sexta-feira, 15 de maio de 2026

Olga Maria de Souza: A brasileira que virou ícone mundial da música eletrônica

 

Olga de Souza
Olga durante um show em 2013
Informações gerais
Nome completoOlga Maria de Souza
Também conhecido(a) comoCorona
Nascimento16 de julho de 1968 (57 anos)
Rio de JaneiroRJ
Gênero(s)
Ocupação
  • cantora
  • modelo
Instrumento(s)vocal
Período em atividade1993–presente
Afiliação(ões)Corona
Página oficialwww.coronadance.it

Olga Maria de Souza (Rio de Janeiro16 de julho de 1968) é uma modelo e cantora itálo-brasileira, que se tornou conhecida mundialmente por fazer parte do projeto de eurodanceCorona, nome com o qual ainda se apresenta e, as vezes, se auto-intitula. Originalmente ela apenas "dublava" outras cantoras profissionais, incluindo o maior sucesso do grupo, "The Rhythm of the Night", mas desde 2006 é a única voz ouvida em gravações e concertos de Corona.[1]

Vida

Nasceu e cresceu na Favela de Parada de Lucas, subúrbio do Rio de Janeiro[2] em uma família onde seu pai é músico e sua mãe cozinheira. Era escriturária numa agência da Caixa Econômica Federal[2] de Parada de Lucas e mudou-se para a Espanha e depois para Portugal, até se instalar na Itália, na década de 90.[3][4][5]

Foi descoberta pelo produtor italiano Francesco Bontempi, cantando "Garota de Ipanema" em um bar.[6] Fundaram o projeto Corona, onde apesar de Olga ser a figura nos álbuns e videoclipes ela não cantava ao vivo, com o maior sucesso do grupo, "The Rhythm of the Night", tendo a voz da cantora italiana Giovanna "Jenny B" Bersola, e o resto do disco de estreia tendo a galesa Sandra "Sandy" Chambers.[6]

Olga já foi casada com um brasileiro na Itália, mas logo divorciou-se.

Em 1998, a revista IstoÉ Gente, em uma reportagem com Olga, citou que a artista era a brasileira que mais pagava imposto de renda na Itália, em referência à sua fortuna.

Em 2002, Olga casou-se em Miami com o empresário italiano Gianluca Milano, com que vive até hoje.[7] Olga não teve filhos, impedida por um contrato de trabalho, mas já revelou interesse em adotar.[1][8]

Em 2013, Olga afirmou que "já tem o seu pé de meia", com uma casa no bairro do Morumbi, em São Paulo; um sítio no interior do mesmo estado; uma casa em Roma; uma casa no Rio de Janeiro; uma casa em Portugal; uma casa na Espanha e uma "vida financeira" confortável. "Meu marido me ensinou a economizar. Sou muito 'gastona', amo grifes, às vezes compro sapatos e bolsas e escondo na garagem para não levar bronca. Coloco talco para fingir que é poeira" declarou.[7]

Em 2010, o jornal italiano Corriere della Sera estimou a fortuna de Olga em cerca de 10 milhões de euros.[9]

Olga tem sua própria gravadora na Itália, a 1st Pop, uma subsidiária da Universal Records.

Em 2014, Corona veio passar uma temporada no Brasil e escolheu morar em São Paulo.[10] Nesse período ela participou de um reality show e de vários programas de TV.[3] Em março de 2019, ela se mudou novamente para a Itália.[3]

Referências

  1.  «Fui dormir Olga e acordei Corona, diz cantora»Folha. Consultado em 1 de julho de 2016
  2.  «Cantora Corona vira meme após coronavírus: 'Melhor se o mundo fosse contagiado pela música'»Extra Online. 1 de fevereiro de 2020. Consultado em 27 de março de 2023
  3.  «Cantora brasileira Corona está de volta à Itália e, aos 50, revela sonho de ser mãe»gshow. Consultado em 27 de março de 2023
  4. «Me - Corona - Olga de Souza»www.coronadance.it. Consultado em 27 de março de 2023
  5. Duffles, Barbara (6 de agosto de 2011). «Por onde anda Corona, do hit 'The Rhythm of the Night'?»Ego. Globo. Consultado em 21 de setembro de 2024. Arquivado do original em 3 de dezembro de 2013
  6.  Pinheiro, Pedro Henrique (21 de maio de 2020). «#TBTMDQA: Corona e "The Rhythm of the Night", um dos maiores hits do movimento eurodance»Tenho Mais Discos Que Amigos!. Consultado em 27 de março de 2023
  7.  EGO, Bárbara Duffles do; Rio, no. «Corona volta ao Brasil nos 20 anos de 'The Rhythm of the Night': 'Hit eterno'»Ego. Consultado em 27 de março de 2023
  8. EGO, Rodrigo Soares Do; Paulo, em São. «Corona fala sobre maternidade: 'Penso em adotar uma criança'»Ego. Consultado em 27 de março de 2023
  9. «Corona: 'il mio nuovo ritmo della notte' - Corriere del Mezzogiorno»corrieredelmezzogiorno.corriere.it. Consultado em 27 de março de 2023
  10. «Lembra dela? Corona retorna ao Brasil e mostra seu amor por São Paulo»Quem. Consultado em 27 de março de 2023

Olga Maria de Souza: A brasileira que virou ícone mundial da música eletrônica

Olga Maria de Souza (Rio de Janeiro, 16 de julho de 1968) é uma modelo, cantora e empresária itálo-brasileira que marcou a história da música eletrônica nos anos 1990 como o rosto e a marca do projeto Corona. Sua trajetória — da vida simples em uma favela carioca ao estrelato global, passando por uma das maiores polêmicas da cena dance — é uma das mais curiosas e bem-sucedidas da música pop. Hoje, ela é a voz oficial do projeto que a tornou famosa e mantém uma carreira sólida na Europa e no Brasil.

