domingo, 20 de novembro de 2022

Iván Duque Márquez (Bogotá, 1 de agosto de 1976)

 Iván Duque Márquez ( Bogotá, 1 de agosto de 1976)


Iván Duque Márquez
55.º  Presidente da Colômbia
Período7 de agosto de 2018
à 7 de agosto de 2022
Vice-presidenteMarta Lucía Ramírez
Antecessor(a)Juan Manuel Santos
Sucessor(a) Gustavo Petro
15.º Presidente da  Comunidade Andina
Período8 de julho de 2020
a 18 de julho de 2021
Antecessor(a) Jeanine Áñez
Sucessor(a)Guillermo Lasso
2.º Presidente do PROSUL
Período12 de dezembro de 2020
até a atualidade
Antecessor(a)Sebastián Piñera
9.º Presidente da  Aliança do Pacífico
Período11 de dezembro de 2021
a atualidade
Antecessor(a)Sebastián Piñera
Senador da Colômbia
Período20 de julho de 2014
a 10 de abril de 2018
Dados pessoais
Nascimento1 de agosto de 1976 (46 anos)
Bogotá
Nacionalidadecolombiano
Alma materUniversidade Sergio Arboleda
CônjugeMaría Juliana Ruiz Sandoval
PartidoCentro Democrático
ProfissãoPolítico, Advogado e Escritor
ResidênciaBogotá, Colômbia

Iván Duque Márquez (Bogotá, 1 de agosto de 1976) é um advogado e político colombiano. Foi presidente da Colômbia de 7 de agosto de 2018 até 7 de agosto de 2022, foi também senador da República de Colômbia[1][2][3] de 20 de julho de 2014 até 10 de abril de 2018.[4] Trabalhou como representante da Colômbia ante ao Banco Interamericano de Desenvolvimento BID.

Duque é advogado com especialização em Filosofia e Humanidades da Universidade Sergio Arboleda.[5][6] Em sua formação, conta com estudos executivos em negociação estratégica, políticas de alavancagem ao setor privado e gerencia de capital de risco de curta duração na Escola de Negócios e Governo da Universidade de Harvard.

Em 11 de março de 2018, Duque venceu os pré-candidatos Marta Lucía Ramírez e Alejandro Ordóñez na Grande consulta por Colômbia, sendo escolhido o candidato da direita às eleições presidenciais de 2018.[7][8] Nesse mesmo dia anunciou-se que Marta Ramírez seria a candidata a vice na chapa de Duque. Em 27 de maio de 2018 foi o vencedor do primeiro turno da eleição presidencial na Colômbia, obtendo 39,14% dos votos, que correspondem a 7 569 693 votos, sendo com isso a votação mais alta na história de um primeiro turno em eleição presidencial na Colômbia. Em 17 de junho de 2018 foi eleito Presidente da República ao vencer o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia com 54% dos votos, que correspondem a 10 373 080 votos contra 8 034 189 de seu rival Gustavo, obtendo um novo recorde: a votação mais alta na história de um segundo turno em eleição presidencial na Colômbia. Tomou posse como presidente no dia 7 de agosto de 2018.

Biografia

Iván Duque Márquez é o filho da cientista política Juliana Márquez Tom e do advogado Iván Duque Escobar (1937-2016), que foi governador da Antioquia entre 1981 e 1982, ex-ministro de minas e energia e registrador nacional do estado civil durante o Governo de Andrés Pastrana.[9] Iván Duque é casado com María Juliana Ruiz, pai de Luciana, Matías e Eloísa, irmão de Andrés e meio irmão de María Paula Duque Samper, esposa do jornalista Néstor Morais.[10][11][12]

Iniciou sua carreira profissional em 1999 como consultor na CAF-Banco de Desenvolvimento de América Latina, depois foi assessor do Ministério de Fazenda de Colômbia durante o governo de Andrés Pastrana. Posteriormente, entre 2001 e 2013, trabalhou no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) como conselheiro principal para Colômbia, Peru e Equador nos diretórios do Banco Interamericano de Desenvolvimento, a Corporação Financeira de Investimentos IIC e o Fundo Multilateral de Investimentos do grupo BID, além de ter sido o chefe da divisão de Cultura, Criatividade e Solidariedade.[13]

Duque também foi assessor internacional do ex-presidente Álvaro Uribe Vélez, dedicado à defesa da democracia e a promoção de Colômbia no exterior. Entre os anos 2010 e 2011 foi assessor da Organização da Organização de Nações Unidas (ONU).

