quarta-feira, 15 de abril de 2026

BIA FERREIRA: A VOZ QUE TRANSFORMA DESCONFORTO EM MOVIMENTO E REVOLUCIONA A MÚSICA BRASILEIRA!

 

Bia Ferreira
Nascimento19 de abril de 1993 (32 anos)
Carangola
CidadaniaBrasil
Etniaafro-brasileiros
Ocupaçãocompositoracantoraartivista
Movimento estéticoMovimento negro no Brasilmovimentos LGBT no Brasil, feminismo afro-brasileiro, feminismo lésbico
Instrumentovoz

Bia Ferreira (Carangola,[1] 19 de abril de 1993) é uma cantoracompositoramulti-instrumentista e artivista brasileira.[1][2] Sua música, que ela define como "MMP - Música de Mulher Preta",[3][4][5] trata de temas como feminismo, antirracismo e LGBTfobia.[6][7] Ela afirma que sua música é feita para gerar um "desconforto" que gere "movimento", ao mesmo tempo em que se preocupa em fazer músicas agradáveis o suficiente para que suas mensagens não acabem rejeitadas.[8] Suas letras já foram consideradas "escrevivência", conceito de Conceição Evaristo.[9]

Infância e iniciação musical

Filha de uma família tradicional evangélica, Bia estudava música desde criança. Sua mãe era cantora, regente de coral, pianista e professora de canto. Aos 3 anos, começou a estudar piano e entrou posteriormente no Conservatório Brasileiro de Música.[10][11]

piano foi a sua base musical até o começo de sua carreira, quando passou a adotar o violão. Bia também domina outros 24 instrumentos musicais, tais como contrabaixo elétrico, cavaquinho, atabaque, djembe e bateria.[12]

Por volta dos 12 anos, Bia escreveu sua primeira canção; na letra, ela pedia a Deus para não ser lésbica, uma angústia resultante de sua educação religiosa.[8]

Carreira

Início e primeiros sucessos (2009-2018)

Iniciou as suas atividades musicais no ano de 2009, aos 15 anos de idade, na cidade de AracajuSergipe, onde foi criada pela sua família[13] após um período em PiracicabaSão Paulo.[11] Foi por volta desta época que começou a se inteirar sobre assuntos como feminismo negro e lésbico.[11]

Saiu de casa cedo e viveu rodando pelo Brasil pegando carona e tocando por esmolas; de modo a conseguir mais dinheiro, ela começou a desenvolver formas diferentes de tocar, como tocar atrás da cabeça ou com uma mão só.[8]

"Cota Não É Esmola" e "Não Precisa Ser Amélia" foram compostas em 2011 e se tornaram alguns de seus maiores sucessos[1][2][6][14] por envolverem temáticas ligadas ao então inédito sistema de cotas no SISU e a questões estreitamente ligadas à subalternidade das mulheres negras no Brasil. Bia considera sua música como Música de Mulher Preta (MMP), por ser um foco indispensável em seu material.[7][15][16] "Cota Não É Esmola" virou leitura obrigatória para os vestibulares da Universidade de Brasília, da Universidade Federal de Minas Gerais e da Universidade Federal do Paraná, bem como do material dos alunos do sistema SESI-SP.[2][6]

Entre 2015 e 2016, Bia deixa Aracaju com destino a São Paulo, visto que a cantora precisava investir mais na divulgação de seu trabalho autoral. O sucesso veio em Março de 2018, quando foi lançado o seu registro (acústico) de "Cota Não É Esmola" pela equipe brasileira do Sofar Sounds e que, hoje, ultrapassa os 8 milhões de visualizações.

Seu primeiro álbum foi um registro ao vivo pelo Estúdio Showlivre, publicado em novembro de 2018. Ainda em 2018, participou do Festival Lula Livre[1] e do documentário A Thousand Women, de Rita Toledo, ao lado das artistas Lena Chen (estadunidense), Florencia Duran (uruguaia) e Ana Luisa Santos (brasileira).[17] Também participou do projeto Sofar Sounds Curitiba Apresenta no dia 27 de setembro.[18]

Igreja Lesbiteriana, Um Chamado e segundo álbum de estúdio (2019-atualmente)

