sexta-feira, 17 de abril de 2026

PHIL ANSELMO: A VOZ QUE ROUQUEJOU O METAL E DIVIDIU O MUNDO

 

Phil Anselmo
Anselmo em 2022
Informações gerais
Nome completoPhilip Hansen Anselmo
Nascimento30 de junho de 1968 (57 anos)
Nova OrleansLuisianaEstados Unidos
Gênero(s)Heavy metalthrash metalgroove metaldeath metalblack metalsludge metalhardcore punksouthern metalstoner metal
Instrumento(s)Vocal
Extensão vocalBarítono
Período em atividade1983 - atualmente
Gravadora(s)Housecore (proprietário), Atlantic RecordsWarner BrosEarache RecordsElektraMetal MagicRoadrunner
Afiliação(ões)PanteraDownSuperjoint RitualNecrophagia, Viking Crown, Southern Isolation, Arson Anthem, Philip H. Anselmo & the Illegals

Philip Hansen Anselmo, conhecido apenas como Phil Anselmo (Nova Orleans30 de junho de 1968),[1] é um músico americano, mais conhecido por ter sido o principal vocalista da banda de heavy metal Pantera (formada em Arlington no estado do TexasEstados Unidos), onde permaneceu por mais de uma década e foi o principal responsável por transformar o gênero da banda do glam metal (80's) ao groove metal (90's). Em meados da década de 90, Anselmo iniciou o projeto paralelo de sludge metal Down, que acabou por tornar-se sua banda principal após o fim do Pantera. Ele também possui sua própria gravadora, chamada Housecore.

A partir do fim dos anos 90, Anselmo também participou e gravou discos com inúmeras bandas como Superjoint RitualNecrophagia, Viking Crown, Southern Isolation, Arson Anthem, Philip H. Anselmo & the Illegals e outras.

Em 2011, Phil junto à Down compareceu em shows no Brasil, dos quais foram o evento ecológico/musical SWU, ao tocarem Walk (Pantera).

Suas maiores influências vão desde o rock clássico até o Black Metal. Foi influenciado principalmente pelo Black Sabbath[2] (visto que foi feito 2 covers – "Planet Caravan" no álbum Far Beyond Driven e "Hole in the Sky"), Judas Priest,[3] Black FlagSlayer,[4] HellhammerThe Smiths e Venom.

Anselmo também é conhecido por seu posicionamento de orgulho à cultura sulista americana, e bem como uma das identidades visuais do Pantera, o uso da bandeira Confederada como símbolo recorrente. Com certa frequência fez discursos que envolvem forte teor racial e racista, já tendo discursado durante shows contra o rap, alegando que este estava "mijando sobre a cultura branca", tendo dito no final de um concerto em Montreal em 1995 que este era "uma coisa de brancos", tendo também dito "que se f*da o Black Power".[5] Em 22 de Janeiro de 2016, ao fim de seu concerto no Dimebash Festival no estado americano da Califórnia, Anselmo gritou "White power!" para a plateia, fez a saudação nazista com a mão direita e se retirou do palco, tendo posteriormente alegado que era uma "piada interna" sobre músicos terem bebido vinho branco nos bastidores e alguns dias após, postou no YouTube um vídeo de desculpas por sua "atitude infeliz". A banda Down cancelou sua turnê europeia no ano devido ao incidente.[6][7]

Discografia

BandaData de lançamentoTítulo
PanteraMaio de 1988Power Metal
Pantera24 de Julho de 1990Cowboys from Hell
Pantera25 de Fevereiro de 1992Vulgar Display of Power
Crowbar

Produção e vocal de apoio

12 de Outubro de 1993Crowbar
Down1993NOLA Demos
Christ Inversion

Guitarra, vocal de apoio

1994Obey The Will Of Hell (demo)
Christ Inversion

Guitarra, vocal de apoio

199513th Century Luciferian Rites (demo)
Pantera15 de Março de 1994Far Beyond Driven
Down19 de Setembro de 1995NOLA
Pantera22 de Maio de 1996The Great Southern Trendkill
Crowbar

vocal de apoio

1996Broken Glass
Anal Cunt

vocal de apoio/Vocal on 'Gloves Of Metal'

