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quarta-feira, 20 de junho de 2018

William Shakespeare


SHAKESPEAREWilliam Shakespeare nasceu em Stratfor-on-Avon, Inglaterra, em 1564, e morreu em 23/04/ 1616, no mesmo lugar. Poeta, autor dramático e ator, ele viveu numa época em que a biografia era quase desconhecida como gênero literário, e por isso documentos sobre sua pessoa foram perdidos. Mas sua vida está registrada em várias fontes, ao contrário de outros contemporâneos dos quais se conhecem apenas as desventuras sofridas pelos conflitos com as autoridades e a lei.
Terceiro filho de John Shakespeare, pequeno proprietário de terras, abandonou a escola primária onde fora matriculado, para ajudar o pai em suas atividades comerciais, mas apesar de não ter feito novos estudos sistemáticos, sempre se dedicou à leitura: seu conhecimento da Bíblia, de Homero, de Plutarco, de Sêneca e dos grandes renascentistas, transparece em suas peças. Aos 18 anos casou-se com Anne Hathaway, que lhe deu três filhos: Susana, nascida seis meses após o casamento, e os gêmeos Judithe e Hammet, este falecido em 1596, aos onze anos, tendo sua morte inspirado um conto de dor e saudade: O Rei João. Não se sabe com certeza se nos anos seguintes ele se tornou professor de uma escola na província, ou se permaneceu a serviço de um senhor de Lancashire. Em 1592 o escritor inglês Robert Greene falou da notoriedade que Shakespeare vinha conquistando com seus dramas, sendo provável que, nessa época, estivesse envolvido com alguma companhia teatral..
Em 1593, com o fechamento dos teatros em virtude da peste negra (peste bubônica), o poeta entrou em contato com alguns aristocratas amantes da poesia. Vênus e Adonis (1593) e The Rape of Lucrecia (1594), são obras dedicadas ao conde de Southanpton, protetor que lhe dispensou considerável ajuda em dinheiro. Com a reabertura dos teatros, Shakespeare já aparece como sócio da Companhia Lord Chamberlain, a mais importante da época: o lucro que obteve permitiu-lhe adquirir uma casa em Stratford, assim como dar a seu pai, que havia falido, um brasão de nobreza.
Nada se pode afirmar sobre sua atividade diretamente teatral antes da formação da Companhia Lord Chamberlain, mas com certeza ele não foi um dos seus sócios desde o princípio, pois em março de 1594 cobrou pelas comédias que a companhia representou na corte. Mais tarde, além de ser acionista da companhia, Shakespeare tornou-se um dos proprietários do Globe Theater, onde sua função principal era a de comediógrafo, não existindo evidências de que tenha escrito para outras companhias. Até o começo do século 17, pelo menos, ele unia a sua atividade de escritor à de ator, mas sobre seu talento cênico só existem alguns comentários vagos.
O aspecto pouco colorido da vida do autor favoreceu o surgimento da teoria baseada em idéias preconceituosas e sem muita lógica, segundo a qual as obras de Shakespeare teriam sido escritas por Francis Bacon, ou então por outros autores ou mesmo uma sociedade deles. Contudo, entre seus contemporâneos não se levantou a menor dúvida quanto à paternidade dos dramas, nem se conseguiu demonstrar o pressuposto desinteresse por sua produção: o catálogo de seus trabalhos prova que ele já era bastante conhecido em 1598. Exames estatísticos revelaram que entre 1598 e 1601, foram publicadas mais edições originais e mais reimpressões de Shakespeare, que de qualquer outro autor desse tempo. São numerosas as alusões de seus contemporâneos a ele e suas obras.
Até meados da década de 1680, o teatro popular inglês era invariavelmente rimado, e a maior contribuição dos eruditos para os dramaturgos populares foi a libertação da rima, Os versos brancos, que possuem métrica, mas não utilizam rimas, foram introduzidos no teatro sério e a prosa na comédia, sendo os dois combinados na peça popular com alguns versos rimados, para dar ênfase ou produzir um efeito lírico. Shakespeare combina os três tipos em quase todas as suas peças, mas numa proporção bastante variada. Enquanto 94% de Júlio César são versos brancos, As Alegres Comadres de Windsor tem 87% em prosa e somente 10% em versos brancos; Os Trabalhos de Amor Perdido é rimado em quase 50%, ao passo que muitas outras peças quase não contêm rimas. Na maioria delas a rima é um enfeite ocasional, enquanto a prosa se alterna com o verso branco predominante nas cenas realistas e cômicas. A prosa é coloquial e colorida, e o verso é cada vez mais bem feito, mais ágil, mais variado metricamente e mais harmonioso. Ambos são muito expressivos, como deve ser a fala dramática, mas conseguem preservar os ritmos da “fala natural”. Assim, a linguagem varia desde a mais poética até mais trivial, aparecendo inclusive o palavrão.
O texto shakesperiano não tem unidade de tempo e lugar no sentido clássico. A peça é construída de pequenas cenas que determinam um corte no tempo e no espaço, de maneira que em poucas horas de representação ela pode resumir vários anos da vida do personagem. Nas peças de Shakespeare existe sempre um enredo principal e um secundário, formando duas histórias destacadas que se desenvolvem paralelamente. A distinção dos gêneros também não é rígida, podendo-se encontrar cenas cômicas em tragédias, ou vice-versa.
Embora haja divergências entre os peritos, a cronologia das obras é mais ou menos esta: 1590, a segunda e terceira partes de Henrique VI; 1591, primeira parte de Henrique VI; 1592, Ricardo III A Megera Domada; 1594, Os Dois Cavalheiros de Verona, Os Trabalhos de Amor Perdido Romeu e Julieta; 1595, Ricardo II Sonho de Uma Noite de Verão; 1596, O Mercador de Veneza; 1597, primeira e segunda partes de Henrique IV; 1598, Muito Barulho Por Nada  e Henrique V; 1599, Júlio César, As Alegres Comadres de Windsor Como Queiram; 1600, Noite de Reis Hamlet; 1601, Tróilo Cressida; 1602, Tudo Vai Bem Quando Acaba Bem; 1604, Medida por Medida Otelo; 1605, Macbeth  e O Rei Lear; 1606, Antônio e Cleópatra; 1607, Coriolano e Timão de Atenas;  1608, Péricles, 1609, Cimbelino, 1610, Conto do Inverno; 1611, A Tempestade; 1612, Henrique VIII.
William Shakespeare dividiu seus esforços quase igualmente entre os quatro maiores gêneros de teatro existentes noos grandes palcos de Londres: tragédias, comédias, dramas históricos e pastorais. As pastorais não eram necessariamente peças sobre pastores, pastoras e deuses da floresta, mas qualquer peça na qual os amantes tivessem de vencer obstáculos exteriores para finalmente se unirem.
Fonte: Enciclopédia Abril