Desde 2013, Bia estava investindo em seu primeiro álbum de estúdio, Igreja Lesbiteriana, Um Chamado, publicado no dia 13 de setembro de 2019.[1] O disco já havia sido gravado três vezes antes, mas os lançamentos nunca davam certo; a oportunidade derradeira veio em abril de 2018, quando conheceu o produtor Vinícius Lezo.[9] As letras do disco são escritas e cantadas sob conceitos de programação neurolinguística que, segundo Bia, ajudam o cérebro a assimilar melhor a mensagem de sua música.[2] O álbum foi precedido pelo single "De Dentro do AP", cujo clipe contou com produção 100% feminina, elenco 100% negro e um trecho com uma declamação de poesia de Thata Alves.[5] A igreja referida no título remete a um espaço de acolhimento às pessoas que as igrejas pentecostais e protestantes dizem não serem amadas por Deus.[11]

Em 2019, realizou uma turnê na Europa;[2] em entrevista a um portal alemão, ela alegou que sob o governo Jair Bolsonaro, "muitas das minhas turnês foram canceladas e a polícia me ameaça porque eles não gostam do que eu digo".[7]

Ainda em 2019, substituiu a atriz Larissa Luz no papel de Elza Soares nas apresentações do musical Elza em São Paulo.[2]

Em 29 de agosto de 2020, realizou um show na Fundação Espaço Cultural da Paraíba como parte das celebrações do Dia da Visibilidade Lésbica.[19]

Em 1 de outubro de 2020, lançou o clipe "Boto Fé". Inicialmente, um vídeo falso foi propositalmente colocado no ar em 25 de setembro, mostrando Bia no ano 2035 hackeando o sistema para colocar o vídeo "correto" no ar na nova data; a campanha de divulgação do trabalho envolveu uma carta escrita como que em 2035, ano em que a humanidade seria governada por robôs e satélites e os recursos naturais teriam se exaurido.[20][21] A faixa teve parceria com BNegão.[9]

Em dezembro de 2021, cocriou a faixa "Olhares Cruzados" pela plataforma Influência Negra para uma campanha publicitária de mesmo nome da marca Dove.[22]

Em 10 de março de 2022, lançou a música "Agora Vai", em parceria com Xamã e Lia Clark, discutindo o empoderamento financeiro.[23]

Desde o início da pandemia de COVID-19, Bia está preparando seu segundo disco de estúdio, que será lançado pela Natura Musical e distribuído pela Altafonte Brasil.[6][14] Em shows mais recentes, como os de 2021, ela tem adotado letras mais focadas em oferecer soluções para os problemas que ela outrora denunciava; segundo ela, isto é parte de uma estratégia de "apresentar o afeto como tecnologia de sobrevivência, e a informação como chave de libertação para pessoas pretas, indígenas, LGBTQIA+ que sofrem qualquer tipo de opressão".[6]

Estilo musical

Seu primeiro disco, Igreja Lesbiteriana, Um Chamado, contém elementos de soulreggaebluesfunkR&B e gospel.[2][11] Entre suas influências estão Angela DavisAssata ShakurLeci BrandãoConceição EvaristoErica MalunguinhoPreta RaraEva Rap DivaSueli CarneiroAudrey LordeManu Coutinho de AracajúJaêmiaLaine AlmeidaAnaiaDébora AmbrosiaBruna AmaraLuz RibeiroDani MonteiroTalíria PetroneEllen OlériaKimaniMel DuarteKelly EstácioPreta FerreiraLuciane DomRenata SouzaCarol DaffaraRyane LeãoSueide Kinté e Nara Couto.[1][3][6]

Controvérsias

Em julho de 2022, o jornalista português José Milhazes, que morou vários anos na Rússia, criticou o facto de muitos artistas musicais de renome terem aceitado atuar na Festa da Avante! - evento associado ao Partido Comunista Português, o único partido com assento na Assembleia da República em 2022 que nunca condenou o Estado russo pela invasão da Ucrânia, iniciada em julho de 2022, posição que lhe valeu a Ferreira o atributo de supostamente defender a invasão do território ucraniano a mando de Vladimir Putin. Entre os artistas que citou, Milhazes nomeou Bia Ferreira, até então largamente desconhecida do grande público português, afirmando o seguinte: "Outra grande estranheza é que venha uma cantora brasileira, uma chamada Bia Ferreira, que segundo o cartaz é uma das mais destacadas vozes brasileiras de afirmação da comunidade LGBT, que vem a uma festa de um partido que apoia regimes que perseguem, prendem e matam todas estas minorias sexuais. Isto a mim claro que cria confusão".[24]