199640 More Reasons to Hate Us
Superjoint Ritual1997Demo
Pantera29 de Julho de 1997Official Live: 101 Proof
Vision of Disorder1998Imprint
Necrophagia

Guitarra

1998Holocausto De La Morte
Viking Crown

Guitarra, Vocal, Bateria

1999Unorthodox Steps of Ritual
Necrophagia

Guitarra

1999Black Blood Vomitorium
Viking Crown

Guitarra, Vocal, Bateria

2000Innocence From Hell
Pantera14 de Março de 2000Reinventing the Steel
Necrophagia

Guitarra

2001Cannibal Holocaust EP
Viking Crown

Guitarra, Vocal

2001Banished Rhythmic Hate
Southern Isolation

Guitarra, vocal de apoio

2001Southern Isolation
Down26 de Março de 2002Down II: A Bustle in Your Hedgerow
Pantera23 de Setembro de 2003The Best of Pantera: Far Beyond the Great Southern Cowboys' Vulgar Hits!

Reinventing Hell: The Best of Pantera (international title)

Superjoint Ritual21 de Maio de 2002Use Once and Destroy
Superjoint Ritual22 de Julho de 2003A Lethal Dose of American Hatred
Down25 de Setembro de 2007Down III: Over the Under

Referências

  1. «The Encyclopedia of Popular Music (5th Concise Edition)»Colin Larkin. 2011. Consultado em 28 Dezembro 2016  via Google Books
  2. «Phil Anselmo: Only A Fool Would Leave Out Black Sabbath». metalhammer.co.uk. Consultado em 12 de setembro de 2012. Arquivado do original em 25 de julho de 2013
  3. «Phil interview at vampirefreaks.com». Consultado em 11 de abril de 2010
  4. Ferris, D. X. (2008). Reign in Blood. [S.l.]: Continuum International Publishing Group. p. 12. ISBN 0-8264-2909-2
  5. YouTube, ed. (11 de setembro de 2019). «Phil Anselmo's white pride speeches (compilation)»
  6. Paul Brannigam (28 de junho de 2022). loudersound.com, ed. «Why Phil Anselmo's 'White Power' outburst shouldn't be ignored». Consultado em 29 de janeiro de 2019
  7. BBC, ed. (15 de março de 2016). «Rock band 'Down' cancel European tour after Phil Anselmo's nazi salute»
PHIL ANSELMO: A VOZ QUE ROUQUEJOU O METAL E DIVIDIU O MUNDO
Há vozes que marcam gerações. E há vozes que, ao mesmo tempo que elevam a arte, carregam sombras que dividem opiniões, acendem debates e exigem olhares complexos. Philip Hansen Anselmo — ou simplesmente Phil Anselmo — é uma dessas figuras. Nascido em Nova Orleans em 30 de junho de 1968, ele não foi apenas o vocalista do Pantera. Foi o grito que transformou o metal dos anos 80 no som cru, pesado e visceral dos anos 90. Foi o rosto de uma revolução sonora. E também foi o autor de gestos que mancharam sua própria lenda.
🔥 DO GLAM AO GROOVE: A REVOLUÇÃO SONORA Quando Phil Anselmo entrou para o Pantera, formado em Arlington, Texas, a banda ainda respirava o glam metal dos anos 80. Mas algo mudou. Com sua voz potente, agressiva, capaz de ir do sussurro ao urro em um segundo, Anselmo ajudou a forjar um novo caminho: o groove metal. Álbuns como Cowboys from Hell, Vulgar Display of Power e Far Beyond Driven não foram apenas sucessos comerciais. Foram manifestos. Eram pesados, diretos, sem desculpas. E Phil era a alma disso tudo.
Ele não cantava apenas letras. Ele as vivia. Cada "Walk", cada "Mouth for War", cada "This Love" era entregue com uma intensidade que fazia o chão tremer. Não era performance. Era catarse. E milhões de fãs ao redor do mundo se reconheceram nessa raiva, nessa força, nessa verdade sonora.
