| Rita Lee | |
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| OMC · ORB | |
Rita Lee em 2010 | |
| Nome completo | Rita Lee Jones de Carvalho |
| Conhecido(a) por | Rainha do Rock Brasileiro |
| Nascimento | Rita Lee Jones |
| Morte | São Paulo, SP |
| Causa da morte | câncer de pulmão |
| Cônjuge |
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| Filho(a)(s) | 3, incluindo Beto |
| Educação | |
| Ocupação | |
| Prêmios | lista completa |
| Carreira musical | |
| Período musical | 1963–2023 |
| Gênero(s) | |
| Extensão vocal | mezzosoprano |
| Instrumento(s) | |
| Gravadora(s) | |
| Afiliações | Lista |
| Assinatura | |
Rita Lee Jones de Carvalho OMC · ORB (nascida Rita Lee Jones; São Paulo, 31 de dezembro de 1947 – São Paulo, 8 de maio de 2023) foi uma cantora, compositora, escritora, apresentadora de televisão e ativista brasileira. Conhecida como a "Rainha do Rock Brasileiro", destacou-se como uma das figuras de maior influência na música popular do país, reconhecida por sua reinvenção e versatilidade na produção musical e audiovisual. Iniciou a carreira no rock, mas explorou ao longo dos anos psicodelia, pop rock, disco, new wave, pop, bossa nova e eletrônica, promovendo um hibridismo pioneiro entre gêneros internacionais e tradições nacionais.[1] Essa trajetória permitiu-lhe sair do circuito alternativo dos anos 1960 e 1970 e conquistar amplo êxito com baladas românticas nos anos 1980, contribuindo significativamente para a revolução musical brasileira.[2]
Nascida e criada em São Paulo, iniciou sua trajetória musical em 1963, integrando o trio Tulio's Trio e, posteriormente, o Teenage Singers (que viria a se tornar Os Seis). Projetou-se nacionalmente como vocalista e instrumentista do grupo tropicalista Os Mutantes. Alcançou o estrelato solo com o álbum Fruto Proibido (1975), gravado com a banda Tutti Frutti e considerado um marco essencial na história do rock brasileiro, servindo de referência para gerações de guitarristas.[3] Em 1976, estabeleceu parceria amorosa e criativa com o multi-instrumentista e compositor Roberto de Carvalho, com quem coescreveu a maior parte de seu repertório. Juntos, revolucionaram a música pop no Brasil e lançaram uma série de álbuns de grande repercussão comercial, entre os quais Rita Lee (1979), Rita Lee (1980), Saúde (1981) e Rita Lee e Roberto de Carvalho (1982), sendo este último um dos discos brasileiros mais vendidos de todos os tempos. Suas composições, marcadas por ironia ácida e defesa da autonomia feminina,[4] tornaram-se presença constante nas paradas de sucesso, com canções como "Ovelha Negra", "Agora Só Falta Você", "Mania de Você", "Lança Perfume", "Baila Comigo", "Saúde", "Banho de Espuma", "Flagra", "Desculpe o Auê", "Erva Venenosa", "Amor e Sexo" e "Reza".
Sua visibilidade foi reforçada por meio de especiais de fim de ano na TV Globo — Rita Lee Jones (1980), Saúde (1981), O Circo (1982) e Rita e Roberto (1985) — e por atuações como apresentadora em programas como TVLeezão (1991), Saia Justa (2002) e Madame Lee (2005). Como escritora, publicou nove livros em vida e dois póstumos, com destaque para sua primeira autobiografia, que vendeu setenta vezes a tiragem média de um livro no Brasil. Realizou ainda programas de rádio e participações em filmes e séries, vencendo o Troféu Calunga de Melhor Atriz Coadjuvante em 2006. Vegana convicta, defendeu os direitos dos animais, das mulheres e da comunidade LGBT.
Com mais de 55 milhões de obras musicais comercializadas, Rita Lee é a cantora brasileira de maior sucesso comercial na história. Pioneira em excursões nacionais de grande porte, tornou-se a primeira artista brasileira a realizar espetáculos em ginásios e estádios, acumulando 500 mil espectadores em um período de três meses com a bem-sucedida Tour Brasil 83. Entre suas distinções estão 12 Prêmios da Música Brasileira, quatro Prêmios APCA, três Troféus Imprensa, dois Grammys Latinos e o prêmio honorário da União Brasileira de Compositores (UBC). Ela também foi listada, pela Rolling Stone Brasil, entre as melhores vozes e artistas brasileiros de todos os tempos.
Vida pública e carreira
1947–66: Infância e primeiros anos

Nascida na véspera de Ano-Novo, em uma família de classe média paulistana, Rita é a filha mais nova do dentista Charles Fenley Jones (1904–1983), paulista descendente de imigrantes norte-americanos confederados do Alabama e do Tennessee, estabelecidos em Santa Bárbara d'Oeste,[5] e de Romilda Padula, apelidada Chesa (1904–1986), também paulista, filha de imigrantes italianos da região do Molise, no sul da Itália.[6] Seus pais tinham outras duas filhas: Mary Lee Jones e Virgínia Lee Jones. Lee é um nome composto com que o pai quis registrar todas as filhas, em homenagem ao general Robert E. Lee, do exército confederado norte-americano.[7] Originalmente, seu primeiro nome era planejado para ser Bárbara, em homenagem à santa, mas na hora do batizado resolveram homenagear a avó materna, que se chamava Clorinda, mas tinha o apelido de Rita.[8]
Ela nasceu e cresceu no bairro da Vila Mariana, onde viveu até o nascimento de seu primeiro filho. Em entrevistas, revelou que esse bairro lhe era especial, já que lá tem uma grande parte de todas as melhores lembranças de sua vida.[9] A artista foi educada no colégio franco-brasileiro Liceu Pasteur; era poliglota e falava fluentemente português, inglês, francês, castelhano e italiano. Chegou a ingressar no curso de Comunicação Social na Universidade de São Paulo, em 1968, na mesma turma da atriz Regina Duarte.[10] Assim como Regina, abandonou o curso no ano seguinte.[11]
Durante a infância teve aulas de piano com a musicista clássica Magda Tagliaferro. Não pensava em ser cantora de rock, mas em ser atriz de cinema, veterinária ou a profissão que seu pai queria, dentista.[12] Suas primeiras influências musicais foram Elvis Presley, Neil Sedaka, Paul Anka, Peter, Paul and Mary, Beatles, Rolling Stones, mas também escutava música brasileira como Cauby Peixoto, Angela Maria, Tito Madi, João Gilberto, Emilinha Borba, Carmen Miranda, Dalva de Oliveira e Maysa por influência dos pais.[13]
Na adolescência passou a se interessar por música e compôs suas primeiras canções. Junto de alguns amigos começou a se apresentar em clubes da região como componente do "Tulio's Trio".[14] Em 1963 formou um conjunto musical com mais duas garotas, as Teenage Singers, que faziam pequenos shows em festas colegiais. No ano seguinte elas conheceram o trio masculino Wooden Faces. Nesse mesmo ano, fez sua primeira gravação nos vocais para um álbum de Prini Lorez.[15] Teenage Singers e Wooden Faces juntaram-se, formando o Six Sided Rockers, banda que depois passou a se chamar "Os Seis" e que chegou a gravar um disco compacto, com duas músicas.[13]
Depois da saída de três componentes, sobraram Rita e os irmãos Arnaldo e Sérgio Dias Baptista. O trio passou a se chamar Os Bruxos. Entretanto, o trio não estava satisfeito com esse nome e queriam mudá-lo, antes da apresentação do grupo, na estreia do programa O Pequeno Mundo de Ronnie Von, da TV Record (1966). Segundo Carlos Calado,[16] a ideia do nome "Os Mutantes" veio de uma brincadeira irônica de Alberto Helena Júnior, produtor do programa, com Ronnie Von, que, na época, estava lendo O Império dos Mutantes, de Stefan Wul e não falava de outro assunto. "Vocês ainda estão procurando um nome para o conjunto dos meninos? Por que não Os Mutantes?" Ronnie Von gostou da ideia de Alberto Helena e levou-a ao grupo, que a aprovou imediatamente.[17]
1966–72: Os Mutantes e primeiros álbuns solo


Por um período de seis anos, Lee foi, com Arnaldo Baptista e Sérgio Dias, integrante da banda Os Mutantes, cantando, tocando flauta e percussão, além de performances bissextas no sintetizador, no banjo e manipulando bizarrices como um gravador portátil (como na música "Caminhante Noturno"), uma bomba de dedetização (em "Le Premier Bonheur du Jour") e sendo letrista. Em 1967, a banda acompanhou Gilberto Gil no III Festival de Música Popular Brasileira, da TV Record, na apresentação da canção "Domingo no Parque".
Foram gravados seis álbuns, tendo o primeiro, de 1968, como uns dos mais importantes da história da música brasileira e que deram origem a sucessos como "A Minha Menina", "Dom Quixote", "Balada do Louco", "2001 (Dois Mil e Um)" e "Ando Meio Desligado". De 1968 e 1972 foi casada com o companheiro de banda, Arnaldo. Ela declararia que ambos já não namoravam juntos há muito tempo, mas se uniram no cartório para acalmar relatos a respeito dela sempre estar indo para a casa dos Baptista na Serra da Cantareira. O divórcio foi assinado somente em 1977.[18][19]
Acompanhada dos componentes dos Mutantes, gravou dois discos solo. O primeiro foi Build Up (1970) — contendo algumas canções em parceria com Arnaldo — que, originalmente, era o repertório de um show feito exclusivamente para um evento empresarial (a Fenit), em São Paulo). Desse disco saiu seu primeiro single solo, "José" (uma versão de Nara Leão para a canção francesa "Joseph", de Georges Moustaki). O segundo disco, Hoje é o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972), foi gravado com o seu nome, pois a banda já havia lançado um álbum naquele ano e, nos termos do contrato com a gravadora, não lhe era permitido outro lançamento. Com isso, Os Mutantes gravaram, mas só Lee aparece nos créditos.[18]
Em decorrência do fim de seu casamento e de discordâncias com os rumos que a banda estava tomando, a cantora foi expulsa dos Mutantes pelo próprio Arnaldo. Dentre distintas histórias e controvérsias, ela alega que seus companheiros achavam que ela não tinha o virtuosismo requerido pelo rock progressivo, novo interesse da banda. A informação de Lee acabou por se gerar uma grande discussão. Alguns diziam que ela teria saído do grupo. Entretanto, em 2007, Arnaldo admitiu, em entrevista: "Mandei a Rita embora dos Mutantes".[20] No livro Rita Lee: uma autobiografia, de 2016, ela contou em detalhes como se deu a notícia de sua saída:[21]
"Minha saída do grupo aconteceu bem nos moldes de 'o noivo é o último a saber', no caso, a noiva. Depois de passar o dia fora, chego ao ensaio e me deparo com um clima tenso/denso. Era um tal de um desviar a cara pra lá, o outro olhar para o teto, firular instrumento e coisa e tal. Até que Arnaldo quebra o gelo, toma a palavra e me comunica, não nessas palavras, mas o sentido era o mesmo, que naquele velório o defunto era eu. 'A gente resolveu que a partir de agora você está fora dos Mutantes porque nós resolvemos seguir na linha progressiva-virtuose e você não tem calibre como instrumentista'. Uma escarrada na cara seria menos humilhante. Em vez de me atirar de joelhos chorando e pedindo perdão por ter nascido mulher, fiz a silenciosa elegante. Me retirei da sala em clima dramático, fiz a mala, peguei Danny (a cachorra) e adiós".
