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terça-feira, 12 de junho de 2018

HOMERO


HOMERODiz-se que o poeta grego Homero, considerado o fundador da poesia épica (a que narra os feitos heróicos), foi também o maior épico de todos os tempos. Apesar disso, a data e o local do seu nascimento são ignorados, embora sete cidades gregas reivindiquem tal honra, mas mesmo não se sabendo nada de concreto sobre sua vida, a suposição é a de que tenha vivido entre os séculos 11 e 7 a.C.. Inúmeros dados fantasiosos sobre ele foram transmitidos desde a Antigüidade, dando origem à versão de que teria sido um mendigo cego que andava de cidade em cidade tangendo a lira e cantando os seus versos.
Ilíada e a Odisséia, os dois poemas épicos que lhe são atribuídos, constituem as obras literárias gregas mais antigas que se conhecem e marcam o nascimento da literatura européia. A natureza desses poemas indica claramente que foram compostos para a repetição oral, sendo declamados por gerações sucessivas de poetas, trovadores e cantores, antes de sua reprodução pela escrita. Caracterizam-se pela beleza e variedade das cenas descritas, pela habilidade de apresentar a vida em todos os seus aspectos, pelo profundo senso de humanidade, pela capacidade de moldar características, pela trama bem arquitetada, pela clareza, e outros fatores mais.
Há uma grande unidade entre os dois poemas, que se completam na forma e no conteúdo. A narrativa da Ilíada se desenvolve em torno do cerco de Ilion, o antigo nome de Tróia, durante o nono ano da guerra entre gregos e troianos, abordando a ira de Aquiles e a conseqüente morte de Heitor e derrota dos gregos, descrevendo também com precisão o mundo grego daquela época. Já “Odisséia” conta a aventura vivida por Odisseus, ou Ulisses, em terra e no mar, durante a sua viagem de retorno ao lar, em Itaca, após o término da guerra de Tróia – onde o aguardavam a esposa Penélope e o filho Telêmaco -, jornada que durou dez anos, período em que o herói grego viveu diversas aventuras. Em seu Canto I – Assembléia dos Deuses – Exortação de Atena a Telêmaco, os parágrafos iniciais dizem:
“Ó Musa, fala-me do solerte varão, que, depois de ter destruído a cidade sagrada de Tróia, andou errante por muitas terras, viu as cidades de numerosas gentes e lhes conheceu os costumes; e, por sobre o mar, sofreu no seu coração aflições sem conta, no intento de salvar a sua vida e de conseguir o regresso dos companheiros. Mas, não obstante o seu desejo, não os salvou, pois pereceram por desatino próprio os insensatos, que devoraram as vacas do Sol, filho de Hiperíone, pelo que este não os deixou ver o dia do regresso. Deusa, filha de Zeus, conta- nos a nós também algumas dessas empresas, começando por qualquer delas”.
“Já estavam todos na pátria os que, na guerra e no mar, tinham escapado a uma cruel morte; Ulisses era o único que suspirava pelo regresso e pela esposa, detido numa côncava gruta pela veneranda ninfa Calipso, a deusa preclara que o desejava para marido. E quando, no curso dos tempos, chegou a época decretada pelos deuses para ele voltar a Ítaca, a sua pátria, nem sequer então, estando entre os que lhe eram caros, foi livre de trabalhos. Todos os deuses se compadeciam dele, exceto Posidão, que permaneceu encolerizado contra o deiforme Ulisses, enquanto não chegou à sua terra”.
“Ora o deus tinha ido à afastada região dos Etíopes – povo que vive nos confins da terra e se divide em dois ramos: um para o lado do poente e outro para o levante, – a fim de receber uma hecatombe de touros e de cordeiros. E, enquanto se deliciava, assentado à mesa do festim, os outros deuses reuniam-se no palácio de Zeus Olímpico. O primeiro a falar foi o pai dos homens e dos deuses, porquanto tinha presente, no seu espírito, o irrepreensível Egisto, ao qual matara o famoso Orestes, filho de Agamémnone. Lembrado dele, disse aos imortais: – Oh, que exprobação não fazem os homens aos deuses! Dizem que de nós procedem os males, quando só eles, por loucura própria e contra a vontade do destino, são os seus autores, como sucedeu a Egisto que, contrariando o fado, desposou a legítima mulher do filho de Atreu, a quem matou no regresso, apesar de saber que o esperava uma morte cruel.
E nós tínhamo-lo aconselhado antes, por meio de Hermes, o vigilante Argifonte, que o não matasse, nem lhe cobiçasse a esposa, pois Orestes vingaria o filho de Atreu, logo que chegasse à idade núbil e sentisse saudades da sua terra. Assim lho declarara Hermes; sem embargo, os seus bons conselhos não persuadiram o espírito de Egisto, que expiou todos os crimes de uma só vez”.
“Atena, a deusa de olhos brilhantes, respondeu-lhe: – Pai nosso, filho de Crono, dominador supremo, ele sucumbiu a uma morte muito justa; e assim morra quem praticar obras semelhantes. Mas o prudente Ulisses confrange-me o coração, o infeliz, que pena, há tanto tempo, longe dos amigos; numa ilha circundada pelas ondas, onde está o centro do mar. A ilha é nemorosa e nela tem a sua habitação uma deusa, a filha do pernicioso Atlas, o qual conhece todas as profundidades marinhas e sustenta as altas colunas que separam a Terra do céu.
Ela o retém aí, apesar dos seus queixumes, e não cessa de seduzi-lo com palavras doces e lisonjeiras, afim de que se esqueça de Ítaca. Ulisses, porém, que desejaria ver ainda que não fosse mais que o fumo que sobe da sua terra, suspira pela morte. E isto, Olímpico, não te comove o coração? Não te foi Ulisses grato, quando, junto das naus dos Argivos, na vasta Tróia, te ofereceu sacrifícios? Por que estás, pois, ó Zeus, tão irritado contra ele?”
Zeus, o amontoador das nuvens, em resposta disse-lhe: – Minha filha, que palavra te escapou do cerco dos dentes? Como poderia esquecer-me do divino Ulisses, em inteligência o primeiro dos homens, que ofereceu mais sacrifícios que ninguém aos deuses imortais, moradores do vasto céu? Mas Posidão, o Sacudidor da terra, tem-lhe ódio, por ter cegado o único olho do Ciclope, de Polifemo, semelhante a um deus.
Este é de todos os Ciclopes o mais valente e nascera da ninfa Toosa, filha de Forco, dominador do mar estéril, a qual se ajuntara com Posidão numa gruta côncava. Desde então, o Sacudidor da terra, se bem que não matou Ulisses, fá-lo errar longe da pátria. Mas nós, todos os presentes, ponderemos o modo como se realizará o regresso dele; e Posidão deporá a sua cólera, pois ser-lhe-ia impossível, não concordando com os deuses, contender só com todos os imortais juntos”.
Em 1795, o alemão Friedrich August Wolff afirmou, baseado em estudos estilísticos, que a Ilíada e a Odisséia são de poetas diferentes. Outros historiadores acreditam que elas possam ser obras coletivas, ou ainda que Homero teria compilado poemas populares.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Homero