Uns dias depois, Bia Ferreira respondeu, afirmando-se "surpreendida" com a "deturpação" do seu discuso, assumindo que luta todos os dias pela “emancipação” dos povos em guerra e pela paz, e que não [respondia] “por um partido político”, mas apenas e só pela sua “arte” e pela sua “vivência”.[25]

Discografia

  • Ao Vivo (2018)
  • Igreja Lesbiteriana, Um Chamado (2019)
  • Faminta (2022)

Singles

  • Boto Fé (2018)
  • Filosofia (2018)
  • De dentro do AP (2019)
  • Acenda a Luz (2020)
  • Aquela Moça (ao vivo no Palácio das Artes) (2021)
  • Improviso (2021)
  • Dois Dedin (2022)

Referências

  1.  Caetano, Bruna; Hermanson, Marcos (8 de setembro de 2019). «Cota não é esmola: Cantora Bia Ferreira fala sobre música como "artivismo"»Brasil de Fato. Consultado em 18 de março de 2022
  2.  Velleda, Luciano (8 de dezembro de 2012). «Bia Ferreira põe sua arte a serviço da luta contra o 'sistema opressor'»Rede Brasil Atual. Fundação Sociedade, Comunicação, Cultura e Trabalho. Consultado em 17 de março de 2022
  3.  Cantuário, Victor André Pinheiro; Marques, Fabiana Pereira (30 de julho de 2021). «O artivismo de Bia Ferreira no álbum Igreja Lesbiteriana, um Chamado: a formação de novos discursos e sujeitos sociais no tempo presente»CaxiasUniversidade Estadual do MaranhãoRevista de Letras – Juçara5 (1). ISSN 2527-1024. Consultado em 16 de março de 2022
  4. «"PretaLeveza" de Bia Ferreira e Doralyce»IMMuB. 21 de junho de 2019. Consultado em 4 de março de 2022
  5.  Cabral, Nicolle (26 de abril de 2019). «EXCLUSIVO: Bia Ferreira põe em evidência o contraste do feminismo negro no clipe "De Dentro do AP"»Rolling Stone BrasilSpring Comunicação. Consultado em 4 de março de 2022Cópia arquivada em 26 de abril de 2019
  6.  Rodrigues, Paula (21 de novembro de 2021). «A desobediência pelo afeto»EcoaGrupo Folha. Consultado em 18 de março de 2022Cópia arquivada em 21 de novembro de 2021
  7.  Toerkell, Liv (2 de janeiro de 2020). «The Power of Music: Bia Ferreira on Brazil and Educating Through Music»Nothing but Hope and Passion (em inglês). Consultado em 4 de março de 2022Cópia arquivada em 4 de janeiro de 2020
  8.  Silva, Douglas (9 de março de 2021). Bia Ferreira: assista aos melhores momentos da série MINIDocs (vídeo)Casa Natura Musical. Em cena em 2:25-2:54 (primeira canção); 2:55-4:04 (descrição da música); 7:32-8:17 (esmolas). Consultado em 4 de março de 2022
  9.  Brenda, Vidal (25 de setembro de 2019). «Entrevista: Bia Ferreira nas linhas da história que conta a revolução»Noize. Consultado em 8 de março de 2022
  10. «Bia Ferreira: "não posso me dar ao luxo de falar de amor"»Cinform. Consultado em 10 de junho de 2018
  11.  Viola, Kamille (20 de setembro de 2019). «Rio Adentro Rio Adentro 'Amar num país onde estão pregando ódio é revolucionário', diz Bia Ferreira»Rio AdentroGrupo Folha. Consultado em 5 de março de 2022Cópia arquivada em 17 de dezembro de 2019
  12. «Bia Ferreira»Casa d'Arte. Consultado em 2 de julho de 2025Cópia arquivada em 28 de março de 2025
  13. «Veja Bia Ferreira no Big Dia da Música»Dia da Música. Consultado em 10 de junho de 2018
  14.  Pereira, Fabiane (26 de julho de 2021). «Bia Ferreira reflete o seu tempo através da arte»Veja RioGrupo Abril. Consultado em 17 de março de 2022Cópia arquivada em 12 de maio de 2022
  15. «Bia Ferreira: a voz que faz o racismo tremer»Julio Maria. Consultado em 10 de dezembro de 2021Cópia arquivada em 7 de dezembro de 2018