1973–78: Tutti Frutti e consagração nacional

Brevemente, em 1973, Lee formou a dupla folk-rock Cilibrinas do Éden ao lado da guitarrista Lúcia Turnbull. A dupla realizou uma apresentação única no festival Phono 73 — cuja gravação só seria divulgada na internet 35 anos mais tarde.[22][23] Dissolvido o projeto, Lee integrou a banda de hard rock Tutti Frutti, composta pelo guitarrista principal Luis Sérgio Carlini, pelo baixista Lee Marcucci, pelo baterista Paulinho Braga e pela própria Turnbull. Além dos vocais principais, Lee atuava no piano, sintetizador, harmônica e guitarra.[18] A Philips contratou o grupo sob a condição de creditá-lo como "Rita Lee & Tutti Frutti".[24] Gravado um álbum inicial, este foi retido pela gravadora por ser julgado excessivamente alternativo e por questões de censura.[25]
Retornando ao estúdio por força contratual, o grupo lançou Atrás do Porto Tem uma Cidade em 1974. Influenciado pelos Rolling Stones e David Bowie, o disco destacou as faixas "Mamãe Natureza" (reutilizada do material vetado), "Ando Jururu" e "Menino Bonito".[26][25] O produtor Marco Mazzola, contratado sem consentimento da banda, modificou substancialmente os arranjos, gerando insatisfação.[8] Em reunião na Phonogram, após relatório de um informante da gravadora que acompanhava os shows e alegava insucesso apesar da divulgação e infraestrutura, Lee se levantou e dirigiu insultos aos executivos presentes. O episódio culminou em sua expulsão da gravadora.[27] Ainda em 1974, o estadunidente Alice Cooper se apresentou em São Paulo, onde durante a performance, posou e pisoteou duas jiboias. Ao ver a cena, Rita Lee e seu namorado estadunidense Andy Mills foram atrás da produção do músico, onde "roubaram" as cobras e Rita levou elas para sua casa. Foram batizadas de "Mouchie" e "Angel", mas faleceram algum tempo depois, enquanto Rita Lee estava em turnê. Rita Lee afirma que Mouchie é a serpente estampada no álbum "Killer", de Cooper.[28]

Em janeiro de 1975, o Tutti Frutti abriu o festival Hollywood Rock, ocasião que assinalou a saída definitiva de Turnbull.[29] Lançado pela Som Livre em 1975, Fruto Proibido — fusão de hard rock, blues e glam rock — é reconhecido como obra-prima de Lee e marco fundamental do rock brasileiro.[30][31] As faixas de trabalho "Agora Só Falta Você", "Esse Tal de Roque Enrow" e "Ovelha Negra" — esta última um hino geracional, com um dos solos de guitarra mais marcantes da música brasileira — dominaram as rádios.[30][32] O sucesso viabilizou a primeira turnê nacional de rock no país, abrangendo capitais de Norte a Sul e finalizando com a banda como atração principal na noite final do Festival de Saquarema de 1976.[33][34] O álbum alcançou 700 mil cópias vendidas e a 12.ª posição entre os discos mais comercializados no Brasil naquele ano.[32][35]
Entradas e Bandeiras (1976), produzido por Pena Schmidt, rendeu as faixas de trabalho "Coisas da vida" e "Corista de Rock", além de "Bruxa Amarela" (coautoria de Raul Seixas e Paulo Coelho).[30] Lee ausente durante a mixagem, o resultado destacou-se pela predominância das guitarras de Carlini.[18] No mesmo ano, ao contribuir para Ney Matogrosso a canção "Bandido Corazón", Lee conheceu o guitarrista de Ney, Roberto de Carvalho, e iniciou um relacionamento romântico e profissional, incluindo incorporar Roberto à sua banda.[36]
Em agosto de 1976, grávida, Lee foi detida por posse de maconha juntamente ao lado da empresária e oito músicos do Tutti Frutti — episódio visto como manobra da ditadura militar para exemplificar à juventude. A cantora alegou ter cessado o uso de entorpecentes em razão da gestação e que as substâncias haviam sido plantadas pela polícia.[37][38] Transferida ao presídio feminino do Hipódromo, recebeu solidariedade de Elis Regina, que a visitou e demandou atendimento médico para complicações gestacionais:
"Elis não representava uma person of interest da ditadura, ao contrário, era reconhecida como a rainha do Olimpo musical e nenhum generaleco se atreveria a mexer com ela. Ficou lá de plantão até eu ser medicada e o sangramento estancado. Ainda mandou vir comidinha de um restaurante porque me achou magrela demais para uma grávida".[39]
Após cerca de um mês e meio detida, Lee foi condenada a um ano de prisão domiciliar e multa.[40] Cumpriu a pena na residência dos pais, em Vila Mariana, com autorização para apresentações apenas noturnas.[37] No retorno aos palcos, no Ginásio do Palmeiras, adotou figurino caricatural de presidiária inspirado nos Irmãos Metralha, obtendo apoio caloroso do público jovem, que atirou cigarros ao palco.[41][42]
A recepção comercial morna de Entradas e Bandeiras e a escassez de shows promocionais abalou Lee, gerando dificuldades financeiras.[36] Em março de 1977, lançou um compacto com a faixa "Arrombou a Festa" (coescrita com Coelho), crítica à cena contemporânea da MPB, que gerou reações adversas — incluindo pichações retaliatórias como "Fora Rita Lee" e "Abaixo a gringa".[43][44] Apesar disso, o compacto posicionou-se em 13º lugar na lista anual de vendas, com mais de 250 mil cópias — recorde para o formato 7 polegadas.[35][44] Nasceu nesse mês seu filho Roberto (Beto Lee), seguido por João em 1979 e Antônio em 1981.[45]
Encerrada a prisão domiciliar, Lee integrou-se a Gilberto Gil na turnê Refestança, percorrendo oito capitais entre outubro e novembro de 1977; um álbum ao vivo documentou a colaboração.[46] No início de 1978, a banda realizou uma turnê nacional em grandes ginásios, quebrando por duas vezes o recorde do Gigantinho com 16 mil espectadores por noite.[41] Ainda em 1978, Babilônia produziu sucessos como "Jardins da Babilônia", "Eu e Meu Gato" e "Miss Brasil 2000". Divergências internas levaram à dissolução. Carlini — insatisfeito com seu papel reduzido na banda que cofundara e detentor do registro da marca Tutti Frutti — retirou-se, levando o nome. Os membros remanescentes prosseguiram com Lee,[47] que redesignou o conjunto como "Rita Lee & Cães e Gatos" para a turnê promocional de Babilônia.[41][48]
1979–83: Início da fase pop e parceria com Roberto de Carvalho
Em 1979, após o término da banda Tutti Frutti, Rita Lee estabeleceu uma parceria composicional e cênica com Roberto de Carvalho, formando uma "dupla dinâmica".[49] Essa colaboração marcou uma pausa estratégica antes do lançamento de novos trabalhos,[36] consolidando a transição definitiva do rock para um pop mais acessível e comercial.[50] Em agosto daquele ano, foi lançado o álbum inaugural da parceria, Rita Lee — conhecido popularmente como Mania de Você —,[51] produzido durante a gravidez do segundo filho do casal, João Lee.[52] O disco comercializou cerca de 800 mil cópias no total e firmou a cantora como a primeira superestrela do pop no Brasil.[50] A faixa-título obteve rápido e amplo sucesso nacional após ser vinculada a um comercial da marca de calças jeans Ellus,[53][54] enquanto "Chega Mais" ganhou destaque ao ser selecionada como tema de abertura da telenovela homônima — um importante veículo de promoção para artistas brasileiros na época.[55] Ainda em 1979, Lee integrou o elenco do especial Mulher 80, transmitido pela TV Globo e dedicado às principais cantoras da música brasileira, então conhecidas como "cantoras do rádio".[56]

Sua popularidade continuou a crescer com o lançamento, em setembro de 1980, do álbum seguinte, também intitulado Rita Lee, mas amplamente reconhecido como Lança Perfume.[51] Esse trabalho representou a primeira projeção internacional significativa da carreira da artista, com vendas superiores a um milhão de cópias no Brasil,[57] 200 mil na Argentina e 155 mil na França.[58][59] Nessa época, o então príncipe Charles declarou publicamente que Lee era sua cantora preferida.[60] Ao final de 1981, a artista figurou na capa da revista Exame por superar a crise que afetava a indústria fonográfica brasileira,[58] sendo destacada como a cantora de maior vendagem. O álbum recebeu certificado de disco de platina dupla pela ABPD — equivalente a 500 mil exemplares vendidos no país — e posicionou-se em sétimo lugar na lista anual de mais vendidos.[61][35] A capa e o encarte foram fotografados por Miro de Souza, que assinaria igualmente as artes dos álbuns subsequentes.[62] A faixa homônima liderou as paradas das três principais emissoras de rádio francesas e tornou-se a música brasileira mais popular daquele ano,[58][63] enquanto "Baila Comigo" serviu como tema de abertura da telenovela homônima.[64] Na 17.ª edição do Troféu Imprensa, Lee venceu nas categorias de Melhor Cantora e Melhor Música ("Lança Perfume").[65] A promoção incluiu uma turnê nacional bem-sucedida, considerada o melhor show de 1980 pelo Prêmio APCA de Música Popular.[66]
Ao final de 1981 — período escolhido estrategicamente para as compras natalinas,[58] padrão mantido nos dois lançamentos seguintes —, foi lançado Saúde, o primeiro álbum creditado diretamente à dupla. O disco enfrentou censura devido a letras consideradas contrárias aos "bons costumes", além de críticas à mixagem realizada em Nova Iorque e ao uso de bateria eletrônica.[67] Apesar de 400 mil exemplares antecipados e de um especial de fim de ano na série Grandes Nomes da TV Globo,[58][68] as vendas ficaram abaixo das expectativas da gravadora: apenas mais 30 mil unidades até outubro de 1982.[69] O álbum recebeu certificado de disco de platina,[70] figurou na parada de álbuns do Uruguai e alcançou os cinco primeiros colocados em Portugal.[71][72] Caracterizado pelo estilo carnavalesco típico da parceria,[36] o álbum gerou sucessos nacionais como a faixa-título e "Banho de Espuma" — esta última entre as canções mais executadas no Brasil naquele período —,[73] consolidando Lee como a principal figura do pop brasileiro na época e rendendo-lhe novamente o Troféu Imprensa de Melhor Cantora.[74][75]

