domingo, 3 de novembro de 2019

John Watts Young (São Francisco, 24 de setembro de 1930 – Houston, 5 de janeiro de 2018) foi um astronauta norte-americano e o nono homem a pisar na Lua, em 1972, no comando da missão Apollo 16

John Watts Young (São Francisco24 de setembro de 1930 – Houston5 de janeiro de 2018) foi um astronauta norte-americano e o nono homem a pisar na Lua, em 1972, no comando da missão Apollo 16


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John Young
Nome completoJohn Watts Young
Nascimento24 de setembro de 1930
São FranciscoEUA
Morte5 de janeiro de 2018 (87 anos)
HoustonEUA
NacionalidadeEstados Unidos norte-americano
ProgenitoresMãe: Wanda Howland
Pai: William Hugh Young
CônjugeBarbara White
Susy Feldman
Filho(s)
  • Sandra
  • John
Alma materInstituto de Tecnologia da Geórgia
Ocupação
Serviço militar
ServiçoMarinha dos Estados Unidos
Anos de serviço1952–1976
PatenteCapitão
ConflitosGuerra da Coreia
CondecoraçõesCruz de Voo Distinto (3)
e outras
Carreira espacial
Astronauta da NASA
Tempo no espaço34 dias, 19 horas, 39 minutos
SeleçãoGrupo 2 da NASA 1962
Tempo de AEV20 horas, 14 minutos
Missões
Insígnia da missãoGemini3.png Gemini 10 mission patch original.png Apollo-10-LOGO.png Apollo-16-LOGO.png Sts-1-patch.png
Aposentadoria31 de dezembro de 2004
PrêmiosMedalha de Honra
Espacial do Congresso

Medalha de Serviço
Distinto da NASA
 (4)
John Watts Young (São Francisco24 de setembro de 1930 – Houston5 de janeiro de 2018) foi um astronauta norte-americano e o nono homem a pisar na Lua, em 1972, no comando da missão Apollo 16.[1]
Young foi um dos mais experientes astronautas dos Estados Unidos, tendo ido ao espaço por seis vezes e comandando missões nos Projetos GeminiApollo e no programa do ônibus espacial, único astronauta a realizar este feito, o que o torna uma verdadeira lenda da exploração humana do espaço. Por ir a Lua duas vezes (em uma ocasião, sem pousar em sua superfície, na missão Apollo X), é chamado de "o homem que conhece a Lua de todos os ângulos".[2]
Selecionado como astronauta pela NASA em 1962, como parte do segundo grupo de pilotos admitidos pela agência, Young foi ao espaço pela primeira vez em 1965, na primeira das missões do Projeto Gemini, a Gemini III, junto com o comandante Virgil Grisson, um veterano do Projeto Mercury. Por esconder um sanduíche de rosbife num bolso de seu traje espacial, para comê-lo no espaço, ele chegou a ser descartado do grupo de astronautas pela direção da NASA; mas o falecimento, em um acidente aéreo, de dois tripulantes envolvidos no projeto Gemini (Elliot See e Charles Bassett), criou uma lacuna no corpo de astronautas que o levou de volta à ativa, no comando da Gemini X.
Em 1969, ele fez parte da tripulação da Apollo 10, que testou, sem pousar, o Módulo Lunar na órbita do satélite e em 1972 tornou-se comandante da Apollo 16, a penúltima missão à Lua, sendo o nono homem a pisar no solo lunar.[3]
Após o fim do Programa Apollo, Young continuou ativo na NASA e, em 1981, aos 50 anos, foi o primeiro astronauta a comandar uma missão de um ônibus espacial, o Columbia na STS-1, ocasião em que se tornou o ser humano mais velho a participar de uma missão espacial.[4] Em 1983, retornou ao espaço na missão inaugural do Spacelab, a STS-9. Também seria o primeiro homem a ir ao espaço sete vezes, no comando da missão STS-61-J, que colocaria o telescópio espacial Hubble em órbita. A missão estava agendada para decolar em 27 de outubro de 1986,[5] contudo, foi cancelada após o desastre do Challenger, em 28 de janeiro de 1986, na missão STS-51-L. O Hubble só seria lançado em abril de 1990, na STS-31, mas com outro comandante (o astronauta Loren Shriver.[6][7]
Após 42 anos de serviços ininterruptos na NASA, John Young aposentou-se em dezembro de 2004 (de modo que foi o homem que mais tempo permaneceu no cargo de astronauta), aos 74 anos de idade; entretanto comparecia ao encontro matinal das segundas-feiras, no Departamento de Astronautas da agência, onde trocava opiniões e dividia experiências com os atuais astronautas.
Faleceu em 5 de janeiro de 2018 em razão de complicações de pneumonia

