Ouro, Prêmio Governador do Estado e Troféu Oscarito (Festival de Gramado).
Recebeu três indicações ao Prêmio Grande Otelo e, em 2019, ganhou o Grande Otelo Honorário pelo conjunto de sua obra.
📜 Biografia
Origem: Nascida em família humilde, mudou-se para o Rio de Janeiro aos 2 anos. Cresceu no Morro do Cantagalo e depois no Leblon; conviveu na infância com a atriz Marieta Severo.
Infância: Devido a dificuldades financeiras, viveu em um colégio interno dos 6 aos 12 anos. Aprendeu tarefas domésticas e artísticas nesse período.
Juventude: Trabalhou como operária em indústria farmacêutica e estudou para ser professora. Começou a estudar teatro no Teatro Tablado, onde se formou como atriz.
Incentivo artístico: Seu pai, motorista e músico amador, incentivou sua carreira; sua mãe, costureira, inicialmente não aprovava, mas aceitou sua vocação com o tempo.
🎬 Carreira Artística
🎭 Teatro
Estreou profissionalmente em 1967, na peça Roda Viva, de Chico Buarque.
Participou de montagens importantes como Fígaro, Fígaro, Arena Canta Zumbi, Godspell e Orfeu.
Em 2025, protagonizou o espetáculo Vou Fazer de Mim um Mundo, baseado na obra de Maya Angelou, em turnê por capitais brasileiras.
🎤 Música
Começou a cantar em 1971 em casas noturnas de São Paulo.
Lançou 6 discos entre os anos 1970 e 1980.
Fez parcerias com artistas como Taiguara e gravou músicas de compositores como Caetano Veloso.
Interpretou a versão em português de Ciclo da Vida, do filme O Rei Leão.
📺 Televisão
Estreia: 1968, na novela Beto Rockfeller (TV Tupi).
Destaque nacional: Em 1984, interpretou Sônia Rangel em Corpo a Corpo (TV Globo). A personagem teve um romance inter-racial, fato que causou polêmica e ataques racistas à época.
Outros trabalhos marcantes: Mãe de Santo, Memorial de Maria Moura, Xica da Silva (1996), Sinhá Moça, Rebelde, Boogie Oogie, Arcanjo Renegado.
Participou também de produções em Portugal, como Ouro Verde e Garrett.
🎞️ Cinema
Consagração: O papel de Chica da Silva no filme Xica da Silva (1976), de Cacá Diegues, lhe rendeu todos os principais prêmios do cinema brasileiro e projeção internacional.
Outros filmes importantes: Quilombo, Tieta do Agreste, Orfeu, Cronicamente Inviável, A Ilha dos Escravos, Xuxa e os Duendes 2.
Dublagem: Em 1988, deu voz à bruxa Úrsula na versão brasileira de A Pequena Sereia, da Disney.
✊ Ativismo e Cultura
Militante histórica do Movimento Negro Unificado (MNU), lutou contra o racismo e trabalhou para dar visibilidade a artistas negros, organizando arquivos e registros desses profissionais.
Defensora de causas sociais, especialmente voltadas a crianças em situação de vulnerabilidade.
Referência fundamental para a representatividade negra na arte e na cultura brasileira.
❤️ Vida Pessoal
Relacionamentos: Foi casada cinco vezes com pessoas fora do meio artístico. Teve um relacionamento jovem com o ator Antonio Pitanga.
Maternidade: Sofreu três abortos e, por causa da rotina de trabalho, desistiu de gerar filhos biológicos. Criou seis crianças — Luciana, Cilene, Nadine, Cíntia, Carla e Robson —, ajudando também suas famílias de origem. É avó de quatro netos.
Religião: Segue o Candomblé, como filha de Oxum Opará e Oxóssi. Já frequentou Testemunhas de Jeová, Spiritismo, Catolicismo e Umbanda, até se encontrar na religião de matriz africana.
Simbolos de liberdade: Ficou conhecida por posing artísticas nuas, inclusive aos 75 anos, como forma de expressão e liberdade.
Homenagens: Foi tema de enredo e homenageada por escolas de samba como Arrastão de Cascadura, Acadêmicos do Sossego e Unidos da Vila Kennedy.