  16. «LGBTQIA+: 7 personalidades que se destacam na luta por respeito»Terra. Consultado em 10 de dezembro de 2021Cópia arquivada em 21 de setembro de 2021
  17. «Films on women empowerment, gender equality this Women's Month»Manila Standard (em inglês). 27 de fevereiro de 2022. Consultado em 4 de março de 2022Cópia arquivada em 27 de fevereiro de 2022
  18. «Bia Ferreira é a primeira artista convidada a participar do projeto "Sofar Sounds Curitiba Apresenta"»Mundo Livre FMGrupo Paranaense de Comunicação. 24 de setembro de 2018. Consultado em 4 de março de 2022Cópia arquivada em 5 de março de 2022
  19. «Dia da Visibilidade Lésbica terá live-show de Bia Ferreira»Governo da Paraíba. 24 de agosto de 2020. Consultado em 14 de março de 2022Cópia arquivada em 12 de maio de 2022
  20. Prado, Thais (30 de setembro de 2020). «Bia Ferreira aproxima o afrofuturo do agora com lançamento do clipe Boto Fé»Mundo Negro. Consultado em 4 de março de 2022Cópia arquivada em 20 de outubro de 2020
  21. Teixeira, Lara (2 de outubro de 2020). «Bia Ferreira lança clipe afro-futurístico de "Boto Fé"; assista»Tenho Mais Discos Que Amigos!. Consultado em 14 de março de 2022Cópia arquivada em 2 de dezembro de 2020
  22. Faria, Cristhiane (9 de dezembro de 2020). «"As pessoas não estão acostumadas a ver uma preta e sapatão em campanhas publicitárias"»Rap Dab. Consultado em 14 de março de 2022Cópia arquivada em 9 de dezembro de 2020
  23. Pacheco, Paulo (10 de março de 2022). «"Agora Vai": Xamã, Bia Ferreira e Lia Clark se unem em rap sobre empoderamento»Omelete. Consultado em 17 de março de 2022Cópia arquivada em 10 de março de 2022
  24. «Milhazes critica artistas que vão à Festa do Avante!»Sol. 20 de julho de 2022. Consultado em 14 de setembro de 2022Cópia arquivada em 20 de julho de 2022
  25. Agência Lusa (29 de julho de 2022). «Cantora Bia Ferreira surpreendida com deturpação de discurso por ir à Festa do Avante!»Observador. Consultado em 26 de dezembro de 2022
BIA FERREIRA: A VOZ QUE TRANSFORMA DESCONFORTO EM MOVIMENTO E REVOLUCIONA A MÚSICA BRASILEIRA! ✊🏾🖤
Você já ouviu falar da artista que criou seu próprio gênero musical, a “MMP – Música de Mulher Preta”, e usa cada acorde para combater o racismo, o machismo e a LGBTfobia? Bia Ferreira não é apenas uma cantora ou compositora. Ela é uma artivista, uma multi-instrumentista que domina mais de 20 instrumentos e uma força da natureza que transforma palcos em espaços de cura, denúncia e empoderamento. Se você ainda não conhece sua trajetória, prepare-se para se emocionar e se inspirar! 👇
🎹 DA IGREJA AO CONSERVATÓRIO: O NASCIMENTO DE UMA REVOLUÇÃO SONORA Nascida em Carangola (MG) e criada em Aracaju (SE), Bia cresceu em uma família evangélica tradicional, mas sua alma sempre soube que a música era seu refúgio e sua arma. Aos 3 anos, já estudava piano e ingressou no Conservatório Brasileiro de Música. Aos 12, escreveu sua primeira canção: um pedido angustiante a Deus para que não fosse lésbica, reflexo direto do peso de uma educação religiosa excludente. Esse conflito interno se transformou em combustível criativo. Hoje, ela domina piano, violão, baixo elétrico, cavaquinho, atabaque, djembe, bateria e mais 20 instrumentos. Sua base técnica é sólida, mas sua essência é pura raiz e verdade.