📍 Origem e início de vida

Olga nasceu e cresceu na Favela de Parada de Lucas, na zona norte do Rio de Janeiro, em uma família humilde: seu pai era músico e sua mãe, cozinheira. Antes de se tornar artista, ela trabalhava como escriturária em uma agência da Caixa Econômica Federal, na mesma região onde morava.
Nos anos 1990, em busca de novas oportunidades, deixou o Brasil: morou primeiro na Espanha, depois em Portugal e finalmente se estabeleceu na Itália, país onde construiria toda a sua carreira e se tornaria uma das estrelas mais conhecidas da música europeia.
Tudo mudou quando ela foi descoberta pelo produtor italiano Francesco Bontempi, dono de uma gravadora, enquanto cantava Garota de Ipanema em um bar. Impressionado com sua beleza, carisma e presença de palco, ele a convidou para integrar um novo projeto de eurodance que estava criando: o Corona.

🎵 O fenômeno Corona: O rosto por trás das vozes

O projeto explodiu em 1993 com o lançamento da música The Rhythm of the Night, que se tornou um dos maiores sucessos de todos os tempos da música eletrônica, tocada no mundo inteiro e símbolo dos anos 90. Olga aparecia em todos os videoclipes, capas de discos, entrevistas e se apresentava nos palcos como se fosse a cantora.
Porém, com o tempo, veio à tona uma das maiores polêmicas da época: Olga não era quem cantava nas gravações originais. A voz marcante de The Rhythm of the Night pertencia à cantora italiana Giovanna “Jenny B” Bersola, enquanto outras faixas do primeiro álbum tinham a voz da cantora galesa Sandra Chambers. A função de Olga, no início, era apenas visual: ser a imagem do grupo, dublar as canções nos palcos e representar o projeto.
A revelação causou surpresa, mas não apagou o sucesso: Olga se tornou uma figura querida e reconhecida, e o nome Corona ficou definitivamente ligado à sua imagem. A situação mudou completamente em 2006, quando ela assumiu de vez os vocais: desde então, é a única voz ouvida em todas as gravações e apresentações ao vivo, comandando o espetáculo como artista completa.

💍 Vida pessoal, fortuna e estilo de vida

A vida pessoal de Olga sempre chamou atenção pela sua trajetória de superação e pelo sucesso financeiro.
  • Casou-se pela primeira vez com um brasileiro que morava na Itália, mas a união durou pouco.
  • Em 2002, casou-se em Miami com o empresário italiano Gianluca Milano, com quem vive até hoje. O casal não tem filhos: na época do auge, um contrato de trabalho a impedia de ser mãe, e embora já tenha manifestado vontade de adotar, isso ainda não aconteceu.
  • Em 1998, uma reportagem da revista IstoÉ Gente revelou que ela era a brasileira que mais pagava Imposto de Renda na Itália, prova de sua enorme renda na época.
  • Em 2010, o jornal Corriere della Sera estimou sua fortuna em cerca de 10 milhões de euros.
  • Hoje, ela possui um patrimônio espalhado pelo mundo: tem casas em Roma, Rio de Janeiro, São Paulo (bairro do Morumbi), interior paulista, Portugal e Espanha. Em entrevistas, ela costuma brincar sobre seu gosto por luxo: “Amo grifes, às vezes compro sapatos e bolsas e escondo na garagem para não levar bronca do meu marido. Coloco talco para fingir que é poeira”, já declarou.
Além de cantora e modelo, ela também é empresária: é dona da gravadora 1st Pop, uma subsidiária da Universal Records na Itália.

🌎 Ida e volta entre Brasil e Europa

Em 2014, depois de décadas morando fora, Olga decidiu passar uma temporada longa no Brasil e escolheu São Paulo como sua casa. Por aqui, participou de programas de televisão, deu entrevistas, participou de um reality show e reaproximou-se do público brasileiro, que a viu como uma representante de sucesso no exterior. Em março de 2019, decidiu voltar a morar definitivamente na Itália, onde mantém sua agenda de shows na Europa.
Mesmo após mais de 30 anos de carreira, o nome Corona continua sendo sinônimo de festa e nostalgia, e Olga Maria de Souza segue sendo a pessoa que transformou uma história de oportunidade em uma trajetória única: de escriturária em uma agência bancária no Rio a estrela internacional dona de um dos maiores clássicos da música mundial.

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