Homero (séc. VIII a.C.) foi um poeta grego, a quem se atribuem as obras-primas Ilíada e Odisseia. Um dos maiores escritores da antiguidade. Sobre a data da elaboração das epopeias, sabe-se apenas que ocorreu entre os séculos IX e VIII a.C. e que a Ilíada precedeu a Odisseia em 50 anos. A Odisseia conta a aventura do herói Ulisses, até a sua volta para a ilha de Ítaca. Na Ilíada Homero narra os acontecimentos da Guerra de Troia, no século IX a.C., e as proezas dos heróis gregos e troianos.
Homero (séc. VIII a.C.) pouco se sabe sobre Homero e o ambiente em que teria vivido por volta dos séculos IX e VIII a.C., o chamado período homérico. Esmirna, Rodes, Quios, Argos, Ítaca, Pilos e Atenas reivindicam a honra de ter sido a cidade de Homero, dada a importância dessas obras.
No século VI a.C., quando as obras passaram da forma oral, original, para a forma escrita, pensou-se que a Ilíada e a Odisseia poderiam ser obras de autores diferentes. Depois passou-se a duvidar da própria existência de Homero.
A Odisseia é composta de 24 cantos ou rapsódias, divididas em três partes, embora não apresente separação explícita. A primeira parte abrange os cantos I e IV, trata de Telêmaco, filho de Ulisses e Penélope. Nessa primeira parte Ulisses não aparece, a referência sobre ele é sua ida para a Guerra de Troia onde permaneceu dez anos. Telêmaco, seu filho, luta contra as investidas dos que pretendiam conquistar sua mãe, que resistiu tenazmente. Penélope declarou que elegeria um pretendente quando terminasse de tecer a mortalha de Laertes, pai de Ulisses. Durante o dia tecia e de noite desfazia.
Na segunda parte que abrange os cantos V a XIII, As aventuras de Ulisses são relatadas. Ele mesmo enumera que vagou sem destino pelo mar, perdidas as rotas de retorno a Ítaca. Sete anos se passaram quando Calipso, deusa apaixonada, o reteve na ilha Ogígia. Libertado por intervenção de Atenas, naufragou próximo a ilha de Feáceos.
A terceira parte relata a vingança de Ulisses que, de volta a Ítaca, após vinte anos, disfarçado de mendigo, mistura-se ao povo e aos poucos vai se informando das traições ocorridas na sua ausência. Aos poucos vai se revelando, primeiro ao filho e depois a Penélope. Luta contra seus traidores, aniquila os inimigos e volta para seu palácio.
A Ilíada relata os acontecimentos da Guerra de Troia. Composta por 24 cantos as proezas dos heróis gregos e troianos são minuciosamente narradas. Homero não foi testemunha dos fatos, pois viveu quatro séculos depois. Sem se preocupar com a verdade histórica, transformou a história num poema. Na Ilíada a bela Helena, filha de Priamo, rei de Esparta era desejada por monarcas e príncipes. Entre os séc XIII e XII a.C. a Grécia tinha diversos reinos. Menelau foi o escolhido, casam-se com grande pompa em Esparta.
Com a morte de Priamo, Melenau torna-se rei de Esparta. Quando o príncipe de Troia, visitou a corte espartana, na ausência de Menelau, apaixonou-se por Helena e resolveu raptá-la. Este foi o principal motivo da Guerra de Troia. Vários combatentes entre eles Aquiles e Ulisses, foram reunidos para conquistar Troia e recuperar Helena.
Foram dez anos de luta quando Ulisses resolve presentear Troia com um gigantesco cavalo de madeira, com grande número de soldados no seu interior. Troia foi invadida e incendiada e Helena reconduzida a Esparta. A expressão "presente de grego" é sinônimo de cavalo de Troia. Vários historiadores chegaram a duvidar da existência de Troia, até que em 1870 o arqueólogo alemão Heinrich Schliemann descobriu as ruínas, baseado em relatos de Homero.
Fonte: www.e-biografias.net