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segunda-feira, 11 de junho de 2018

CONFÚCIO


CONFUCIOFoi o mais famoso filósofo e pensador político da China e viveu entre 552 e 479 a.C.. Seu nome verdadeiro era Ch’iu K’ung, mas ele se tornou conhecido como Mestre Kung. Dependendo dos ideogramas utilizados, essa expressão podia ser grafada em chinês de diversas formas: K’ung-fu-tzu, K’ung-tzu, Kongfuzi ou Kongzi, o que explica por que os jesuítas europeus latinizaram o nome do sábio para Confucius, por volta dos séculos 16 e 17.
Nascido no norte da China, na adolescência já chamava a atenção como estudante exemplar. Depois seguiu uma brilhante carreira de professor, demonstrando grande conhecimento nas mais variadas áreas, de história e aritmética a poesia, música e caligrafia. Infelizmente, Confúcio não deixou nenhuma obra escrita, mas seus discípulos coletaram pequenos provérbios do mestre, além de diálogos com ele, e os reuniram em um texto intitulado Lun Yu (Os Analectos). De qualquer forma, a herança deixada pelo filósofo para o mundo oriental, vai muito além disso.
“O confucionismo é a base da ética empresarial japonesa. Também em alguns dos chamados Tigres Asiáticos, como Coréia do Sul e Cingapura, ele é promovido como sistema filosófico a encorajar o desenvolvimento econômico”, afirma o historiador Ricardo Gonçalves, da USP. Isso porque os pensamentos de Confúcio pregavam, por exemplo, a importância da educação para melhorar a sociedade, com destaque à construção do caráter e não apenas ao acúmulo de conhecimentos. Ele também criou programas de treinamento para líderes em potencial.  “Seu objetivo era formar homens perfeitos, que, tornando-se membros da burocracia estatal, ajudassem a construiu o estado ideal”, diz Ricardo.
Confúcio viajou por diversos destes reinos, esteve em íntimo contato com o povo e pregou a necessidade de uma mudança total do sistema de governo por outro que se destinasse a assegurar o bem-estar dos súditos, pondo em prática alguns processos tão simples como a diminuição de contribuições e o abrandamento das penalidades. Embora tentasse ocupar um alto cargo administrativo que lhe permitisse desenvolver suas idéias na prática, nunca o conseguiu, pois tais idéias eram consideradas muito perigosas pelos que mandavam. Aquilo que ele não pôde fazer pessoalmente acabaram por fazer alguns dos seus discípulos, que, graças à boa preparação por ele ministrada, se guindaram, dia após dia, aos cargos mais elevados. Já idoso, retirou-se para a sua terra natal, onde morreu com 72 anos.
Algumas pessoas consideram o confucionismo uma religião. O mestre chinês realmente pregava certos rituais em homenagem a ancestrais, mas os seus ensinamentos representam muito mais um sistema de ética e política que uma religião, como deixam claro algumas de suas máximas:
– Se nem consegues te relacionares corretamente com os vivos, por que te preocupas com o culto aos espíritos?
– A maior glória não é ficar de pé, mas levantar-se cada vez que se cai.
– A natureza dos homens é a mesma, são os seus hábitos que os mantém separados.
– Aquele que cometeu um erro e não o corrigiu, está cometendo outro erro.
– Aquele que mais estima o ouro do que a virtude há de perder a ambos.
– A virtude da humanidade consiste em amar os homens; a prudência, em conhecê-los.
– Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida.
– Há homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido..
– É melhor acender uma vela que amaldiçoar a escuridão.
– O homem de bem exige tudo de si próprio; o homem medíocre espera tudo dos outros.
– O homem superior age antes de falar e depois fala de acordo com suas ações.
– O que eu ouço, esqueço. O que eu vejo, lembro. O que eu faço, aprendo.
– Saber o que é certo e não fazê-lo é a pior covardia.
– Transportai um punhado de terra todos os dias, e fareis uma montanha.
Apesar desses pensamentos permitirem a idéia de conformismo, de aceitação passiva, Confúcio pregava o cumprimento do dever por parte de cada elemento da sociedade, como forma de lhes fortalecer e moderar o espírito para evitar os excessos. Sua doutrina pregava a criação de uma sociedade capaz, culturalmente instruída e disposta ao bem estar comum, fundamentada  nos seguintes princípios:humanidade (altruísmo), cortesia, conhecimento ou sabedoria moral, integridade, fidelidade e honradez.
Pouco antes de morrer, o sábio chinês dizia que “Quando tinha 15 anos, pus meu coração a aprender; aos 30, estava firmemente estabelecido; aos 40 não tinha mais dúvidas; aos 50 conhecia os desígnios do Céu; aos 60 estava disposto a escutá-lo; aos 70 podia seguir o que meu coração me indicava sem transgredir o que é correto”.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Confúcio