Em 1982, saiu o álbum homônimo Rita Lee e Roberto de Carvalho, conhecido como Flagra, o segundo projeto creditado à dupla. As faixas principais obtiveram grande repercussão: "Flagra" integrou a abertura da telenovela Final Feliz, e "Cor-de-Rosa Choque" — revisada pela censura federal devido a objeções a trechos sobre menstruação — foi composta especialmente para o programa TV Mulher, da Globo.[73][76] O disco teve desempenho comercial excepcional, recebendo certificação de duas vezes platina pela ABPD e prata pelo GPPFV por 30 mil cópias em Portugal.[77][78] No total, comercializou dois milhões de cópias e figurou em terceiro lugar entre os mais vendidos no Brasil em 1983,[79][35] tornando Lee a maior vendedora de discos do país, atrás apenas de Roberto Carlos, além de ser a artista mais bem paga por exemplar comercializado.[80] No final de 1982, a dupla apresentou uma prévia da turnê subsequente em dois espetáculos no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, gravados para o especial de fim de ano O Circo, da TV Globo.[81] A Tour Brasil 83, realizada em ginásios e estádios, inspirou-se na turnê dos Rolling Stones pelos Estados Unidos em 1981, à qual Lee e Carvalho assistiram. A dupla inaugurou a era dos megashows protagonizados por artistas brasileiros, atraindo 500 mil espectadores em três meses — recorde para turnês nacionais à época. A produção incluiu cenografia sofisticada, iluminação elaborada e múltiplas trocas de figurino, configurando o maior espetáculo brasileiro realizado até então.[80][82] Culminou em uma capa do casal para a edição de 11 de maio da revista Veja, com a manchete "Rita, rainha do rock".[83] Em virtude do elevado investimento na estrutura, o faturamento final foi considerado um fracasso,[84] totalizando aproximadamente 80 milhões de cruzeiros.[85][nota 1] Em 1982, Lee venceu o Troféu Velho Guerreiro de Melhor Cantora de Juventude, concedido pelo Cassino do Chacrinha,[87] devido à popularidade junto ao público infantojuvenil; consequentemente, dedicava concertos dominicais às crianças, antecipando o início dos espetáculos e estendendo-os por 15 minutos adicionais.[85] Durante a turnê, em abril de 1983, Lee lançou o álbum internacional Baila Conmigo, constituído de releituras em espanhol de seus maiores sucessos. O disco vendeu 80 mil cópias no México em apenas um mês e alcançou o oitavo lugar na Argentina.[80][88] Um videoclipe para a faixa homônima foi gravado no México e a canção figurou no top cinco de vendas de compactos na Argentina.[89][90]
1983–90: Pós-auge comercial e desgaste da dupla
Após o término da turnê de maior sucesso de sua carreira, Rita Lee e Roberto de Carvalho lançaram, em 1983, o terceiro álbum da dupla, intitulado Bombom. Gravado com a participação de Steve Lukather e Mike Porcaro, membros da banda estadunidense Toto, o disco apresentou conteúdo explícito que provocou rigorosa censura por parte do regime militar brasileiro: nas prensagens iniciais em vinil, duas faixas foram riscadas com lâmina para impedir sua reprodução; apresentações públicas e transmissões radiofônicas dessas faixas foram proibidas, e a venda do álbum foi vetada a menores de 18 anos.[91][92] Apesar de mal recebido pelo próprio casal e pela crítica — que o considerou um fiasco —,[93] o trabalho obteve certificação de platina dupla em menos de quatro meses após o lançamento.[94] Em meio ao auge das críticas negativas, Lee anunciou que não lançaria um novo álbum em 1984, decisão ousada para os padrões da indústria fonográfica da época.[95] Para evitar um hiato completo naquele ano, a gravadora editou Rita Hits, um álbum de remixes.[96]
Em 1985, a dupla realizou duas apresentações avulsas: uma no Festival Internacional da Canção de Viña del Mar, no Chile, onde receberam a Tocha de Prata;[97] e outra na histórica primeira edição do Rock in Rio, na qual Lee aceitou participar apenas para desmentir boatos de que estaria com leucemia.[98] Essa apresentação foi marcada por polêmicas relacionadas ao tratamento diferenciado entre artistas estrangeiros e brasileiros — segundo a cantora, as atrações nacionais serviram como cobaias para testes de som e iluminação, sem oportunidade de ensaios adequados, o que ela interpretou como desrespeito aos pioneiros do rock brasileiro —,[99] além do roubo de sua guitarra Fender Telecaster durante o evento.[100] Lee criticou também a própria performance, atribuindo-a a uma ressaca após uma noite de comemoração com Carvalho no Copacabana Palace,[98] e recusou-se a participar do segundo fim de semana do festival.[99] Após o falecimento do pai e um período de dificuldades pessoais associadas ao consumo de álcool e drogas, Lee adotou um tom mais sombrio e cinematográfico no álbum Rita e Roberto, lançado em setembro de 1985.[96][93] Em vez de promover o novo lançamento com a gravação de um show para um especial televisivo, a cantora foi precursora no Brasil da ideia de álbuns integralmente acompanhados de vídeos musicais, exibidos no especial de fim de ano do disco para a TV Globo, nos quais interpretava personagens tragicômicos em uma superprodução narrativa.[101] Embora melhor recebido pela crítica em comparação a Bombom, o trabalho interrompeu a sequência de sucessos radiofônicos da dupla, vendendo pouco mais de 500 mil cópias — número inferior aos álbuns anteriores. Uma década depois, a faixa "Vítima" ganhou notoriedade ao servir como tema de abertura da telenovela A Próxima Vítima.[96][102]

Com o término do contrato com a Som Livre em 1986, Lee dedicou-se, em parceria com o escritor Antonio Bivar, ao programa de rádio Rádioamador, transmitido pela 89 FM A Rádio Rock. Sob o pseudônimo Lita Ree, escreveu e apresentou o programa, interpretando diversos personagens.[103] Ao perceber que em ambientes infantis pouco se falava sobre aquecimento global, defesa dos animais e riscos da mineração, iniciou sua carreira como escritora, publicando o primeiro livro de uma quadrilogia infantil, Dr. Alex, que utilizou personagens para abordar esses assuntos para as crianças.[104] Posteriormente, assinou com a EMI e lançou Flerte Fatal em maio de 1987. Comercialmente, o álbum saiu-se melhor que o anterior, com 500 mil unidades encomendadas pelas lojas e certificação de platina;[105][106] a faixa "Pega Rapaz", a mais bem-sucedida do disco, permitiu à cantora reconquistar espaços nas rádios e paradas de sucesso. Diante das críticas negativas recebidas, Lee rompeu com a imprensa e deixou de conceder entrevistas.[107][18] Para dedicar-se a outras vertentes de sua carreira, como atuações no cinema e literatura infantil,[108] empreendeu, ao lado de Carvalho, uma turnê que marcaria o fim de seus espetáculos de grande porte, atraindo cerca de 250 mil espectadores pagantes;[109][110] a excursão teve sua gravação em vídeo no Maracanãzinho, no Rio de Janeiro, dirigida por Nelson Motta e exibida como especial de fim de ano pela Rede Manchete.[111]
Em 1988, foi lançado o segundo livro infantil de Lee, Dr. Alex e os Reis de Angra, que aborda a história do sequestro da princesa Angra por seres malvados com o objetivo de destruir a natureza para construir usinas nucleares, necessitando da ajuda do ratinho Dr. Alex e seus amigos telepáticos em uma nova aventura.[104] Voltando à música, Lee e Carvalho lançaram Zona Zen em dezembro daquele ano. O álbum foi recebido negativamente pela crítica e marcou um período de desgaste na parceria,[30] fazendo as vendas de Lee retornarem aos níveis anteriores a 1979.[112] A própria cantora declarou tratar-se de um disco do qual não se orgulhava e que preferiria não ter gravado, em razão de uma fase conturbada em sua vida pessoal.[113] Apesar da recepção morna, o trabalho rendeu-lhe o primeiro Prêmio Sharp de Música na categoria Melhor Cantora de Pop/Rock.[114] Para divulgação, realizaram uma turnê por programas de televisão e rádio, além de três videoclipes exibidos no Fantástico — para a música-título, "Livre Outra Vez" e "Independência e Vida".[112] Nesse período, submeteu-se a cirurgia para remoção de nódulos nas cordas vocais e recuperou-se de lesões faciais decorrentes de um acidente de carro.[115] Em 1990, publicou seu terceiro livro infantil, Dr. Alex na Amazônia, no qual o ratinho Alex combate os malvados que querem destruir a Floresta Amazônica por meio de queimadas e desmatamento, afetando animais e povos indígenas da região.[104] Para cumprir obrigações contratuais com a gravadora, a parceria encerrou a década com um álbum homônimo, apelidado Perto do Fogo,[115] cuja faixa-título foi coescrita com Cazuza e "La Miranda" — vencedora do Prêmio Sharp de Melhor Música de Pop/Rock — integrou a abertura da telenovela Lua Cheia de Amor.[73][116][64]
1991–03: Retorno de Carvalho e aclamação crítica

Em 1991, Rita Lee interrompeu temporariamente a parceria profissional com Roberto de Carvalho: enquanto este viajou a Londres para estudos de astrologia e cabala, ela permaneceu em São Paulo dedicando-se ao violão. Convidada pelo radialista Tutti Maravilha para integrar um espetáculo em tributo a Elis Regina, em Belo Horizonte, aprovou o resultado e deu início à turnê acústica Bossa 'n' Roll. Iniciada em pequenas casas de espetáculos, a digressão expandiu-se para ginásios e alcançou palcos internacionais, incluindo o Festival de Jazz de Montreux, na Suíça.[117] Durante a excursão, os problemas de alcoolismo, já manifestos no âmbito familiar, intensificaram-se. Advertida por Carvalho de que tal conduta não seria tolerada na presença dos filhos, mudou-se para um apartamento em Pinheiros e aprofundou o vício, recebendo apoio do filho primogênito, Beto — recém-concluinte do ensino médio —, que passou a residir com ela para prestar cuidados.[118] Gravado ao vivo em Campinas,[117] o álbum homônimo constituiu um dos primeiros registros desplugados de grande sucesso no Brasil, antecipando em vários anos o fenômeno Acústico MTV.[119] O disco comercializou 400 mil cópias,[120] ocupou a quinta posição entre os mais vendidos no país em 1992 e conferiu a Lee os Prêmios Sharp de Melhor Cantora e Melhor Disco na categoria Pop/Rock,[35][121] além do Prêmio APCA de Música Popular na categoria Melhor Show.[66]