É autor dos livros Maquiavel na Colômbia, O futuro está no centro, IndignAcción e coautor do livro O Efeito laranja.[14][15] Foi colunista do periódico Portfolio da casa editorial O Tempo na Colômbia.[16]

Iván Duque é casado com a advogada María Juliana Ruiz Sandoval, com quem possui três filhos: Luciana, Matías e Eloisa Duque Ruiz.[17]

Trajetória política

Para as eleições legislativas de 2014, Duque Márquez fez parte da lista fechada ao Senado da República do movimento político Centro Democrático, encabeçada pelo ex-presidente Álvaro Uribe. Duque ocupou a sétima posição da lista e foi eleito senador para o período 2014-2018.[18] Tomou posse no dia 20 de julho de 2014.

Durante seu período como senador, foi autor de quatro Leis da República:

  • Lei 1.822 do 4 de janeiro de 2017, que aumentou a licença de maternidade. O objetivo da lei é que as mães passem o maior tempo com seus filhos recém nascidos, benefício que também se estende a mães de filhos adotivos.[19][20]
  • Lei 1.831 do 2 de maio de 2017, para a instalação de desfibriladores em estabelecimentos públicos e lugares de alta frequentação popular com o fim de salvar vidas, em razão do infarto ser a principal causa de morte em Colômbia.[21]
  • Lei 1.809 de 29 setembro de 2016, para o uso do seguro- desemprego para pagamento dos seguros educativos, para que mais famílias possam enviar seus filhos à universidade.[22]
  • Lei 1.834 do 23 de maio 2017, a Lei Laranja, para a promoção, alavancagem e proteção das indústrias criativas e culturais.[23][24]

Em 10 de dezembro de 2017 foi eleito candidato à Presidência da República de Colômbia pelo partido Centro Democrático para as eleições de 2018. Duque ficou 29,47% pontos percentuais a frente dos outros dois pré-candidatos, Carlos Holmes Trujillo, que obteve o 20,15%, e Rafael Nieto, que obteve 20,06%.[25]

Em janeiro de 2018, anunciou-se a Coalizão da Centro Direita, consulta interpartididária também denominada A Grande Consulta por Colômbia, com os candidatos Iván Duque, Marta Lucía Ramírez e Alejandro Ordóñez, para definir o candidato do grupo à presidência. Em 11 de março de 2018, Duque se sagrou campeão da Consulta com um total de quatro milhões de votos. Marta Ramírez ficou em segundo lugar com um milhão e meio de votos. Alejandro Ordóñez obteve o terceiro lugar com 385 mil votos.[26] Durante seu discurso, Duque anunciou Marta Lucía Ramírez como sua vice-presidente na chapa.

Durante a campanha presidencial de 2018, Duque  acusou seu rival Gustavo Petro de ser apoiador de políticas dos ex-presidentes latino-americanos Fidel Castro e Hugo Chávez, associando a imagem do adversário aos governos de Cuba e da Venezuela.[27][28][29][30]

Vários integrantes do partido Centro Democrático, incluindo-o, têm afirmado que sua gestão estará focada em «vencer a ameaça da esquerda, e combater a miséria que traz o socialismo do século XXI a Colômbia».[31] Afirmando que a possível chegada ao poder de Petro levaria a que a Colômbia se converta numa “segunda Venezuela”.[32]

Por sua vez, vários analistas políticos têm afirmado que ditas declarações fazem parte de uma estratégia política e publicitária para ganhar adeptos por meio do medo e a desinformação sobre as políticas propostas por Petro.[33][34]

Petro, porém, negou as acusações, fazendo críticas ao Chavismo e a gestão de Hugo Chávez na Venezuela.[35][36][37]

Presidência

Durante seu governo, ocorreu a greve nacional colombiana de 2019 e 2021.[38][39] Desde que chegou ao poder, com o apoio do empresariado colombiano, Duque enfrentou uma crescente mobilização social, lidando com protestos estudantis e indígenas. A greve geral de 2019 emergiu em um momento de fragilidade política, de um governo que perdeu a maioria no legislativo, somada à desaprovação de 69% e à forçada renúncia do Ministro da Defesa, Guillermo Botero.[38]