David Randolph Scott (San Antonio, 6 de junho de 1932) é um ex-astronauta e piloto norte-americano, veterano de três missões espaciais. Integrante dos programas Gemini e Apollo da NASA, ele foi o comandante da missão Apollo 15 e o sétimo homem a pisar na superfície da Lua.

David Randolph Scott (San Antonio6 de junho de 1932) é um ex-astronauta e piloto norte-americano, veterano de três missões espaciais. Integrante dos programas Gemini e Apollo da NASA, ele foi o comandante da missão Apollo 15 e o sétimo homem a pisar na superfície da Lua.


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David Scott
Nome completoDavid Randolph Scott
Nascimento6 de junho de 1932 (87 anos)
San AntonioEstados Unidos
NacionalidadeEstados Unidos norte-americano
ProgenitoresMãe: Marian Davis
Pai: Tom William Scott
CônjugeAnn Ott
Margaret Black
Filho(s)
  • Tracy
  • Douglas
Alma materUniversidade de Michigan
Academia Militar dos Estados Unidos
Instituto de Tecnologia de Massachusetts
Ocupação
Serviço militar
ServiçoForça Aérea dos Estados Unidos
Anos de serviço1954–1975
Patentecoronel
Carreira espacial
Astronauta da NASA
Tempo no espaço22d 18h 53min
SeleçãoGrupo 3 da NASA 1963
Tempo de AEV20h 46min
Missões
Insígnia da missãoGe08Patch orig.png Apollo-9-patch.png Apollo 15-insignia.png
Aposentadoria30 de setembro de 1977
PrêmiosMedalha de Serviço
Distinto da NASA
 (2)
David Randolph Scott (San Antonio6 de junho de 1932) é um ex-astronauta e piloto norte-americano, veterano de três missões espaciais. Integrante dos programas Gemini e Apollo da NASA, ele foi o comandante da missão Apollo 15 e o sétimo homem a pisar na superfície da Lua. É um dos únicos quatro sobreviventes, e o único comandante, entre os homens que pisaram na Lua, junto com Edwin "Buzz" AldrinHarrison Schmitt e Charles Duke, todos com mais de 80 anos

Biografia[editar | editar código-fonte]