Retornando à Som Livre, a artista regressou ao rock 'n' roll com o álbum homônimo de 1993, conhecido popularmente como Todas as Mulheres do Mundo. O trabalho rendeu-lhe o Prêmio Sharp de Melhor Cantora de Pop/Rock; na cerimônia, foi ovacionada e destacou-se como a personalidade mais comentada da edição.[122] Em 1995, para abrir os espetáculos dos Rolling Stones no Hollywood Rock, foi submetida a internação emergencial para desintoxicação. Durante a apresentação no Rio de Janeiro, vestiu-se como Nossa Senhora e entoou uma ave-maria ao interpretar a faixa-título, em homenagem à estreia da banda no Brasil. O gesto gerou controvérsia nacional pela utilização de iconografia católica em uma composição dedicada à valorização feminina, motivando condenação da Arquidiocese do Rio de Janeiro, que o classificou como afronta aos sentimentos religiosos da população.[123][124] Ainda naquele ano, retomou a colaboração com Carvalho na turnê A Marca da Zorra,[18] o primeiro grande espetáculo da dupla desde o final da década de 1980.[125] Em 1996, conquistou três Prêmios Sharp em uma única noite — Melhor Cantora e Melhor Disco de Pop/Rock —, referentes ao registro ao vivo da turnê anterior, além de Melhor Show. À imprensa, declarou: "No fundo, para mim que sempre tive meu trabalho muito criticado, é muito bom estar sendo finalmente reconhecida".[126] Tornou-se, ademais, a primeira mulher a receber o Prêmio Shell de Música em 16 anos de história da premiação.[127] Uma apresentação prevista na cerimônia foi cancelada em virtude de uma grave fratura no côndilo mandibular direito, provocada por queda da varanda de seu sítio em Caucaia do Alto, sob efeito de álcool.[128] O quadro foi superado por meio de uma cirurgia com inserção de pinos de titânio no maxilar e aplicação de silicone nos lábios, procedimento que inicialmente comprometeu a fala, colocou em risco a capacidade vocal e resultou na perda de 40% da audição no ouvido direito. Em consequência do acidente, o casal oficializou o casamento civil; Lee passou a assinar Rita Lee Jones de Carvalho e posou com os filhos e o marido na capa da revista Caras.[18][129]
Em 1997, foi a principal homenageada da décima edição do Prêmio Sharp — ao lado de Fernanda Montenegro no Shell de Teatro —, em tributo que contou com interpretações de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Ney Matogrosso, Zélia Duncan, Fernanda Abreu e Joyce, esta última autora da composição inédita "Minha Gata Rita Lee".[130] O álbum Santa Rita de Sampa marcou um dos retornos mais aguardados da década de 1990;[131] o título derivou da autodesignação da cantora como "padroeira de coisas incomuns, consideradas muitas vezes profanas".[132] O videoclipe de "Obrigado Não" provocou polêmica ao exibir o primeiro beijo homoafetivo transmitido em rede nacional, veiculado na MTV e no Fantástico, a despeito de tentativas de restrição de horário.[133] Lee recebeu novamente o Prêmio Sharp de Melhor Cantora de Pop/Rock.[134]
Em setembro de 1998, lançou o terceiro álbum ao vivo, Acústico MTV, contendo releituras de sucessos anteriores e duas faixas inéditas. Certificado platina em CD e DVD,[135] com 650 mil unidades vendidas,[136] foi considerado um dos melhores da série.[137][138] A divulgação incluiu participações em programas como Programa Livre e Hebe,[139][140] além da turnê Meio Desligada, realizada em diversos estados e encerrada em maio de 1999 com apresentação para 100 mil espectadores no Parque Ibirapuera, em São Paulo.[141]
3001 (2000), com colaborações de Tom Zé e Itamar Assumpção,[18] conquistou o Grammy Latino de Melhor Álbum de Rock ou Alternativo em Língua Portuguesa.[142] A excursão promocional do disco foi exibida como especial na Rede Bandeirantes, com convidados como Caetano Veloso, Zélia Duncan, Paula Toller e Pato Fu.[143] Lee gravou versões de músicas dos Beatles para Aqui, Ali, em Qualquer Lugar (2001; lançado internacionalmente como Bossa 'n Beatles), misturando bossa nova, rock e forró. O disco liderou a parada de álbuns na Argentina, recebendo certificado de platina e culminando num show com ingressos esgotados no Luna Park, em Buenos Aires, considerado sua consagração definitiva no país.[144][145]
Seguiram-se os álbuns de compilação Para Sempre e Novelas (2001–2002), este último reunindo suas músicas de trilha de telenovela.[64] Balacobaco (2003) vendeu 550 mil cópias impulsionado pelo sucesso "Amor e Sexo" e marcou o retorno da artista ao grande êxito comercial com material totalmente inédito.[146][147] Como parte da turnê promocional do disco, em janeiro de 2004, Lee apresentou-se para mais de 200 mil pessoas no Vale do Anhangabaú, em São Paulo, durante as comemorações dos 450 anos da cidade.[148]
2010–14: Aposentadoria dos palcos e Reza
Em 2010, iniciou sua nova turnê, que estreou em Belo Horizonte, na qual cantou sucessos que estavam fora de seu repertório. O show percorreu várias cidades do Brasil como São Paulo, Porto Alegre e Rio de Janeiro, além de ter passado por Buenos Aires, com apresentação no teatro Gran Rex. Em 2012, Lee anuncia sua aposentadoria dos palcos em seu show de estreia no Circo Voador no Rio de Janeiro, devido à sua fragilidade física. "Me aposento dos shows, mas da música nunca", explicou a cantora no seu Twitter.[149]

Em janeiro de 2012, durante o que seria a última apresentação, no Projeto Verão em Sergipe, Lee expressou sua indignação com a ação da polícia militar, que agiu de modo agressivo com seu público.[150] Acusada de desacato à autoridade, a cantora foi encaminhada a uma delegacia após o show para prestar depoimento, porém liberada em seguida.[151][152] A cantora alegou ter falado pelo "calor das emoções", e por ter achado a ação dos policiais "truculenta e desnecessária".[153]
No carnaval de 2012, desfilou pela escola de samba paulista Águia de Ouro, cujo tema foi a Tropicália. Desfilaram também outros cantores do movimento, como Caetano Veloso e Gilberto Gil, além de cantores como Wanderléa, Cauby Peixoto e Angela Maria. Lee homenageou a atriz Leila Diniz no desfile.[18]
Após alguns anos sem gravar músicas inéditas, tendo seu último álbum sido Balacobaco, em 2003, Lee anuncia o lançamento de seu então novo álbum, Reza. Em fevereiro de 2012, lançou o primeiro single promocional do álbum. Pouco tempo depois a canção ultrapassou o sucesso "Ai, Se Eu Te Pego", de Michel Teló, no número de downloads do iTunes Brasil.[154] No mês seguinte, a música entrou para a trilha sonora da telenovela Avenida Brasil, da TV Globo.[155]
Em novembro de 2012, fez um show que marcou sua volta aos palcos, com apresentação no Green Move Festival, no qual também se apresentaram as bandas Titãs e Jota Quest. Na apresentação, a cantora causou nova polêmica ao abaixar a calça e virar-se para o público.[156] Em janeiro de 2013, participou do show que fez parte da comemoração dos 459 anos da cidade de São Paulo, no Vale do Anhangabaú. "Daqui eu não saio", disse Lee, sobre a cidade em que nasceu.[157]
2014–2023: Últimos anos
Em 2013, Lee concedeu rara entrevista à revista Marie Claire, na qual abordou o envelhecimento feminino como um dos grandes tabus da mulher contemporânea. Declarou: "Para envelhecer com dignidade, a mulher tem de ter desapego. É muito complexo".[158] No mesmo ano, para celebrar os 50 anos de carreira solo, lançou o livro Storynhas, em parceria com a cartunista Laerte Coutinho. Publicado pela Companhia das Letras, o volume reúne 76 breves histórias criadas a partir de publicações icônicas da cantora no Twitter, plataforma que ela frequentava com assiduidade.[159]
Em 2014, Lee optou por abandonar a tintura vermelha nos cabelos — marca registrada de sua imagem pública — e assumir os fios grisalhos, justificando: "Quero ficar anônima".[160] Nesse período, estreou em São Paulo o musical Rita Lee Mora ao Lado, adaptação do livro homônimo de Henrique Bartsch, estrelado por Mel Lisboa.[161][162] A cantora compareceu a uma das sessões, comovendo a atriz até às lágrimas.[163] Mais tarde, enviou uma mensagem em vídeo de felicitações quando Lisboa conquistou o Prêmio Quem de Melhor Atriz de Teatro.[164]
Em 2015, foi lançada uma coleção composta por vinte álbuns remasterizados de sua discografia, acompanhada de um disco extra com raridades — canções gravadas para trilhas sonoras de telenovelas, comerciais e filmes, mas não incluídas em seus álbuns oficiais.[165]
A partir de 2016, Lee concentrou-se prioritariamente na produção literária. Pela Globo Livros, publicou sua primeira autobiografia, Rita Lee: uma autobiografia, que superou 200 mil exemplares vendidos — aproximadamente setenta vezes a tiragem média de um livro no Brasil —, obteve elogios unânimes da crítica da crítica e recebeu o Prêmio APCA de Literatura na categoria Biografia/Autobiografia/Memória.[166] Na mesma cerimônia, foi agraciada com o Grande Prêmio da Crítica da APCA em Música Popular, em reconhecimento ao conjunto de sua trajetória musical.[167] Seguiu-se a coletânea infantojuvenil Dropz (2017), composta por 61 narrativas ilustradas sobre diversos temas; segundo a autora, o livro foi escrito em apenas três meses, sem pressão ou rotina pré-estabelecida. O lançamento contou com sessão de autógrafos em uma loja Saraiva do shopping Pátio Paulista, em São Paulo.[168] Em 2018, publicou FavoRita, em coautoria com Guilherme Samora, reunindo fotos raras, documentos de músicas vetadas pelo regime militar, destaques de moda e um novo ensaio fotográfico, que forneceu a imagem da capa.[169]