Durante sessão no Senado sobre Botero, tomou-se conhecimento de uma operação militar resultante de oito menores mortos, no departamento de Caquetá, contra forças dissidentes das FARC, impulsionando a revolta da população que tomou as ruas.[40] As manifestações tiveram pautas diversas e foram convocadas pelo Comando Nacional Unitário, unindo as principais centrais sindicais e dos trabalhadores, contra várias políticas econômicas, inclusive as reformas que afetam o mercado do trabalho e o sistema previdenciário.[41] No episódio, Duque negou qualquer projeto legislativo para reformas previdenciárias, apesar dos Ministros do Trabalho e Finanças posicionarem-se a favor de reformas nessa seara. [42]

Em 2021, uma nova greve geral foi convocada contra uma reforma tributária,[43] mas acabaram ampliando a agenda agenda incluindo várias demandas, como pedido de mais empregos; acesso à saúde e à educação; renda básica mínima no período da pandemia; fim do uso do glifosato, utilizado para destruir as plantações de coca; e uma reforma da polícia nacional, controlada pelo Exército.[44]

Após um mês dos protestos, foram registradas dezenas de mortes no embate entre a polícia e os manifestantes,[45] o governo de Iván Duque e os líderes da greve anunciaram um "pré-acordo".[46][47]

A 26 de junho de 2022, foi agraciado com o grau de Grande-Colar da Ordem do Infante D. Henrique, de Portugal.[48]

Obra literária

Iván Duque também foi colunista dos diários O Colombiano, Portfolio e O Tempo, da Casa Editorial O Tempo e O País de Espanha. Teve os seguinte livros publicados:

  • 2007: Pecados Monetários
  • 2010: Maquiavel na Colômbia 19
  • 2013: A Economia Laranja: Uma Oportunidade Infinita (Coautor)
  • 2015: O Efeito Laranja
  • 2017: IndignAction
  • 2018: O futuro está no centro