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

William Shakespeare

Pouca coisa se sabe sobre a vida de William Shakespeare. A falta de maiores informações sobre sua vida chegou a inspirar dúvidas quanto à verdadeira autoria de suas peças. Sabe-se apenas, com certeza, que ele nasceu em Stratfordon-Avon, a 22 de abril de 1564, e morreu na mesma cidade, a 23 de abril de 1616. Teria freqüentado o colégio público de sua cidade natal, casado muito cedo e se tornado ator. Ao transferir-se para Londres, em 1592, já era um dramaturgo conhecido. Dono do Globe
Theatre, tornou-se um homem próspero e aplicou os lucros na compra de propriedades e terrenos em sua cidade, onde se instalou definitivamente em 1611.
A arte dramática de Shakespeare pode ser dividida em três fases. Numa primeira, que vai de 1590 a 1602, o dramaturgo escreveu comédias alegres e ligeiras, dramas históricos e tragédias no estilo renascentista. a segunda fase, iniciada em 1602 e que vai até aproximadamente 1610, caracteriza-se por tragédias grandiosas e comédias amargas; enquanto na terceira fase, que vai até o fim de sua vida, foram produzidas peças feéricas com finais conciliatórios. Embora alguns críticos queiram atribuir essas diferenças a acontecimentos de sua época, não há evidências que possam comprovar essa teoria. O mais provável é que tenha ocorrido uma simples mudança de estilo.
Sua primeira peça, "Titus Andronicos", escrita provavelmente em 1590, já trazia alguns elementos do universo shakespeariano: uma tragédia de horrores, cheia de assassinatos e violações, em que se vislumbra o toque do supremo analista da alma humana. Apesar de ter gozado de grande popularidade na época, essa obra seria mais tarde considerada indigna de Shakespeare. Em seguida, começou a elaborar peças históricas e comédias populares. Dessa fase, são mais conhecidas hoje: "A megera domada", cuja fonte foi uma antiga peça anônima e escrita apenas para divertir o público; "Romeu e Julieta", derivada de um insípido poema de Arthur Brooke, que se tornou a mais célebre das tragédias de amor de todos os tempos e a obra mais conhecidas do autor; e "Julio César", sua ultima peça renascentista.
Das tragédias de sua segunda fase, constam algumas das suas mais famosas obras: "Hamlet" (1601), onde se discute a condição humana e a loucura do poder; "Macbeth" (1606), uma visão aguda e sombria da ambição e da atmosfera asfixiante inerente à tirania; e, "Rei Lear" (1607), um enfoque da crueldade humana, incrustada na tragédia de um amor fatal, considerada, por muitos, a sua maior obra. De sua ultima fase, a peça mais conhecida é "A tempestade", que, apesar de seu final conciliatório, mostra o contraste violento entre o monstro Caliban e o angelical Ariel.
Autor de trinta e sete peças teatrais, Shakespeare é considerado o maior dramaturgo da literatura universal. O fato de ter escrito à maneira de sua época, o fértil renascimento elisabetano, com uma técnica que nada tem em comum com a antiguidade grega ou o classicismo francês, foi durante muito tempo obstáculo para o reconhecimento de sua obra, muito mais influenciada por autores ingleses seus contemporâneos como Marlowe, Middleton ou John Webster do que pelos clássicos. Também poeta, Shakespeare escreveu dois poemas narrativos durante a juventude e mais de cem sonetos, considerados os mais belos da língua inglesa.
OBRAS:
Hamlet
Muito barulho por nada
Medida por medida
A tragédia do rei Ricardo II
A famosa história da vida do rei Henrique VIII
Henrique IV (parte I)
Henrique IV (parte II)
Vida e morte do Rei João
Macbeth
A Tempestade
A megera domada
Otelo
Júlio César
Rei Lear
Romeu e Julieta
Conto de inverno
Antônio e Cleópatra
Sonho de uma noite de verão
Tudo bem quando termina bem
As alegres senhoras de Windsor
A Comédia dos erros
O Mercador de Veneza
Os dois cavalheiros de Verona
Trabalhos de amor perdidos
A tragédia do rei Ricardo III
Coriolano
Tito Andrônico
Fonte: www.juraemprosaeverso.com.br