http://www.efecade.com.br/wp-content/uploads/2013/01/CONFUCIO.jpg“Há homens que perdem a saúde para juntar dinheiro e depois perdem o dinheiro para recuperar a saúde. Por pensarem ansiosamente no futuro, esquecem o presente, de tal forma que acabam por nem viver no presente nem no futuro. Vivem como se nunca fossem morrer e morrem como se nunca tivessem vivido…”.
(Confúcio)
Confúcio nasceu em 551 a.C. e morreu em 479 a.C. Ele é tido como um dos principais filósofos Chineses de todo o Oriente. Seus pensamentos, compilados nos Analectos de Confúcio, obra tão importante para os orientais quanto a Bíblia é para os ocidentais.  O livro é um dos poucos registros confiáveis sobre os ensinamentos de Confúcio e é composto por diversos aforismos que o pensador chinês deixou como legados aos seus discípulos e admiradores.
A vida do pensador começou na região Nordeste da China, onde atualmente localiza-se a província Xantung. Aos três anos de idade, Confúcio perde o pai, que sustentava a família, e começa a passar dificuldade junto de sua mãe. Mesmo assim, estudou história e arqueologia até tornar-se professor. As influências de sua filosofia foram Lao Tzu, o Taoísmo e K’ung Fu-Tzu. Apesar disso, Confúcio seguiu um caminho diferente, sem se apegar à assuntos como o pós-vida. Seus ensinamentos tinham eram mais centrados em melhorar a relação entre as pessoas. “Quem não sabe o que é a vida, como poderá saber o que é a morte?” – dizia em um de seus aforismos.
A carreira de Confúcio tomou uma nova direção quando se tornou filósofo da corte. Com este título, tentava fazer com que os governantes chineses dessem bons exemplos a serem seguidos pela sociedade. Para ele, um bom governo começava com a “virtude interior”, que faria com que os líderes ganhassem o respeito dos comandados. Apesar disso, Confúcio desaprovava qualquer tipo de tirania e mantinha a ideologia de que o Estado existia para beneficiar a população.
Os livros de Confúcio são compilações de seus aforismos e consistem nas seguintes obras: Livro dos Poemas, o Livro da História, o Livro das Etiquetas e o Livro das Mutações (o 1º I Ching). Estes escritos, mesmo após a morte do pensador, foram passados de geração em geração, além de terem ganhado diversas versões como as de Chang Yü, Cheng Hsüan e de Ho Yen.
Algum tempo depois, Confúcio foi traduzido para as línguas ocidentais e seus pensamentos tornaram bastante conhecidos na Europa e, posteriormente, nas Américas. Atualmente, o Confucionismo tem milhões de seguidores e muitos de seus pensamentos são popularmente conhecidos e utilizados no dia a dia. Frases como “não faça aos outros o que você não quer que seja feito a você”, “o silêncio é um amigo que nunca trai” e “o homem superior atribui a culpa a si próprio; o homem comum aos outros” são de sua autoria.
Por Felipe Araújo
Fontes:
http://www.ahistoria.com.br/biografia-de-confucio/
http://pensador.uol.com.br/frases_curtas_confucio/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Conf%C3%BAcio
www.infoescola.com