"Na minha época, diziam que mulher não podia usar calça. Fui lá e usei. Depois, me disseram que pra fazer rock tinha que ter colhão. Eu, com meu útero e ovários, fui fazer rock. Diziam também que mulher não podia falar de sexo e prazer. Fui lá e fiz música sobre isso". — Rita Lee [166]
Durante a pandemia de COVID-19, uma participação especial prevista no espetáculo de seu filho Beto Lee, em São Paulo, foi cancelada em razão das restrições sanitárias. Nesse intervalo, dedicou-se intensamente à composição e anunciou planos para um novo álbum de estúdio — o primeiro desde Reza (2012) —, que incluiria a faixa punk-rock "Vírus do Horror", inspirada no contexto pandêmico.[170] O projeto, no entanto, não se materializou. Em 2021, a dupla Anavitória incluiu em seu álbum Cor a canção "Amarelo, Azul e Branco", com participação de Lee na recitação de um trecho de Simone de Beauvoir.[171] No mesmo ano, lançou o single "Change", em colaboração com Carvalho e o produtor eletrônico Gui Boratto, integrado à trilha sonora da telenovela Um Lugar ao Sol.[172] Ainda nesse período, seu filho João Lee (DJ e produtor musical) curou três volumes do projeto Rita Lee & Roberto – Classix Remix, reunindo 42 faixas remixadas por diversos DJs a partir do repertório original.[173]
Em novembro de 2022, recebeu o Prêmio de Excelência Musical na 23.ª edição do Grammy Latino, com tributos prestados por Luísa Sonza, Giulia Be, Paula Lima e Manu Gavassi.[174] Dois anos depois, Lee (postumamente) e Carvalho tornaram-se a primeira dupla de compositores a receber o Prêmio UBC pelo conjunto da obra, em cerimônia dirigida por Beto Lee, com reinterpretações executadas por Fernanda Abreu, Pitty, Léo Jaime e outros artistas.[175] Seu último trabalho em vida foi o segundo volume autobiográfico, Rita Lee: outra autobiografia (2023, Globo Livros), no qual relata com detalhes o tratamento contra o câncer de pulmão, diagnosticado em 2021.[176]
Lançamentos póstumos
Em janeiro de 2011 — um ano antes de anunciar sua aposentadoria dos palcos — Rita Lee começou a trabalhar no álbum Bossa 'n' Movies. Previsto como sequência do álbum ao vivo Bossa 'n' Roll (1991), o projeto incluiria versões em português, escritas pela própria cantora, de famosos temas de filmes reinterpretados no estilo bossa nova. No entanto, ela priorizou o álbum de inéditas Reza (2012) e deixou o trabalho de lado após gravar vocais para apenas duas faixas. Uma delas, "Voando" — versão em português da canção italiana "Volare", de Domenico Modugno e Franco Migliacci — foi exibida em primeira mão pelo Fantástico, em 9 de junho de 2024, treze anos após a gravação. A faixa foi lançada no dia seguinte, creditada também a Carvalho, que atuou como produtor musical, arranjador e único instrumentista (no violão, baixo, programação e teclados).[177] "Voando" venceu o Prêmio da Música Brasileira na categoria Projeto Audiovisual.[178] No mês seguinte, a editora Globo Livros publicou o segundo livro póstumo de Lee, O mito do mito. Iniciado pela autora em 2005 e finalizado em 2019, a obra foi editada conforme desejado por ela. Lee solicitou que Carvalho e Guilherme Samora não fizessem declarações em entrevistas ou coletivas, de modo a preservar o mistério e a veracidade dos contos. A foto da capa, bem como aspectos gráficos, foram curados pela própria autora.[179] Ainda em 2024, chegou às plataformas digitais o registro ao vivo Uma Noite no Luna Park, disco que registra o espetáculo realizado pela cantora em novembro de 2002 na arena Luna Park, em Buenos Aires, com repertório composto majoritariamente por reinterpretações dos Beatles. Mais tarde, o disco ganhou edição em vinil duplo.[180]
Em 8 de maio de 2025, dois anos após o falecimento de Lee, estreou na plataforma Max o documentário Rita Lee: Mania de Você. Dirigido pelo argentino Guido Goldberg e produzido pela Mandarina Contenidos,[181] o filme traça um retrato íntimo da vida e da carreira da cantora por meio de entrevistas exclusivas, material de arquivo e depoimentos de familiares, músicos e personalidades, entre os quais Gilberto Gil e Ney Matogrosso. Um dos destaques é a leitura de uma carta que a artista escreveu para sua família pouco antes de morrer, na qual reflete sobre sua trajetória e legado.[182][183] Menos de duas semanas depois, em 22 de maio — dia de Santa Rita de Cássia, data que Lee adotara simbolicamente como seu "novo aniversário" e que São Paulo oficializara como o Dia de Rita Lee —, chegou aos cinemas brasileiros o documentário Ritas.[184] Dirigido por Oswaldo Santana e codirigido por Karen Harley, o longa dispensa entrevistas com celebridades e narração biográfica, priorizando a voz da própria artista, extraída de entrevistas ao longo de sua carreira e de vídeos caseiros gravados por ela. A obra oferece um vislumbre pessoal de seus anos mais reclusos, mostrando seu jardim, coleção de miniaturas, pinturas, saguis de estimação, cachorro e gatos.[183][185] Ritas tornou-se, em pouco tempo, o documentário brasileiro mais assistido nos cinemas em 2025, ultrapassando a marca de 50 mil ingressos vendidos.[186]
Morte
Em maio de 2021, aos 73 anos, Rita Lee foi diagnosticada com um tumor primário no pulmão esquerdo durante exame de rotina.[187] Os médicos estimaram uma sobrevida de três a quatro meses. Ao longo do tratamento, o câncer evoluiu para metástase, exigindo quimioterapia. Em abril de 2022, novos exames indicaram a regressão de um dos tumores — apelidado pela própria artista de "Jair", em referência ao então presidente Jair Bolsonaro —, embora a doença continuasse a progredir para outros órgãos.[188] Em fevereiro de 2023, a cantora foi internada no Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, em estado extremamente delicado. Pouco tempo depois da divulgação da notícia, seu marido, Roberto de Carvalho, esclareceu pelas redes sociais que a internação destinava-se a exames e avaliações, solicitando privacidade. Lee recebeu alta no mês seguinte e passou a receber cuidados paliativos, com acompanhamento de duas enfermeiras.[189][190] Nesse período, perdeu progressivamente a capacidade de andar, falar e, em menor grau, de pensar. Permanecia em um quarto hospitalar adaptado em seu apartamento na capital paulista, ao lado de Carvalho e do filho João. Por volta da noite de 8 de maio de 2023, seu quadro agravou-se novamente, e Lee faleceu cercada pela família, em sua residência, aos 75 anos, vítima de câncer de pulmão. Na manhã seguinte, a família confirmou publicamente o óbito.[191]
Após a divulgação da notícia, diversos artistas prestaram tributos à cantora, entre eles Pitty, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Ney Matogrosso, Fafá de Belém, Carlinhos Brown e Fito Páez.[192] O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decretou luto oficial de três dias, declarando em nota: "Uma artista à frente do seu tempo. Julgava inapropriado o título de rainha do rock, mas o apelido faz jus à sua trajetória".[193] A morte impulsionou o retorno de seus discos e livros às paradas de vendas.[194][195] O velório ocorreu em 10 de maio de 2023, no Planetário Professor Aristóteles Orsini, no Parque Ibirapuera — local que simbolizava a ligação histórica da artista com o espaço, tornando-se a primeira pessoa a ser velada ali.[196] A despedida foi planejada pela própria Lee, que definiu o local, a decoração, o caráter aberto ao público e a cor de sua vestimenta.[197] Familiares, amigos próximos e personalidades como Xuxa, Serginho Groisman, Pedro Bial e Maria Rita prestaram condolências no local. O evento atraiu aproximadamente seis mil fãs, que formaram fila para prestar a última homenagem pessoalmente, muitos portando adereços que remetiam à artista, como discos de vinil e livros de sua autoria.[198][199] Durante o traslado do corpo para a cremação, já na noite daquele dia, os admiradores entoavam gritos de "Rita, eu te amo" e cantavam o clássico "Ovelha Negra" em despedida.[200]
Lee desejava que seu corpo fosse cremado e as cinzas lançadas em sua horta. Carvalho optou, contudo, por não cumprir integralmente esse pedido durante sua vida, com o intuito de que as cinzas dos dois fossem misturadas conjuntamente; atualmente, encontram-se depositadas na residência do casal, em uma urna de formato esférico posicionada sobre uma espécie de santuário doméstico.[201]
Uma profecia registrada pela própria artista na página final de sua primeira autobiografia chamou atenção dos meios de comunicação:
"Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta. Algumas rádios tocarão minhas músicas sem cobrar jabá, colegas dirão que farei falta no mundo da música, quem sabe até deem meu nome para uma rua sem saída. Os fãs, esses sinceros, empunharão capas dos meus discos e entoarão 'Ovelha Negra', as tvs já devem ter na manga um resumo da minha trajetória para exibir no telejornal do dia e uma notinha no obituário de algumas revistas há de sair. Nas redes virtuais, alguns dirão: 'Ué, pensei que a véia já tivesse morrido, kkk'. Nenhum político se atreverá a comparecer ao meu velório, uma vez que nunca compareci ao palanque de nenhum deles e me levantaria do caixão para vaiá-los. Enquanto isso, estarei eu de alma presente no céu tocando minha autoharp e cantando para Deus: 'Thank you Lord, finally sedated'".[202]
