segunda-feira, 11 de junho de 2018

pirata Roc Brasileiro


BRASILEIRO, RocInformações sobre a vida do pirata Roc Brasileiro, também conhecido como Roc Brasiliano, não são encontradas com facilidade.
Do pouco que se sabe sobre ele, é que era natural da província de Gronigen, localizada à beira do mar do Norte, nos Países Baixos, mais conhecidos como Holanda, nascido em data desconhecida e desaparecido misteriosamente em 1671, e que se refugiou na Jamaica após ter fugido do Brasil em virtude da verdadeira caçada que os portugueses lhe faziam.
Durante o tempo em que aqui permaneceu – mesmo período de duração da ocupação holandesa, que se estendeu de 1630 a 1654 -, ele provavelmente se dedicou ativamente à pirataria, pois os portugueses, após a expulsão dos invasores, passaram a procurá-lo com especial interesse ao longo do litoral brasileiro, obrigando-o a navegar para outros mares em busca de segurança.
Daí a razão do apelido pelo qual passou a ser conhecido, e que se tornou não só famoso, mas também temido pelos marinheiros de todas a bandeiras que navegavam em águas onde sua aproximação poderia ser anunciada a qualquer momento.
Os poucos e resumidos relatos sobre Roc Brasileiro, ou Brasiliano (também grafado Roche, Roc ou Rock), cujo nome verdadeiro se perdeu na história, o apresentam como um homem bárbaro e de instinto cruel, principalmente em relação aos espanhóis, cujos navios eram considerados por ele como o alvo preferencial de sua atividade pirata. As lendas sobre esse criminoso dos mares dizem que seu primeiro navio foi roubado de um outro companheiro de profissão, isso no final do ano 1600, e que logo após esse feito ele concretizou a primeira abordagem de um navio mercante em alto-mar, prática essa que se tornou prática rotineira em seu histórico de pilhagem.
Homem beberrão e dissoluto, Brasiliano ameaçava balear qualquer um que não aceitasse um convite para beber com ele. Segundo os relatos da época, seu ódio aos espanhóis era tamanho que tratava os prisioneiros dessa nacionalidade de maneira bárbara, desmembrando-os ou assando-os vivos sobre uma fogueira. Entre as muitas histórias contadas a seu respeito, uma diz que certa feita ele queimou dois fazendeiros espanhóis que se recusaram a entregar-lhe seus porcos.
Sua carreira como pirata durou até o ano de 1671, quando desapareceu sem deixar pistas sobre seu paradeiro. Além disso, nada mais se sabe. Seu nome, porém, ficou gravado na história dos povos marítimos, assim como os de vários outros piratas que em certa época transformaram a travessia dos mares e oceanos em uma aventura perigosa.
Do fim do século 16 até o século 18, o mar do Caribe era um terreno de caça para piratas que atacavam primeiramente os navios espanhóis, mas posteriormente aqueles de todas as nações com colônias e postos avançados de comércio na área.
Os grandes tesouros de ouro e prata que a Espanha começou a enviar do Novo Mundo para a Europa logo chamaram atenção desses aventureiros mal intencionados, dos quais muitos se tornaram lendários, entre eles Sir Francis Drake, Capitão Kidd, Barbanegra, Jean Lafitte, James Cook, Henry Morgan, Grace O’Malley, Anne Bonny, Martin Tromp, Mary Read, John Rackman, Bartholomeu Roberts, L’Olonnais, Roc Brasileiro e outros mais, cujas vidas inspiraram a produção de muitos filmes de sucesso.
Mas com a chegada dos tempos modernos a pirataria acabou desaparecendo quase que por completo, subsistindo até pouco tempo apenas nas proximidades de Hong Kong, na China, e também nas Caraíbas, onde os piratas atacam de surpresa, com lanchas muito rápidas, nos espaços entre as ilhas.

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