No ano 333 a.C. Alexandre Magno se apoderou delas, e em 133 a.C. foram os romanos que as invadiram, tendo a parte oriental dessa região passado a integrar a Província da Ásia. Em 300 da era cristã o imperador Diocleciano a dividiu mais uma vez, e daí em diante a Frigia simplesmente desapareceu da História.
Um dos reis dessa nação foi Midas, filho de Górdio e Cibele, cuja vida ocorreu em período incerto, mas que a lenda inclui como participante de uma história sobejamente conhecida. Diz ela que o deus Dionísio, em sinal de gratidão pela maneira cordial com que Midas tratou seu mestre Sileno, prometeu dar-lhe tudo quanto pedisse, e o rei então solicitou que aquilo em que tocasse se transformasse em ouro, no que foi prontamente atendido.
Quando viu, porém, que a própria comida também se transformava no metal precioso, o que o ameaçava de morrer de fome, ele rogou à divindade que seu pedido fosse anulado, e esta, para curá-lo, disse-lhe: “Vai ao Rio Pactolo e segue a corrente até a fonte que lhe dá origem, ali mergulha tua cabeça e teu corpo e lava tua culpa e o teu castigo”. Midas assim fez, e mal tocara as águas, antes mesmo de ter passado para elas o poder de transformar tudo em ouro, as areias do rio tornaram-se auríferas, e assim continuaram até hoje.
Outra lenda sobre o rei Midas aparece em certa fábula de Ovídio (43 a.C.- 17 d.C.), poeta latino e uma das personalidades mais representativas de sua época, quando este narra que Mársias, um sátiro da comitiva de Pã, desafiou o deus Apolo para ver qual deles dois tocava melhor a flauta, e que Mídias, escolhido como juiz da disputa, deu a vitória a Mársias. Enraivecido, Apolo quis vingar-se e para isso fez com que no rei da Frigia crescessem orelhas de burro, e que o soberano, para ocultá-las, as cobria com uma tiara magnífica.
O barbeiro real percebeu o que tinha acontecido, porém não se atreveu a revelar a ninguém aquele segredo bem guardado. Mas como o seu silêncio estava se tornando muito pesado, ele não suportou mais aquela situação e por isso cavou um buraco fundo e murmurou com a boca dentro dele: “Midas tem orelhas de burro”. Segundo Alain Quesnel, em seu livro “A Grécia, Mitos e Lendas”, Editora Ática, 1966, tradução de Ana Maria Machado, o barbeiro “tapou rapidamente o buraco e foi embora. Mas um caniço, bem ao lado, curvado pela brisa, começou a murmurar: “- O rei Midas tem orelhas de burro”.
Todos os caniços das redondezas fizeram a mesma coisa, o murmúrio cresceu e virou um clamor que dava para ouvir até na cidade. Dali a algumas horas, todo mundo falava das orelhas do rei. Todo mundo ria. O pobre soberano caiu no ridículo e passou a viver trancado em seu palácio, lamentando, mais uma vez, não ter tido prudência e bom sendo. Mas já era tarde”.
Uma delas, que trazia a figura do rei Midas, tinha o seguinte texto: “Quando Dionísio, o deus do vinho, andava pela Terra, um rei chamado Midas prestou-lhe um grande favor. O deus, agradecido, mandou que Midas escolhesse uma recompensa. O rei pediu, então, a graça de transformar em ouro tudo o que tocasse com as mãos, no que foi logo atendido, tornando-se de ouro a maça que pouco antes colhera. Leva-se anos para entender porque o rei Midas é um asno. A maioria, entretanto, não descobre isso nunca. Depois de muita troca de idéias, a palestra continua com a seguinte pergunta: se você tivesse a mesma oportunidade do rei Minas, que pediria ao deus Dionísio?”
Sadim é um anagrama de Midas. Assim como existe o Midas, há a sua antítese, o Sadim. Enquanto as pessoas com o toque de Midas têm a coragem de lidar com os seus medos e fraquezas, o Sadim prefere camuflar ou ignorar seus fantasmas interiores, disfarçando sua ignorância com um manto de arrogância e vaidade. Vem daí o dom que possui de transformar em fracasso tudo o que toca.
Por nunca admitir que está errado. o Sadim não tem como aprender com os erros. Ricardo Belino mostra em um CD da Audiolivro Editora (www.audiolivro.com.br), como é possível aprender com o Sadim, evitando que atitudes e comportamentos nocivos contaminem sua ascensão profissional, sua felicidade pessoal e seu bom-humor.
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