De acordo com o jornal Correio Braziliense, Lee deixou uma herança estimada em cerca de 30 milhões de reais, composta por patrimônio que gera direitos autorais, além de negócios, imóveis e diversos investimentos.[203]
Repercussão
A morte de Rita Lee repercutiu internacionalmente, com cobertura em grandes jornais de língua inglesa, espanhola, francesa e alemã,[204] e provocou um expressivo aumento na procura pelos seus materiais discográficos e literários.[194][195] No dia do anúncio do falecimento, a artista foi a personalidade mais buscada globalmente na plataforma de vídeos YouTube, com interesse notável em Portugal, Uruguai, Paraguai e Argentina.[205] No dia subsequente — 10 de maio —, posicionou-se como a quarta mais escutada no Brasil e a sexta em Portugal por usuários no Spotify,[206][207] com doze faixas incluídas no top 50 da parada brasileira diária de músicas virais da plataforma. A canção "Ovelha Negra" atingiu a sexta posição — estabelecendo a melhor colocação de uma faixa de Lee na tabela —, seguida, em ordem decrescente, por "Mania de Você", "Coisas da Vida", "Desculpe o Auê", "Minha Vida", "Saúde", "Agora Só Falta Você", "Lança Perfume", "Doce Vampiro", "Reza" e "Coisas da Vida (ao Vivo)".[208] Na semana de 5 a 11 de maio, quatro álbuns da discografia ingressaram na parada brasileira de álbuns do Spotify: a coletânea Lança Perfume e Outras Manias liderou na 17.ª posição, seguida por Mania de Você no 39.° posto, enquanto Acústico MTV e Fruto Proibido integraram o top 200.[209]
No âmbito editorial, Rita Lee: uma autobiografia (2016) tornou-se o livro mais adquirido no Brasil entre 8 e 14 de maio de 2023, conforme dados da empresa BookInfo. A obra liderou igualmente a lista geral da Amazon — principal plataforma de varejo de livros no país — e a categoria de não ficção da revista Veja, com FavoRita (2018) posicionado no top 10. Na lista da PublishNews — que contabiliza exclusivamente as vendas em livrarias físicas —, o volume de 2016 alcançou o primeiro lugar na semana de 15 a 21 de maio. Em 22 de maio de 2023, a Globo Livros publicou Rita Lee: outra autobiografia, que, ainda em pré-venda, alcançou a quinta posição entre os títulos mais vendidos na Amazon, ascendendo ao topo da lista geral em apenas três dias.[195][210][211] Na retrospectiva anual da revista Veja referente a 2023, Rita Lee: outra autobiografia encabeçou a lista de livros de não ficção mais vendidos do ano, ao passo que a autobiografia anterior ocupou a sexta colocação. Ao todo, as obras literárias da artista acumulam mais de um milhão de exemplares vendidos.[212]
Vida pessoal
Família

Em 1976, começou um relacionamento amoroso com o multi-instrumentista e compositor Roberto de Carvalho, que até o fim da carreira de Rita foi o parceiro da maioria de suas canções. Tiveram três filhos. Beto Lee, primeiro filho da artista, nascido em 1977, seguido por João em 1979, e Antônio em 1981.[45] Rita era vegana e defensora dos direitos dos animais.[213]
Relação com São Paulo
Rita Lee nasceu e cresceu na Vila Mariana, um bairro tradicional na Zona Sul da cidade de São Paulo.[132] Na Vila Mariana a cantora cresceu e viveu durante sua infância e adolescência (até os 19 anos), em um casarão na rua Joaquim Távora. Durante sua juventude, ela explorou diversos locais da cidade, desde a Rua Augusta, o Parque do Ibirapuera, o Estádio do Pacaembu até em Interlagos, locais que são frequentemente mencionados em suas músicas.[132] Em "Mania de Você", por exemplo, ela cantou em um show na cidade "Sampa, você me dá água na boca", evidenciando sua admiração pela metrópole.[214] A cantora passou um tempo morando na Serra da Cantareira, onde tentou viver em uma comunidade hippie com seus irmãos.[215]
Além da Vila Mariana, Rita também viveu em outros bairros, incluindo a Pompeia, onde ela se envolveu com o conjunto Os Mutantes.[216] No bairro da Zona Oeste paulistana, especificamente na Rua Venâncio Aires, nasceu o grupo, que teve Rita como membro até 1972.[216] O bairro também é mencionado na canção "Ôrra Meu", onde Rita expressa seu amor pela localidade: "Pego na guitarra e não largo até a Pompeia gritar".[216]
Outras músicas que citam a cidade: "Caminhante Noturno" (1969), "De Novo Aqui, Meu Bom José" (1972), "Lá Vou Eu" (1976), "Lady Babel" (1976), "Vírus do Amor" (1985), "Vítima" (1985), "Gloria F" (1985), "Brasyx Muamba" (1987), "Venha Até São Paulo" (1993) e "Santa Rita de Sampa" (1997).[215] Nessas músicas a compositora cita:[217] o Largo do Arouche, o bairro da Liberdade, a Praça da Sé, o Rio Tietê, o Sport Club Corinthians Paulista além do Viaduto do Chá.[132]
Em uma semana do mês de abril do ano 2000 ocorreu um episódio notável que ilustra essa conexão com a cidade, foi o desaparecimento de seu cachorro, Mike, no Jardim São Bento, bairro nobre localizado próximo ao bairro de Santana, Zona Norte.[218] A cantora foi ao Programa Domingo Legal de Gugu Liberato no SBT fazer um pedido de socorro na TV aberta ao vivo. A operação de resgate do cachorrinho fez com que a cantora "invadisse" outros programas de TV e rádio naquela semana.[219] Programa do Jô, Pânico, o hit parade da Transamérica e os vespertinos da 89FM a receberam, e prometia uma recompensa a quem localizasse seu pet de quatro anos de idade.[219] O incidente teve um desfecho feliz quando Leandro Lehart, músico e residente do mesmo bairro, encontrou o cachorro e o devolveu à cantora. Este evento foi amplamente divulgado na mídia local e reforça o senso de comunidade que permeia várias partes da cidade.[218]
Em 2013, durante o início da turnê que celebrava seus 50 anos de carreira, Rita Lee expressou seu amor por São Paulo de maneira marcante. Em um concerto no Vale do Anhangabaú, ela se apresentou envolta na bandeira da cidade, que na época comemorava 459 anos. Durante o evento, ela afirmou: "eu amo essa cidade. Moro aqui há 67 anos! Daqui eu não saio. (...) Se não fosse São Paulo, o Brasil seria bem menos".[132] Estes comentários refletem a profunda relação afetiva que ela mantinha com a cidade, um sentimento que foi poeticamente capturado por Caetano Veloso ao descrevê-la como "a mais completa tradução" de São Paulo em sua canção "Sampa".[220] Foi chamada também de "Santa Rita de Sampa".[215]
O legado de Rita Lee foi imortalizado não apenas através de sua música, mas também por meio de um mural na Vila Mariana instalado em 2023.[216] Criado pelos artistas Paulo Terra, Pedro Terra e Eraldo Moura, o painel artístico está localizado na Rua Domingos de Morais e apresenta duas representações de Rita Lee, destacando diferentes fases de sua carreira.[221] Este tributo visual reforça ainda mais sua conexão com o bairro onde nasceu e cresceu.[222]
Rita Lee faleceu em 8 de maio de 2023, e sua morte foi seguida por um velório no Planetário Professor Aristóteles Orsini, localizado no Ibirapuera,[223] um local que simboliza sua ligação contínua com São Paulo.[224] As circunstâncias de sua despedida, assim como as homenagens póstumas, sublinham o impacto duradouro de sua figura na cultura brasileira.[223]
Em abril de 2024 houve um projeto de Lei, proposto por uma vereadora paulistana, que visava a inclusão do nome de Rita Lee no Parque Ibirapuera, que passaria a se chamar "Parque Ibirapuera – Rita Lee". O projeto foi modificado e o prefeito da cidade sanciona lei que dá nome de Rita Lee a antiga Praça da Paz, localizada no mesmo parque, chamada "Praça da Paz - Rita Lee".[225] Em julho do mesmo ano a Câmara Municipal de São Paulo homenageou a cantora instituindo o dia 22 de maio como o Dia de Rita Lee. A mudança foi publicada no Diário Oficial pela Lei nº 18.151.[226]
Saúde
Em 1996, sofreu uma queda da varanda no segundo andar de seu sítio, esfacelando o côndilo maxilar, o que levou a uma cirurgia para colocação de pinos de titânio.[227][228] Depois da cirurgia bem-sucedida e diante da possibilidade de retomar sua carreira, Rita ter-se-ia comprometido a largar as drogas e as bebidas alcoólicas, o que, segundo uma declaração da cantora ao programa Fantástico, da TV Globo, só o fez totalmente em janeiro de 2006, depois de procurar ajuda numa clínica de reabilitação, a qual ela chama de "hospício", conseguindo frequentar palestras e fazer tratamento, obtendo êxito.[229] Em maio de 2012, Rita declarou sofrer de transtorno bipolar.[230]
Outros trabalhos
Televisão
Em Os Trapalhões (1977), interpretou uma fotógrafa num concurso de miss. Em Top Model (1989), escrita por Walther Negrão e Antônio Calmon, interpretou Maria Regina, a esotérica Belatrix, uma das ex-mulheres do surfista Gaspar, interpretado por Nuno Leal Maia. Em Vamp (1991), também escrita por Calmon, Rita era a roqueira-vampira Lita Ree, amiga da protagonista Natasha, interpretada por Cláudia Ohana. Ainda no ano de 1991, Rita ganhou um programa na MTV Brasil intitulado TVleezão.[231]
Em 1997 participou do sitcom Sai de Baixo, no episódio "Presepada de Natal", como Scarlet Antibes, uma prima do personagem Caco Antibes, interpretado por Miguel Falabella. Em 2002 passou a co-apresentar o programa de televisão Saia Justa, no canal pago GNT (Globosat), ao lado de Mônica Waldvogel, Marisa Orth e Fernanda Young, Rita se despediu do programa em 2004. Em Celebridade (2003), fez uma participação especial como ela mesma e contracenou com Maria Clara, interpretada por Malu Mader.[231]
Em 2005 comandou, ao lado do marido Roberto de Carvalho, o talk show Madame Lee, também transmitido pela GNT. Em 2010 foi convidada pelo diretor Jorge Fernando para regravar seu sucesso de 1985, Ti Ti Ti. A música foi usada na abertura do remake da novela no horário das 19 horas. Rita fez uma participação no último capítulo fazendo um show, cantando esta música.[231] Em 2017 participou do documentário Laerte-se, da Netflix.[232]
