segunda-feira, 11 de junho de 2018

ALEXANDRE MAGNO


ALEXANDRE MAGNO 1O rei da Macedônia, nasceu em Pela, em 356 a.C. e morreu na Babilônia, em 323 a.C.. Filho de Filipe II, principal responsável pelo sucesso do filho que entrou para a história com o nome de “o Grande”, ou “o Magno”, e de Olímpia do Épiro, mística e ardente adoradora do deus grego Dionísio, ele ocupou a regência da Grécia aos 16 anos de idade, durante a expedição de seu pai a Bizâncio (339 a.C.), oportunidade em que derrotou os ilírios revoltados. e participou da batalha de Queronéia (338 a.C.). Com o assassinato do pai, Alexandre subiu ao trono em 336 a.C..
Educado por Aristóteles e dotado de extraordinárias qualidades militares, já no ano seguinte (335 a.C.) ele submeteu a Grécia e conquistou a Ilícia e a Trácia, depois de cruzar o rio Danúbio. Ainda no mesmo ano a cidade de Tebas, diante da falsa notícia de que o conquistador havia morrido, proclamou sua independência, e por isso foi destruída. No ano seguinte (334 a.C.), depois de confiar a Antipater o governo da Europa, Alexandre Magno cruzou o Helesponto em direção ao Oriente, onde derrotou os persas, comandados por Dario III, nas batalhas de Granico (334 a.C.) e Isso (333 a.C.), apossando-se então da Ásia Menor e da Síria. Conquistadas as cidades de Tiro, depois de um assédio de sete meses, e de Gaza (332 a.C.), invadiu e ocupou o Egito, onde no mesmo ano fundou a cidade de Alexandria (na ilustração acima, cena da batalha de Issus)
Em 331 a.C, com Dario isolado do mundo helênico graças à conquista de todas as costas do império persa, Alexandre atravessou o Eufrates e o Tigre, e derrotou o novo e poderoso exército inimigo na batalha de Gaugamela, também chamada de Arbola, perto de Ninive. Depois de conquistar a Babilônia e Susa, entrou em Persépolis, que foi incendiada (330 a.C.). Em seguida invadiu a Média, em perseguição de Dario (que foi assassinado pelo sátrapa Besso), e depois de ocupar a Hircânia e a Bactriana, mandou executar Filotas e seu pai, Parmênio, como conspiradores. No começo de 329 a.C. ele transpôs a cordilheira de Hindocuxe e invadiu a Índia, onde derrotou Poro, às margens do Hidaspes. Em Hifaso, seus soldados, esgotados, o obrigaram a parar; mas em 325 a.C. reentrou triunfante em Susa, depois de atravessar os desertos de Gedrósia, Beluquistão e a região da Carmânia. Dois anos depois entrou na Babilônia, onde morreu vitimado pelas febres, após um reinado de doze anos e oito meses, sem ter podido consolidar o vasto império que conquistara. Seu túmulo continua perdido até hoje, mas sua obra, no entanto, abriu o caminho para as conquistas romanas e para a expansão do cristianismo, no Oriente.
ALEXANDRE MAGNO 2O cavalo de Alexandre, chamado Bucéfalo, tem presença importante.em muitas de suas conquistas. Na última delas, mais de 500 cavalos macedônios foram mortos pelos persas, que utilizavam elefantes, e por isso, a partir de então a montaria do rei passou a ser poupada. Os historiadores revelam que semanas depois, enquanto Alexandre lutava em outro lugar, ladrões atacaram o local em que ficavam guardados vários cavalos do conquistador, entre eles Bucéfalo. Ao tomar conhecimento do ocorrido, o rei mandou seus mensageiros avisarem que se o seu animal preferido não fosse devolvido, todos os povoados da região seriam destruídos.
Como o resultado foi favorável e rápido, Alexandre perdoou os ladrões, chegando até a presentear os que trouxeram o cavalo de volta. Bucéfalo morreu velho, e sua tumba não foi descoberta até hoje. Presume-se que esteja repleta de tesouros, inclusive a famosa manta bordada a ouro, usada por Alexandre em algumas paradas militares. Como presente póstumo ofertou a Bucéfalo uma cidade, situada na planície de Taxila. Infelizmente, ela durou pouco tempo, sendo possível que tenha se transformado na histórica Jalalpur (na ilustração, Alexandre Magno e seu cavalo Bucéfalo).
Alexandre Magno não foi apenas um implacável conquistador. Entre os seus feitos, registra-se a fundação de mais de setenta cidades – várias delas com o nome de Alexandria -, sendo a mais famosa a erguida no delta do rio Nilo, no Egito, por volta de 332 antes de Cristo. Todas essas cidades serviram para fortalecer o intercâmbio comercial com China, Arábia, Índia e interior da África, e a fundação da famosa biblioteca da Alexandria egípcia, transformou-a em um centro irradiador da cultura helenística. Outra curiosidade, é que sua coleção de animais exposta perto do porto de Alexandria, provavelmente, deu origem ao primeiro zoológico público…
O império que Alexandre construiu não sobreviveu à sua morte, mas o seu projeto de uma aproximação entre Oriente e Ocidente foi coroado com êxito. O encontro entre as culturas grega e oriental deu origem a uma unidade jamais experimentada na Antigüidade. Foi à civilização helenística, assim chamada, pois a contribuição helênica predominou sobre a oriental. Para muitos historiadores, a era helenística marca o ponto culminante do progresso humano no mundo antigo antes que se firmasse o poderio de Roma.

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