Scott se formou na Academia Militar dos Estados Unidos em 1954 e entrou para a Força Aérea, servindo como piloto de caça na Europa. Cursou a Escola Experimental de Pilotos de Teste da Força Aérea em 1963 e passou a trabalhar como piloto de teste, alcançando a patente de coronel e acumulando mais de cinco mil horas de voo em diferentes aeronaves de última geração.[2]
Selecionado astronauta em 1963 como parte do Grupo 3 da NASA, suas primeiras funções no programa espacial foram como CAPCOM, reserva e titular, das missões Gemini IV e Gemini V.[3][4] Após o encerramento desta missão ele foi designado para a tripulação da Gemini VIII, com Neil Armstrong, tornando-se titular de um voo sem nunca ter sido reserva de outro, sendo um astronauta bastante elogiado pelos colegas por suas credenciais e capacidade de pilotagem. Foi para o espaço pela primeira vez em março de 1966 na Gemini VIII, missão planejada para durar três dias mas abortada após dez horas por problemas nos propulsores da cápsula espacial, após a acoplagem da nave com um foguete Agena. A caminhada espacial que Scott faria acabou cancelada.[5]
Designado para o programa Apollo, ele participou da equipe que redesenhou completamente os esquemas de segurança das escoltilha de escape da espaçonave, depois da tragédia da Apollo 1, que matou três astronautas durante um incêndio na basa de lançamentos de Cabo Kennedy.[6] Seu voo seguinte foi em 3 de março de 1969 na Apollo 9, uma missão de dez dias junto com James McDivitt e Russell Schweickart, realizando vários testes na espaçonave e no módulo de comando, do qual era o piloto, em órbita terrestre. Esta missão também testou o módulo lunar, a ser usado pela Apollo 11 para o pouso na Lua. Com os astronautas James McDivitt e Russell Schweikart em seu interior, ele separou-se por mais de 160 km do módulo de comando, pilotado por Scott, e retornou.[7]
Depois de treinar como comandante-reserva da Apollo 12, seu terceiro e último voo espacial foi no comando da Apollo 15, lançado em 26 de julho de 1971, ao lado de Alfred Worden e James Irwin, permanecendo três dias na superfície da Lua realizando experimentos científicos e colhendo amostras geológicas em Hadley–Apennine.[2] Durante a missão ele demonstrou a validade de uma das teorias de Galileu Galilei de 1589, séculos antes, de que no vácuo todo os objetos independente do peso caem na mesma velocidade, ou seja, que a massa de um objeto não afeta a força gravitacional, deixando cair das mãos um martelo e uma pena que chegaram ao chão ao mesmo tempo.[8]
A Apollo 15 foi considerada um grande sucesso, porém a imagem dos três astronautas foi manchada após seu retorno quando foi descoberto que eles tinham levado quatrocentos cartões postais não-autorizados para a Lua, para venda posterior por US$7000 dólares para cada astronauta,[9][10] segundo ele para garantir os estudos dos filhos. Scott os carregou para o módulo de comando dentro de seu traje espacial e durante o voo os transferiu para o módulo lunar, levando-os à superfície.[11] Essa postura, feita sem conhecimento da direção da agência, era contrária a todas as regras da NASA; Scott, Worden e Irwin foram repreendidos e nunca mais voaram para o espaço, sendo removidos da função de reservas da Apollo 17. Scott depois disso foi assistente-especial do projeto Apollo-Soyuz, o voo conjunto entre americanos e soviéticos e tornou-se diretor do Centro de Pesquisa de Voo Dryden entre 1973 e 1977, até se aposentar da NASA.[2]
Desde então ele trabalhou em vários projetos e corporações relacionadas com o espaço, fundando a Scott Science and Technology, Inc. e também atuando como consultor em algumas obras de ficção sobre o programa espacial dos Estados Unidos. Foi consultor especial do filme Apollo 13 e da minissérie da HBO From the Earth to the Moon.[12] Em 2006, escreveu junto com o cosmonauta soviético Alexei Leonov o livro Two Sides of the Moon: Our Story of the Cold War Space Race, com prefácios de Tom Hanks e Neil Armstrong.[12]
Em 2015, outro assunto relativo aos artefatos levados na missão da Apollo 15 veio à tona e foi parar nos tribunais. Scott havia levado um relógio de pulso e um cronômetro da marca Bulova para a Lua sem autorização de Donald Slayton, o chefe do departamento de astronautas,[13] usando o relógio de pulso na terceira AEV depois que seu relógio anterior fornecido pela NASA perdeu o cristal. Naquele ano ele vendeu o relógio numa audição por US$1,625 milhão de dólares[14] e, com a publicidade do assunto, a empresa se aproveitou do fato para fazer marketing de peças similares citando Scott e a Apollo 15. Ele processou a Bulova e a joalheria responsável nas cortes federais em 2017 e no ano seguinte um juiz federal autorizou que ele prosseguisse em algumas de suas reclamações de uso indevido de imagem contra as duas empresas

Harrison Hagan "Jack" Schmitt (Santa Rita, 3 de julho de 1935) é um astronauta, geólogo e ex-senador dos Estados Unidos. Foi um dos integrantes da missão Apollo 17,

Harrison Hagan "Jack" Schmitt (Santa Rita3 de julho de 1935) é um astronautageólogo e ex-senador dos Estados Unidos. Foi um dos integrantes da missão Apollo 17,