Legado
Lee tornou-se um ícone da cultura pop brasileira, ao longo de sua carreira.[233] A artista é considerada a maior estrela da história do rock brasileiro, desde quando foi nomeada de "Rainha do rock brasileiro", por ser a mais bem sucedida do gênero.[234][58] Thales de Menezes, escreveu para a Folha de S.Paulo, que "ela foi fundamental no desenvolvimento do gênero no país. A começar por surgir em cena num período atribulado, quando o rock era considerado um "vilão cultural" por nomes importantes da música e das artes brasileiras".[235] Editores do blog Ao Redor avaliam que "o rock encontrou em Lee uma voz que ecoa liberdade, inovação e resistência. Ela não apenas adaptou o rock ao cenário cultural brasileiro, mas também o enriqueceu com suas próprias influências e perspectivas".[236]
Thiago Vieira, da Universidade Estadual Paulista, avalia que "especificamente no ano de 1967, sua aparição pública foi bastante importante para aquele momento da música popular brasileira. Era a explosão do Movimento Tropicalista, que foi fundamental na renovação da canção popular no Brasil. Isso se deu de forma contundente pela presença das guitarras elétricas, pela presença de outra linguagem e sobretudo por expor os muros que separavam a música brasileira da música estrangeira". O autor acrescenta que a artista teve um papel enorme e diferenciado na assimilação da linguagem do gênero no país, que foi além da música e envolveu também questões de comportamento: "Apesar das influências do rock londrino e experimental que ela e os Mutantes trouxeram, Lee sempre fez uma defesa ampla de uma linha mais libertária, de ser uma mulher que estava ancorada nos seus direitos, na busca de seus direitos, acompanhando movimentos que aconteciam na Europa e nos Estados Unidos. Neste grande bojo da contracultura, ela vai trazer uma atitude ligada ao rock. Não apenas a sonoridade, mas também uma atitude transgressora, underground. Isso é bastante importante para entender como o seu papel colaborou para renovar, ao longo da década de 1960, a linguagem da canção no Brasil. Apesar de se tornar mais pop ao longo da carreira, Lee foi uma artista de muitas facetas, mas nunca abriu mão de sua singularidade".[237]

Escrevendo para a para a revista Veja, Felipe Branco comentou que Lee, "desde d'Os Mutantes, já demonstrava seu pioneirismo: foi uma das primeiras mulheres a tocar guitarra, um instrumento tido como exclusivamente masculino. Ela também foi uma das poucas artistas femininas da época que, além de intérprete, compunham as letras e os arranjos das músicas".[238] Fernando Pereira, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, observa: "Na década de [19]60, ela e Os Mutantes não vendiam apenas música. Vendiam, também, um estilo de vida. E como isso incomodou. Assim, boa parte da informação sobre a vida da artista se confunde com a informação de sua carreira. Ao contrário de outros cantores e compositores, que conseguiram preservar um pouco de sua intimidade, a vida de Rita foi pública durante toda sua existência e, por isso, virou história. História da música popular brasileira".[239] Lee foi uma das primeiras artistas do segmento a abordar abertamente a liberdade e os direitos das mulheres, trazendo em suas letras uma abordagem dos anseios femininos sem limitações. Ao longo de sua carreira, usou suas músicas e a sua própria imagem para lutar pela liberdade e igualdade das mulheres, combatendo os estereótipos de gênero dentro da indústria musical e na sociedade como um todo. Isso lhe rendeu perseguições políticas e diversas tentativas claras de censura. Em suas composições, falou de temas tabus na sociedade, como aborto, homossexualidade, drogas — e dedicou boa parte da sua obra à defesa da emancipação feminina. Em uma entrevista teria dito: "Preconceito é uma enfermidade, uma doença horrível, e deve ser tratada".[240] Ousadias como essas que, de acrodo com Branco, "fizeram dela, sim, a ovelha ovelha da música e uma das maiores artistas do país".[238] Sobre esse aspecto, Jéssica Rodrigues Araújo Cunha, autora de A Importância da Produção Musical de Rita Lee (2010), citou o lirismo de "Mania de Você" como um exemplo, alegando que "demonstra que o sexo pode ser buscado pela mulher com o objetivo do prazer, já que na sociedade brasileira ainda pairava – e paira – sobre o ar, certa moralidade relacionada ao sexo e a mulher".[241]
Já José Antônio Barbosa, em seu artigo As faces de Eva: o universo feminino no léxico de Rita Lee, explica que através da faixa "enuncia-se um discurso sobre o amor, a relação conjugal e o desejo sexual de forma despojada e nunca antes explicitamente tratada na canção de uma compositora e cantora feminina".[242] Da mesma forma, Luiz Tatit assinala que as faixas "falam sobre o amor, a relação conjugal e o desejo sexual de forma despojada, como mulher alguma havia feito antes na música brasileira e" é possível verificar que ", a partir das canções da artista, o ponto de vista da mulher sobre assuntos variados – antes restritos ao unverso masculino – começa a ser observado e discutido".[243]
Renato Gonçalves Ferreira Filho, em Rita Lee, mulher-alienígena, afirma que "sob certo aspecto, ela se mostrava em linha de sintonia com composições de homens e mulheres que emergiram com força na música brasileira, especialmente na década de 1970, pondo em evidência o corpo como território do prazer, em contraposição à moral sexual hegemônica".[244] Para a acadêmica feminista Ana Karla Marcelino, a artista foi "uma notável representante musical da luta contra a ideologia patriarcal dominante, escrevendo músicas que criticam os estereótipos atribuídos às mulheres", citando "Elvira Pagã" como um desses exemplos, de "mulheres por ela homenageadas", que "representam a quebra de paradigmas e uma crítica aos estereótipos femininos".[245] Pereira comenta que a artista colocou, como poucas, o feminino em pauta, "não o feminino feminista. Mas o feminino da mulher que entrava cada vez mais no mercado de trabalho, que, ainda timidamente, começava a encontrar melhores cargos; da mulher divorciada que criava os filhos e tinha que se abrir a novas experiências. Rita sintetizava o feminino da mulher-metrópole. Meio mãe, meio dona-de-casa, meio funcionária, meio musa, mas principalmente a mulher cidadã.[239]
Lee e seu trabalho foram referência para vários artistas, incluindo Marisa Monte,[246] Pitty,[247] Manu Gavassi,[248] Paula Lima,[249] Zélia Duncan,[250] Preta Gil,[251] Ana Carolina,[252] Maria Rita,[252] Zezé Motta,[253] Luísa Sonza,[253] Paula Toller,[253] Paulo Ricardo,[254] Titãs,[255] Cassia Eller,[256] Daniela Mercury,[257] Claudia Leitte,[258] Wanessa Camargo,[259] Anitta,[260] Julia Mestre,[261] Chitãozinho e Xororó,[262] Fernanda Takai,[263] Ana Caetano,[264] Kell Smith,[264] Filipe Catto,[264] Badi Assad,[264] Duda Beat,[264] Larissa Manoela,[264] Iza,[265] Dinho Ouro Preto,[265] Érika Martins,[266] Mel Lisboa[267] e Adriana Calcanhoto.[268]
Teatro
Quase um ano após o falecimento da cantora, estreou no palco do Teatro Porto, em São Paulo, o espetáculo Rita Lee: Uma Autobiografia Musical. Dirigida por Márcio Macena e Debora Dubois, a montagem teve Mel Lisboa no papel principal, reprisando a interpretação de Rita Lee que a atriz já havia realizado em 2014 no musical Rita Lee Mora ao Lado e na minissérie Elis - Viver é Melhor que Sonhar, transmitida pela TV Globo.[269] A produção permaneceu em cartaz por pouco mais de um ano no mesmo teatro e, logo em seguida, empreendeu uma turnê que visitou diversas capitais brasileiras.[270][271] Assinado pelo jornalista e editor Guilherme Samora, o roteiro teve como ponto de partida a autobiografia oficial publicada por Rita Lee em 2016.[269]
Além de Mel Lisboa, o elenco contou com Bruno Fraga interpretando Roberto de Carvalho, Fabiano Augusto como Ney Matogrosso, Flávia Strongolli como Elis Regina, Yael Pecarovich como Gal Costa, Gustavo Rezende como Raul Seixas e Roquildes Junior como Gilberto Gil. Completaram a formação Carol Portes, Antonio Vanfill, Lui Vizotto e Priscila Esteves, responsáveis por diversos personagens.[272] Débora Reis, que integrou a banda de Rita Lee como vocal de apoio durante doze anos, reprisou o papel da apresentadora Hebe Camargo, personagem que já havia interpretado nos musicais Rita Lee Mora ao Lado e Hebe - O Musical.[273]
Previsto para estrear em abril de 2026, em São Paulo, o monólogo Balada da Louca terá Lília Cabral no papel de Rita Lee, retratando os últimos dias da cantora. A obra baseia-se no livro Outra autobiografia. O roteiro é novamente de Guilherme Samora e a direção cabe a Beatriz Barros.[274]
Enredo de Carnaval
Fã do Carnaval, Rita já havia desfilado na avenida quando a Águia de Ouro homenageou o Tropicalismo em 2012. Em 2026, a escola carioca Mocidade Independente de Padre Miguel prestou uma homenagem à memória da cantora, contando sua história na Marquês de Sapucaí com o enredo Rita Lee: Padroeira da Liberdade. Com samba composto por Jefinho Rodrigues, Diego Nicolau, Xande de Pilares, Marquinho Índio, Richard Valença, Orlando Ambrósio, Renan Diniz, Lauro Silva, Cleiton Roberto, Cabeça do Ajax e interpretado por Igor Vianna, Rita Lee: Padroeira da Liberdade foi a primeira homenagem que a cantora recebeu no Carnaval carioca.[275]
Outras homenagens
Em março de 2024, o Museu Biológico Instituto Butantan anunciou o resgate de uma víbora de lábio-brancos, (Trimeresurus insularis), que foi batizada de “Menino Bonito”, em homenagem a música de Rita Lee de 1974. A víbora originária da Ásia, havia sido resgatada no estado da Bahia, em 2023.[276]