🚌 DA RUA PARA O TOPO: “COTA NÃO É ESMOLA” E A VIRADA HISTÓRICA Aos 15 anos, Bia já se aventurava pela estrada, viajando de carona e tocando por esmolas pelo Brasil. Foi nas ruas que desenvolveu técnicas únicas, como tocar de cabeça para baixo ou com uma só mão, provando que a arte sobrevive e se reinventa mesmo nas condições mais adversas. Em 2011, compôs “Cota Não É Esmola” e “Não Precisa Ser Amélia”, faixas que se tornaram hinos atemporais. “Cota Não É Esmola” foi tão impactante que virou leitura obrigatória em vestibulares da UnB, UFMG, UFPR e no material do SESI-SP. O registro acústico pelo Sofar Sounds, lançado em 2018, ultrapassou 8 milhões de visualizações e catapultou seu nome para o cenário cultural nacional.
🖤 MMP: MÚSICA DE MULHER PRETA, ESCRIVIVÊNCIA E AFETO COMO ARMA Bia não canta para agradar. Ela canta para gerar desconforto que vire movimento. Suas letras são classificadas pela crítica como “escrevivência”, conceito da escritora Conceição Evaristo que une escrita e vivência negra feminina. Seu primeiro álbum de estúdio, Igreja Lesbiteriana, Um Chamado (2019), é um manifesto sonoro: produzido com equipe 100% feminina e elenco 100% negro no clipe de “De Dentro do AP”, o disco usa conceitos de Programação Neurolinguística para que as mensagens penetrem fundo na mente e no coração. “Igreja Lesbiteriana” não é um templo religioso, mas um espaço de acolhimento para quem foi excluído pelos dogmas tradicionais.
🎧 HITS, COLABORAÇÕES E CAMPAÑHAS QUE MARCAM ÉPOCA Sua discografia é um mapa de resistência, inovação e representatividade: 🔹 Ao Vivo (2018) e Igreja Lesbiteriana, Um Chamado (2019) 🔹 Faminta (2022) 🔹 Singles como “Boto Fé” (com BNegão), “Agora Vai” (com Xamã e Lia Clark), “Filosofia” e “Acenda a Luz” Em 2020, o clipe de “Boto Fé” virou febre com uma campanha futurista que simulava um vazamento em 2035, quando a humanidade seria governada por IA e satélites. Em 2021, cocriou “Olhares Cruzados” para a campanha global da Dove, provando que arte e ativismo podem reescrever narrativas de beleza e representatividade. Em 2019, chegou a substituir Larissa Luz como Elza Soares no musical Elza, em São Paulo, e realizou uma turnê histórica pela Europa, mesmo enfrentando cancelamentos e pressão política.
⚖️ POLÊMICA, CLAREZA E POSICIONAMENTO INABALÁVEL Em 2022, Bia foi alvo de uma interpretação equivocada por um jornalista português que criticou sua participação na Festa do Avante! durante o conflito Rússia-Ucrânia. Bia respondeu com firmeza, elegância e transparência: “Não respondo por partidos políticos. Respondo pela minha arte e pela minha vivência. Luto todos os dias pela paz e pela emancipação dos povos.” Sua postura reafirmou um princípio básico: arte não é panfleto, é ponte. E ela segue construindo pontes, nunca muros.
🌍 O PRÓXIMO PASSO: AFETO COMO TECNOLOGIA DE SOBREVIVÊNCIA Desde a pandemia, Bia prepara seu segundo álbum de estúdio, apoiado pela Natura Musical e distribuído pela Altafonte. Em seus shows recentes, ela mudou a estratégia criativa: em vez de apenas denunciar, agora oferece caminhos e soluções. Como ela mesma diz: “Apresento o afeto como tecnologia de sobrevivência, e a informação como chave de libertação para pessoas pretas, indígenas e LGBTQIA+.” Sua música não pede licença para existir. Ela chega, ocupa, transforma e fica.
💬 E VOCÊ? Já sentiu na pele o poder de uma letra que fala exatamente a sua realidade? Qual música ou frase da Bia Ferreira marcou sua história? Deixe nos comentários, marque aquela pessoa que precisa conhecer essa artista e compartilhe para que a Música de Mulher Preta continue ecoando em todos os cantos! 🖤✊🏾🎶
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