Ver também

Referências

  1. ↑ «Iván Duque Márquez» (em espanhol)
  2. ↑ «Iván Duque Márquez: hoja de vida del candidato de Centro Democrático» (em espanhol)
  3. ↑ Caracol Radio. «Este es Iván Duque, candidato presidencial de la derecha» (em espanhol)
  4. ↑ El País (ed.). «Iván Duque presentó su renuncia a la curul en el Senado» (em espanhol)
  5. ↑ «Biografia Iván Duque» (em espanhol)
  6. ↑ «Senador Duque presenta su visión de país» (em espanhol)
  7. ↑ «Iván Duque gana consulta de derecha por encima de Ramírez y Ordóñez» (em espanhol)
  8. ↑ «Iván Duque gana la Gran Consulta por Colombia» (em espanhol)
  9. ↑ «Este es Iván Duque, el candidato uribista a la presidencia 2018» (em espanhol)
  10. ↑ «Las 22 cosas que no sabía de Iván Duque» (em espanhol)
  11. ↑ «Matrimonio Morales-Duque Samper» (em espanhol)
  12. ↑ «La engañosa cadena sobre Néstor Morales y su relación con Iván Duque» (em espanhol)
  13. ↑ «Duque arrasa y da un paso más hacia la Casa de Nariño» (em espanhol). Consultado em 18 de junho de 2018. Cópia arquivada em 12 de junho de 2018
  14. ↑ «Maquiavelo en Colombia» (em espanhol)
  15. ↑ Planeta de Libros (ed.). «Iván Duque» (em espanhol)
  16. ↑ «Columnas de Iván Duque» (em espanhol)
  17. ↑ Tiempo, Casa Editorial El (10 de maio de 2018). «¿Qué tanto conoce de María Juliana Ruíz, la nueva primera dama?». El Tiempo (em spanish). Consultado em 2 de junho de 2021
  18. ↑ «Elecciones de congreso 2014» (em espanhol)
  19. ↑ «Ley 1809 de 2016 Por medio de la cual se adiciona un parágrafo al artículo 102 de la Ley 50 de 1990 y se dictan otras disposiciones» (PDF) (em espanhol)
  20. ↑ «A partir del 2017, licencia de maternidad será de 18 semanas» (em espanhol)
  21. ↑ «Ley 1831 de 2017 Por medio de la cual se regula el uso del desfibriador externo automática (DEA) en transportes de asistencia, lugares de alta afluencia de público, y se dictan otras dispocisiones» (PDF) (em espanhol)
  22. ↑ «Ley 1809 de 2016 Por medio de la cual se adiciona un parágrafo al artículo 102 de la Ley 50 de 1990 y se dictan otras dsposiciones» (PDF) (em espanhol)
  23. ↑ «Ley 1834 2017 Por medio de la cual se fomenta la economía creativa Ley Naranja» (PDF) (em espanhol)
  24. ↑ «La Ley Naranja aprobada en el Congreso, explicada por el senador Iván Duque» (em espanhol)
  25. ↑ «Iván Duque, candidato del Centro Democrático a la Presidencia en 2018» (em espanhol)
  26. ↑ «Iván Duque, el gran ganador de la jornada» (em espanhol)
  27. ↑ «"El 'castrochavismo' no existe": afirma Gustavo Petro». W Radio (em espanhol)
  28. ↑ Juanita León. «'Sólo me atrevo a decir quién no será el nuevo presidente': Coronell» (em espanhol)
  29. ↑ «"No permitiremos que Colombia se vuelva como Venezuela": Iván Duque desde el Paseo Bolívar» (em espanhol)
  30. ↑ «Iván Duque dice que su mayor infelicidad sería ser gobernado por Gustavo Petro» (em espanhol)
  31. ↑ David Jáuregui Sarmiento. «Iván Duque será el candidato presidencial de la Gran Consulta por Colombia» (em espanhol)
  32. ↑ «Iván Duque será el candidato presidencial de la Gran Consulta por Colombia» (em espanhol)
  33. ↑ «Petro es parte del crecimiento de Iván Duque: Daniel Coronell» (em espanhol)
  34. ↑ «Descabezar o desprestigiar a Petro, esa es la consigna» (em espanhol)
  35. ↑ diariolasamericas.com, ed. (20 de abril de 2018). «Petro afirma que de ganar exportará alimentos a Venezuela» (em espanhol)
  36. ↑ El Nacional, ed. (18 de maio de 2018). «Gustavo Petro dijo que en Venezuela gobiernan "fuerzas de la muerte"» (em espanhol)
  37. ↑ Moreno, Juan (28 de fevereiro de 2018). «"No permitiremos que Colombia se vuelva como Venezuela": Iván Duque desde el Paseo Bolívar». El Heraldo (Colombia) (em espanhol)
  38. ↑ Ir para:a b Torrado, Santiago (19 de novembro de 2019). «Greve geral na Colômbia testa Governo de Iván Duque, desaprovado por 69%». EL PAÍS. Consultado em 2 de junho de 2021
  39. ↑ «Sobre a greve nacional na Colômbia em 28 de abril de 2021». Fundação Perseu Abramo. 6 de maio de 2021. Consultado em 2 de junho de 2021
  40. ↑ «O que move os protestos na Colômbia, mais um país latino-americano em onda de manifestações [23/11/2019]». noticias.uol.com.br. Consultado em 2 de junho de 2021
  41. ↑ «Os protestos contra Duque na Colômbia desde 2019». ISTOÉ Independente. 5 de maio de 2021. Consultado em 2 de junho de 2021
  42. ↑ «Colômbia tem protestos contra o governo Duque; Cali tem toque de recolher». G1. Consultado em 2 de junho de 2021
  43. ↑ «Colômbia completa um mês de protestos e mais pessoas morrem». G1. Consultado em 2 de junho de 2021
  44. ↑ «Duque recorre ao Exército após protestos ganharem força na Colômbia». Folha de S.Paulo. 30 de maio de 2021. Consultado em 2 de junho de 2021
  45. ↑ «Mortes em protestos aumentam, e Colômbia espera nova onda de covid-19». Agência Brasil. 12 de maio de 2021. Consultado em 2 de junho de 2021
  46. ↑ «Colômbia completa um mês de protestos sem avanço em negociações com governo». CNN Brasil. Consultado em 2 de junho de 2021
  47. ↑ «Militares são convocados na Colômbia para conter protestos em Cali». BBC News Brasil. 29 de maio de 2021. Consultado em 2 de junho de 2021
  48. ↑ «Alvará (extrato) n.º 9/2022, de 22 de julho - Concessão de alvarás a entidades agraciadas [DR II série n.º 141/2022 2022.07.22]». Assembleia da República. Consultado em 18 de setembro de 2022

Nenhum comentário:

Postar um comentário