Em maio de 2024, os Correios anunciaram homenagem a Rita Lee em selos comemorativos, ao lado de selos comemorativos que homenageam a fauna brasileira. O lançamento dos selos ficaram marcados para 22 de maio de 2026.[277]
Conquistas
Ao longo de sua carreira, Rita Lee angariou uma série de condecorações e reconhecimentos, acumulando 12 Prêmios da Música Brasileira,[278] três Prêmios APCA de Música Popular,[66] um Prêmio APCA de Literatura,[167] dois Grammy Latinos,[279] três Troféus Imprensa e o Prêmio Shell de Música de 1996 — tornando-se a primeira mulher a receber essa honraria.[280][127] Foi agraciada ainda com as ordens brasileiras do Mérito Cultural (2003) e de Rio Branco (2023), ambas na classe de Comendador.[281][282]
Conhecida como a "Rainha do Rock Brasileiro", Lee destacou-se como a artista feminina brasileira com vendas mais altas de todos os tempos, com mais de 55 milhões de unidades comercializadas. Essa marca a posicionou em quarto lugar na lista geral de recordistas nacionais, atrás apenas de Roberto Carlos, Nelson Gonçalves e Tonico & Tinoco.[79][283][284] Suas canções figuraram entre as mais executadas nas rádios brasileiras por duas décadas consecutivas: "Arrombou a Festa" integrou a lista das cem mais tocadas da década de 1970, enquanto "Baila Comigo", "Banho de Espuma", "Saúde" e "Lança Perfume" — nessa ordem — destacaram-se na década de 1980.[285] Nessa última década, ela figurou entre os sete artistas mais reproduzidos no país.[286] Ademais, detém o recorde de participações em trilhas sonoras de telenovelas brasileiras, com mais de 70 ocorrências,[64] e foi a primeira artista nacional a realizar uma temporada de shows inteiramente em estádios e ginásios.[80]
O álbum Fruto Proibido (1975) foi incluído entre os 100 melhores álbuns da história da música brasileira pela Rolling Stone Brasil e entre os melhores do rock latino-americano pela edição estadunidense da revista, ocupando a 16.ª posição na primeira lista e a 41.ª na segunda.[287][288] Na mesma publicação, Lee figurou no 15.° posto entre os 100 maiores artistas da música brasileira, sendo a segunda entre as mulheres, atrás apenas de Elis Regina — colocação semelhante na lista dos 31 maiores artistas brasileiros de todos os tempos da Revista Bula.[278][289] Ela integrou ainda a seleção das 100 maiores vozes do país pela Rolling Stone Brasil,[290] e a canção "Ovelha Negra" apareceu entre as 100 maiores músicas brasileiras; nessa lista, Lee assina a composição de outras três faixas — "Ando Meio Desligado", "Balada do Louco" e "2001" —, lançadas durante sua passagem pelos Mutantes.[291] Na lista das 100 melhores canções brasileiras do jornal O Globo, figuram as duas primeiras, além de "Agora Só Falta Você" e "Mania de Você" — esta última ocupando a 24.ª colocação e sendo a faixa autoral da cantora mais bem posicionada na listagem.[292] Diversos biógrafos, escritores, jornalistas e veículos de comunicação a consideraram uma das mulheres mais influentes e bem-sucedidas da história da música brasileira.[79][283][284]
No âmbito das premiações, foi a principal homenageada em edições do Video Music Brasil (VMB),[293] Prêmio Sharp de Música,[130] Prêmio Multishow de Música Brasileira,[294] Woman's Music Event Awards (WME) e Melhores do Ano.[295][296] Em 2016, recebeu o Grande Prêmio da Crítica do Prêmio APCA de Música Popular, em reconhecimento à sua trajetória.[167] Em 2022, foi agraciada com o Prêmio à Excelência Musical no Grammy Latino.[174] Um ano após sua morte, em 2024, a dupla formada com Roberto de Carvalho recebeu o prêmio honorário da União Brasileira de Compositores (UBC) pelo conjunto da obra, em reconhecimento à relevância musical e ao impacto ao longo de três décadas desde o lançamento de Mania de Você (1979). Na ocasião, Carvalho discursou e dedicou o prêmio a Lee, afirmando que "em cada pequeno fragmento do universo existe um pequeno pedaço de Rita, em todos nós e em tudo".[175]
Em 2024, a Câmara Municipal de São Paulo instituiu o dia 22 de maio como o Dia de Rita Lee, por meio da Lei n.º 18.151, publicada no Diário Oficial.[226] Teve seu nome imortalizado na Praça da Paz, no Parque Ibirapuera, renomeada Praça da Paz – Rita Lee.[225] Na cidade de Jandira, na região metropolitana de São Paulo, uma rua no bairro Altos de Jandira passou a levar seu nome.[297] No Rio de Janeiro, um parque na Barra da Tijuca, integrado ao Parque Olímpico, foi inaugurado em sua homenagem.[298] Ainda neste ano, Lee estampou selos dos Correios ao lado de temas como o gênero bossa nova e a COP30.[299]
Discografia

- Build Up (1970)
- Hoje É o Primeiro Dia do Resto da Sua Vida (1972)
- Atrás do Porto Tem uma Cidade (1974; com Tutti Frutti)
- Fruto Proibido (1975; com Tutti Frutti)
- Entradas e Bandeiras (1976; com Tutti Frutti)
- Babilônia (1978; com Tutti Frutti)
- Rita Lee (1979)
- Rita Lee (1980)
- Saúde (1981)
- Rita Lee e Roberto de Carvalho (1982)
- Bombom (1983)
- Rita e Roberto (1985)
- Flerte Fatal (1987)
- Zona Zen (1988)
- Rita Lee e Roberto de Carvalho (1990)
- Rita Lee (1993)
- Santa Rita de Sampa (1997)
- 3001 (2000)
- Aqui, Ali, em Qualquer Lugar (2001)
- Balacobaco (2003)
- Reza (2012)
Turnês
- Turnê Tutti Frutti (1973–1974; com Tutti Frutti)
- Turnê Atrás do Porto Tem uma Cidade (1974–1975; com Tutti Frutti)
- Turnê Fruto Proibido (1975–1976; com Tutti Frutti)
- Turnê Entradas e Bandeiras (1976–1977; com Tutti Frutti)
- Refestança (1977; com Gilberto Gil)
- Turnê Babilônia (1978; com Tutti Frutti)
- Turnê Mania de Você (1979–1980)
- Lança Perfume (1980–1981)
- Saúde (1981)
- Rita Lee e Roberto Tour Brasil 83 (1983)
- Rita Lee e Roberto Tour 87/88 (1987–1988)
- Bossa 'n' Roll (1991–1992)
- Rita Lee & Banda (1994–1995)
- Turnê A Marca da Zorra (1995–1996)
- Turnê Santa Rita de Sampa (1997–1998)
- Turnê Meio Desleegada (1998–1999)
- Turnê 3001 (2000–2001)
- Turnê Yê Yê Yê de Bamba (2002)
- Balacobaco (2004)
- Turnê PicNic (2007–2009)
- Turnê Etc... (2010–2012)
Filmografia
Televisão
| Ano | Título | Personagem | Notas |
|---|---|---|---|
| 1980 | Rita Lee Jones | Ela mesma | Série "Grandes Nomes" |
| 1981 | Saúde | ||
| 1982 | O Circo | Especial de fim de ano (TV Globo) | |
| 1985 | Rita e Roberto | ||
| 1986 | Cida, a Gata Roqueira | Sunda Morgana | |
| 1988 | Rita & Roberto: Flerte Fatal | Ela mesma | Especial de fim de ano (Manchete) |
| 1990 | Top Model | Belatrix Kundera | Episódio: "7–10 de janeiro" |
| 1991 | Vamp | Lita Ree | Episódio: "17 de setembro" |
| 1991 | TVLeezão | Apresentadora | 12 episódios entre 8 de junho e 28 de setembro |
| 1995 | A Marca da Zorra | Ela mesma | Especial de fim de ano |
| 1997 | Sai de Baixo | Scarlet Antibes | Episódio: "Presepada de Natal" |
| 2001 | Especial 3001 | Ela mesma | Especial de fim de ano (Band) |
| 2002–04 | Saia Justa | Apresentadora | Temporadas 1—3 |
| 2004 | Celebridade | Ela mesma | Episódios: "19–22 de janeiro" |
| 2005 | Madame Lee | Apresentadora | 13 episódios entre 25 de setembro e 18 de dezembro |
| 2011 | Ti Ti Ti | Ela mesma | Episódio: "18 de março" |
| 2017 | Manual para se Defender de Aliens, Ninjas e Zumbis | Grão Mestre | Episódio: "13" |
Cinema
| Ano | Título | Personagem | Nota |
|---|---|---|---|
| 1968 | As Amorosas | Cantora do clube | |
| 1988 | Fogo e Paixão | Namorada no piquenique | |
| 1989 | Dias Melhores Virão | Mary Shadow | |
| 1994 | Tanta Estrela Por Aí... | Raul Seixas | |
| 2002 | Durval Discos | Julieta | |
| 2006 | Wood & Stock: Sexo, Orégano e Rock'n'Roll | Rê Bordosa (voz) | Dublagem |
| 2010 | Uma Noite em 67 | Ela mesma | Documentário |
| 2012 | Tropicália | ||
| 2013 | Minhocas | Martha (voz) | Dublagem |
| 2014 | A Primeira Missa ou Tristes Tropeços, Enganos e Urucum | Pirata[300] |
Ver também
Notas e referências
Notas
- Cerca de R$2 641 763 em dezembro de 2025, corrigido pelo poder de compra via IPCA.[86]
Referências
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- No aniversário de Rita Lee, veja 70 fatos sobre a Rainha do Rock. Por Aurora Aguiar. R7, 30/12/2017
- 'Volta pra casa, Padilha', pede amiga a Rita, por Armando Antenore. Folha de S.Paulo, 18 de julho de 1996.
- Rita Lee: Lady Roque
- «Rita Lee, entrevista». Geraldo Mayrink. 8 de novembro de 2020. Consultado em 29 de novembro de 2021
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- Há 50 anos, Regina Duarte falou à Folha sobre noivado e aprovação na USP. Folha de S.Paulo, 26 de fevereiro de 2018
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Rita Lee: A Rainha do Rock Brasileiro que Revolucionou a Música e a Cultura do Brasil
Infância e Primeiros Acordes: As Raízes de uma Lenda
Os Mutantes: A Revolução Tropicalista
Saída dos Mutantes e Nascimento de uma Estrela Solo
A Parceria com Roberto de Carvalho: A Era de Ouro do Pop Brasileiro
Turnês Históricas e a Era dos Megashows
Rita Lee Além da Música: TV, Literatura e Ativismo
Vida Pessoal: Amor, Família e Superação
Últimos Anos e Despedida
Legado Eterno: A Mulher que Traduziu o Brasil em Canção
Frases que Definem Rita Lee
"Defenda o seu direito de pensar, pois até pensar de maneira errada é melhor do que não pensar."
"Preconceito é uma enfermidade, uma doença horrível, e deve ser tratada."
"Na minha época, diziam que mulher não podia usar calça. Fui lá e usei. Depois, me disseram que pra fazer rock tinha que ter colhão. Eu, com meu útero e ovários, fui fazer rock."
"Quando eu morrer, posso imaginar as palavras de carinho de quem me detesta... Enquanto isso, estarei eu de alma presente no céu tocando minha autoharp e cantando para Deus: 'Thank you Lord, finally sedated'."
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