🤘 ALÉM DO PANTERA: PROJETOS, GRAVADORA E INFLUÊNCIAS Quando o Pantera chegou ao fim em meados dos anos 90, Phil não parou. Pelo contrário: multiplicou-se. Criou o Down, projeto de sludge metal que se tornou sua nova casa musical. Fundou a Housecore, sua própria gravadora, para apoiar bandas que acreditava. Participou de Superjoint Ritual, Necrophagia, Viking Crown, Arson Anthem, Philip H. Anselmo & the Illegals. Era incansável.
Suas influências? Um arco-íris de som: do rock clássico ao black metal. Black Sabbath, Judas Priest, Slayer, Venom, Hellhammer, Black Flag, The Smiths. Ele não escolhia lados. Escolhia intensidade. E essa mistura única de referências ajudou a moldar um estilo que era só dele: agressivo, melódico, caótico e controlado ao mesmo tempo.
🇧🇷 O BRASIL E O ECO DE "WALK" Em 2011, Phil Anselmo voltou aos palcos brasileiros com o Down. No SWU, evento que misturava música e consciência ecológica, a banda tocou "Walk", do Pantera. E o público foi ao delírio. Não era nostalgia. Era reconhecimento. Era a prova de que aquela voz, aquelas letras, aquele som, ainda ecoavam forte, décadas depois. O Brasil, terra de fãs fervorosos do metal, sempre teve um lugar especial para Anselmo. E ele sabia disso.
⚠️ AS SOMBRAS: QUANDO A ARTE ENCONTRA A CONTROVÉRSIA Mas a história de Phil Anselmo não é só música. É também conflito. Ele sempre se declarou orgulhoso da cultura sulista americana. E, com essa identidade, trouxe símbolos polêmicos: o uso recorrente da bandeira confederada, associada a um passado escravocrata e segregacionista.
Pior: discursos. Em 1995, em Montreal, disse que o rap estava "mijando sobre a cultura branca" e soltou um "que se f*da o Black Power". Em 2016, no Dimebash Festival, na Califórnia, gritou "White power!" para a plateia e fez a saudação nazista com a mão direita. Alegou depois que era "piada interna" sobre vinho branco nos bastidores. Pediu desculpas em vídeo. Mas o dano estava feito. A turnê europeia do Down foi cancelada. E o debate se acendeu: pode-se separar a arte do artista?
💭 A COMPLEXIDADE DE UM ÍCONE Phil Anselmo não é um herói. Nem um vilão. É humano. Complexo. Contraditório. Um músico genial que ajudou a redefinir o metal. Um artista que inspirou milhões. E também um homem que fez escolhas questionáveis, proferiu palavras que ferem, e carregou símbolos que dividem.
Reconhecer seu impacto musical não significa absolver seus erros. E condenar seus gestos não apaga sua contribuição artística. A vida raramente é preto no branco. Às vezes, é cinza. E é nesse cinza que precisamos aprender a olhar, a refletir, a questionar.
🌍 REFLEXÃO Quantos artistas, em todas as áreas, carregam essa dualidade? Gênio e falha. Inspiração e controvérsia. Phil Anselmo nos obriga a pensar: como lidar com a arte de quem comete erros graves? Como celebrar a música sem ignorar o discurso? Como separar — ou não separar — o criador da criação?
Talvez a resposta não esteja em cancelar ou endeusar. Mas em ouvir com atenção. Em debater com respeito. Em preservar o que é bom, sem esquecer o que é problemático. Porque a cultura só avança quando a gente tem coragem de olhar para ela inteira — luz e sombra.
💬 Você cresceu ouvindo Pantera? Acha possível separar a arte de Phil Anselmo de suas atitudes controversas? Como você lida com artistas que admiramos musicalmente, mas que nos decepcionam pessoalmente? Compartilhe sua opinião, sua história, sua reflexão. Porque o debate, quando feito com respeito, é também uma forma de honrar a complexidade da vida.
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