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Harrison Schmitt
Nome completoHarrison Hagan Schmitt
Nascimento3 de julho de 1935 (84 anos)
Santa RitaEstados Unidos
NacionalidadeEstados Unidos norte-americano
Alma materInstituto de Tecnologia
da Califórnia

Universidade de Oslo
Universidade Harvard
Ocupaçãogeólogo
Carreira espacial
Astronauta da NASA
Tempo no espaço12d 13h 52min
SeleçãoGrupo 4 da NASA 1965
Tempo de AEV20h 35min
MissõesApollo 17
Insígnia da missãoApollo 17-insignia.png
Aposentadoria30 de agosto de 1975
PrêmiosMedalha de Serviço
Distinto da NASA
Harrison Hagan "Jack" Schmitt (Santa Rita3 de julho de 1935) é um astronautageólogo e ex-senador dos Estados Unidos. Foi um dos integrantes da missão Apollo 17, a última a pousar na Lua, em dezembro de 1972.[1] Nesta missão, ele se tornou o primeiro membro do grupo de astronautas–cientistas da NASA a ir ao espaço.[2] Ele continua a ser o único cientista profissional a ter voado em uma órbita para fora da Terra e a ter visitado a Lua.[3] Ele foi um membro bastante influente da comunidade de geólogos do Programa Apollo e, antes de começar sua própria preparação para a missão, fazia parte da equipe de cientistas que fazia treinamento rotineiro visando uma viagem à Lua.

NASA[editar | editar código-fonte]

Antes de se juntar à NASA, como membro de primeira equipe de astronautas-cientistas da agência espacial, em 1965, “Jack” Schmitt trabalhou no Centro de Astrogeologia dos Estados Unidos, onde realizou diversas experiências e desenvolveu técnicas de geologia de campo, que viriam a ser utilizadas pelas tripulações das missões Apollo.[5] Após sua admissão na agência espacial, ele exerceu um papel chave no treinamento dos astronautas da Apollo, para ajudá-los a ser bons observadores geológicos, quando estivessem na órbita lunar, e competentes geólogos de campo na superfície do satélite. Ao fim de cada missão, ele participava dos exames e avaliações do material recolhido e ajudava as equipes nos aspectos científicos de suas missões.
Como ele era o único geólogo profissional no time de astronautas e havia se graduado na pilotagem dos módulos de comando e lunar, não foi surpresa quando foi escolhido para se tornar tripulante da última das missões lunares, a Apollo 17, onde exerceu um trabalho fundamental no exame e coleta de materiais rochosos da região lunar de Taurus-Littrow, em companhia do comandante da missão, Eugene Cernan. Durante a missão, ele recolheu do solo lunar a rocha designada como "Troctolite 76535", que vem sendo chamada de "sem dúvida a mais interessante amostra rochosa trazida da Lua".[6] Entre outras distinções, ela é uma peça central nas evidências que sugerem que a Lua um dia teve um campo magnético ativo.[7]
Na volta para a Terra, Schmitt tirou uma das mais famosas e divulgadas fotografias da terra vista do espaço, batizada como A Bolinha Azul, mostrando integralmente todo o planeta azul e esférico brilhando no espaço.[8]

Política[editar | editar código-fonte]

Em agosto de 1975, Harrison Schmitt deixou a NASA para concorrer ao senado americano pelo Partido Republicano, sendo eleito senador pelo estado do Novo México, seu estado natal.[9] Derrotado nas eleições para um segundo mandato, passou a trabalhar como consultor em geologia, espaço e políticas públicas.[10]
Ainda na atualidade, continua advogando o retorno à Lua, para que se possa utilizar o satélite como fonte de hélio-3, um tipo de isótopo radioativo de hélio abundante na Lua, combustível fundamental para o desenvolvimento de reatores nucleares a serem usados como propulsores de motores de naves espaciais, capaz de atingir velocidades muito maiores que as atuais, possibilitando a exploração espacial dos satélites e planetas mais distantes do nosso sistema solar.