segunda-feira, 11 de junho de 2018

duque de Caxias


CAXIAS, Duque deLuis Alves de Lima e Silva (1803-1880), o duque de Caxias, ingressou no exército muito cedo, cursando com distinção a academia militar. Quando em 1822 foi deflagrada a luta pela independência, ele enfrentou, como ajudante do batalhão do imperador, os portugueses que resistiam às tropas nacionais na Bahia. Meses depois, em 1825, seguiu para Montevidéu, então capital da Província Cisplatina, com a missão de controlar a sublevação comandada por D.Juan Antônio Lavalleja (1784-1853), tendo para isso assumido o comando das linhas avançadas brasileiras posicionadas diante daquela cidade.
Após os quatro anos que passou no país vizinho, Caxias regressou ao Rio de Janeiro, e em 1831, durante o período de anarquia que se seguiu à abdicação de Pedro I, procurou garantir a ordem reunindo os oficiais das guarnições que haviam sido dissolvidas, e formando com eles um batalhão que se encarregou do policiamento da cidade.
Em 1832 sufocou em Pernambuco a rebelião conhecida como abrilada, e em 1839, já como coronel, foi incumbido de governar a província do Maranhão e comandar as tropas enviadas para combater a revolta dos balaios, ou balaiada, conseguindo controlar esse movimento após uma campanha sangrenta. Após eleger-se deputado pelo Maranhão, retornou ao Rio de Janeiro em julho de 1841, quando recebeu o título de barão de Caxias.
Em 1842 o governo imperial o nomeou vice-presidente da província de São Paulo, além de comandante das tropas encarregadas de colocar um ponto final na sublevação iniciada em Sorocaba. Dois dias depois de encerrada essa campanha,  entregaram-lhe o comando das operações contra os revoltosos que marchavam rumo a Ouro Preto, então capital de Minas Gerais, e Caxias os venceu em agosto do mesmo ano. Nomeado ajudante-de-ordens do imperador e promovido a marechal-de-campo, tornou-se presidente da província do Rio Grande do Sul e comandante-chefe das tropas legais que lutavam na Guerra dos Farrapos, derrotando os revoltosos em vários confrontos e conseguindo debelar a insurreição.
Eleito senador em 1845, foi escolhido em 1851 para combater o líder uruguaio Manuel Oribe, que ajudado por João Manuel Ortiz de Rosas, ditador argentino, dominara quase todo o país e sitiara Montevidéu. Entrando em ação, Caxias invadiu o território do Uruguai e conseguiu obter a rendição de Oribe e todas as suas tropas.
Em 1855 ele foi nomeado ministro da Guerra, cargo que voltou a lhe ser entregue em 1862. Promovido a marechal graduado no mesmo ano, foi senador em 1863-1864, quando irrompeu a guerra contra o Paraguai. Caxias então propôs um plano onde as operações militares fossem levadas ao coração do território paraguaio, mas seus oponentes políticos não permitiram que fosse ouvido e por isso o marechal permaneceu afastado do comando das forças brasileiras.
Com a conclusão do tratado da Tríplice Aliança, a estratégia da campanha foi entregue ao general argentino Bartolomeu Mitre, substituído dois anos depois por não ter conseguido alcançar os resultados positivos desejados pelos países aliados. Foi assim que em 1867, quando a obstinada resistência do inimigo e uma grande epidemia de cólera tornavam extremamente difícil a situação na frente de batalha, que o comando das tropas acabou sendo entregue a Caxias.
Inicialmente ele explorou as posições paraguaias utilizando balões cativos, ordenando depois a célebre marcha de flanco comandada pelo general Osório, com a qual as tropas brasileiras contornaram fortes posições defensivas adversárias e foram acampar diante da fortaleza de Humaitá, considerada a mais poderosa da América do Sul. A partir daí, uma sucessão de encarniçados combates abriu o caminho dos brasileiros para o interior do Paraguai.
Num deles, o da ponte de Itororó, o próprio Caxias se colocou à frente dos soldados que hesitavam em avançar sobre a estreita passagem varrida pelo fogo inimigo, e caminhou para frente exclamando: “Quem for brasileiro, siga-me!”
Após entrar em Assunção em 5 de janeiro de 1869, à frente do exército aliado, Caxias retornou ao Rio de Janeiro por não aceitar, segundo algumas fontes, a tarefa de acuar o inimigo derrotado. De regresso à Corte voltou a ocupar sua cadeira no senado, sendo também nomeado conselheiro de estado. Em 23 de março de 1869 recebeu o título de duque, e quando convidado em 1875 para presidir o ministério, desculpou-se por não aceitá-lo afirmando preferir anos de guerra mais dura a alguns meses de ministério.
Falecido na fazenda Santa Mônica, localizada na antiga localidade de Desengano, atual Juparanã, no Rio de Janeiro, teve o dia de seu nascimento consagrado como o Dia do Soldado Brasileiro.

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